Josimar chama Pacovan de analfabeto em depoimento no STF

Josimar STF

MARANHÃO, 29 de setembro de 2025 – O deputado federal Josimar de Maranhãozinho prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF) em processo que apura suposta negociação de emendas parlamentares. Durante o testemunho, ele fez críticas ao agiota Pacovan, morto em junho de 2024. Questionado sobre um áudio atribuído a Pacovan, em que o empresário citava uma dívida de R$ 1,5 milhão e mencionava o prefeito de São José de Ribamar, Josimar disse desconhecer o conteúdo e desqualificou o autor da gravação. Segundo o parlamentar, Pacovan era “uma pessoa analfabeta”, envolvida em confusões e de convivência difícil. O deputado afirmou que não gostaria de tê-lo conhecido e reforçou que não mantinha proximidade com ele.

Josimar Maranhãozinho depõe no STF nesta quinta (25)

Josimar Maranhãozinho

BRASÍLIA, 25 de setembro de 2025 – O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) presta depoimento nesta quinta-feira (2) no Supremo Tribunal Federal (STF) em ação que apura suposto desvio de emendas parlamentares. O caso envolve ainda os deputados Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de participação no esquema. O novo depoimento ocorre após o relator, ministro Cristiano Zanin, autorizar a manifestação do parlamentar, a pedido da defesa, depois de Josimar ter permanecido em silêncio no interrogatório anterior, em 28 de agosto. A defesa argumentou que o silêncio inicial se deu por falta de acesso completo às provas reunidas na denúncia. Com os documentos disponibilizados, Josimar solicitou a oportunidade de falar. O depoimento será conduzido pelo juiz instrutor Lucas Sales da Costa. Segundo a PGR, os deputados teriam solicitado R$ 1,6 milhão, equivalentes a 25% do total de R$ 6,6 milhões em emendas, para o município de São José de Ribamar. De acordo com a denúncia, Josimar teria coordenado o envio de três emendas para São José de Ribamar, somando R$ 6,6 milhões. Mensagens trocadas com Pastor Gil, em 2019, citam valores destinados ao município. Conversas com Bosco Costa também indicam que Josimar orientou a inclusão da cidade entre as contempladas. A PGR aponta que, após os pedidos, os recursos de R$ 1,5 milhão e R$ 4,123 milhões foram liberados em dezembro de 2019, e outro de R$ 1,048 milhão em abril de 2020. Além disso, a Procuradoria menciona que Josimar teria acionado Josival Cavalcante da Silva, conhecido como Pacovan, para intermediar cobranças. Em uma das mensagens interceptadas, Pacovan sugere direcionar “a maior quantidade possível de recursos” para Ribamar. Em janeiro de 2020, o deputado teria enviado a Pacovan detalhes de duas emendas já liberadas, facilitando sua atuação. ENVOLVIMENTO DE PACOVAN Ainda segundo a denúncia, Pacovan se encontrou com o então prefeito de São José de Ribamar, Eudes, acompanhado de Rocha Silva. A acusação afirma que o agiota solicitou R$ 1,6 milhão, valor correspondente a 25% das três emendas destinadas ao município. O pedido, porém, não foi confirmado pelo ex-prefeito durante interrogatório. A PGR acrescenta que, após a negativa, Pacovan teria informado Josimar sobre a visita à prefeitura e questionado quem indicara os valores para a cidade. Com o insucesso da cobrança, a acusação relata que Josimar teria atuado pessoalmente para convencer o gestor municipal, enquanto Pastor Gil enviou mensagem a Eudes sugerindo um encontro.

Dino assume 1º Turma do STF que julgará Josimar e Pastor Gil

Dino STF

BRASÍLIA, 23 de setembro de 2025 – O ministro Flávio Dino assumirá nesta terça (23) a presidência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sucedendo Cristiano Zanin, em um momento de forte exposição política da Corte. A escolha ocorreu durante a primeira reunião do colegiado após o julgamento do núcleo central do 8 de janeiro, marcado por divergências entre os ministros e reações no Congresso. À frente da Turma, Dino terá a responsabilidade de organizar e pautar ações penais relacionadas à suposta tentativa de golpe, em especial os processos envolvendo os grupos conhecidos como “kids pretos” e “operacional”. Entre os réus estão o ex-assessor presidencial Filipe Martins e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. Os casos já estão em fase de conclusão após prazo concedido à Procuradoria-Geral da República e às defesas.

PEC da Blindagem pode favorecer Josimar e Pastor Gil

PEC investigados

BRASÍLIA, 17 de setembro de 2025 – A Câmara dos Deputados aprovou na noite de terça a PEC da Blindagem, que restringe prisões e abertura de ações penais contra parlamentares. Caso seja confirmada pelo Senado, a proposta pode favorecer deputados investigados no Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), acusados de envolvimento em supostos desvios de emendas parlamentares. A PEC transfere ao Legislativo a prerrogativa de decidir, em votação secreta, se deputados ou senadores podem se tornar réus. Além disso, amplia o alcance do foro privilegiado, incluindo presidentes de partidos. A medida recebeu forte apoio do Centrão, do PL e de outras legendas, que a defenderam como resposta a supostos abusos do STF. INVESTIGAÇÕES EM CURSO Na segunda, o ministro do STF Flávio Dino encaminhou à Polícia Federal investigações sobre emendas Pix enviadas a nove cidades por 25 parlamentares. Em março, o Supremo também aceitou, por unanimidade, denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra deputados do PL acusados de corrupção passiva e organização criminosa. Entre os denunciados estão Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles foram acusados de solicitar vantagem indevida a um prefeito do interior do Maranhão em 2020. Segundo a PGR, o grupo teria condicionado o repasse de R$ 6,6 milhões em emendas à cobrança de R$ 1,6 milhão em propina. A acusação aponta que as emendas, no valor de R$ 6,6 milhões, foram destinadas ao município de São José de Ribamar. Mensagens obtidas em 2019 mostram Josimar instruindo Pastor Gil e Bosco Costa sobre a destinação dos recursos. A liberação ocorreu entre dezembro de 2019 e abril de 2020. De acordo com a denúncia, o agiota Josival, conhecido como Pacovan, teria cobrado pessoalmente 25% das emendas do então prefeito de São José de Ribamar, Eudes, em um encontro acompanhado de Rocha Silva. O pedido de R$ 1,6 milhão, segundo a Procuradoria, não foi confirmado pelo gestor em interrogatório.

Zanin marca novo interrogatório de Josimar Maranhãozinho

Josimar STF

BRASÍLIA, 16 de setembro de 2025 – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou novo interrogatório do deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A audiência ocorrerá em 25 de setembro, às 9h, após pedido da defesa do parlamentar para prestar esclarecimentos sobre a ação penal movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo apura denúncias de corrupção passiva e participação em organização criminosa. O pedido foi feito depois que, em audiência realizada no fim do mês passado, Josimar permaneceu em silêncio. O relator permitiu a postura em razão da ausência de acesso da defesa às provas reunidas pela Polícia Federal (PF). Segundo o parlamentar, essa limitação comprometeu sua atuação desde o início do processo no STF. Na ocasião, os advogados solicitaram o adiamento do interrogatório até que as mídias requisitadas fossem enviadas para análise pericial. O relator negou o pedido, mas assegurou ao deputado o direito de não responder às perguntas.

STF pede envio de provas pela PF em caso de Josimar e Gil

STF Josimar

BRASÍLIA, 05 de setembro de 2025 – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) encaminhe as mídias com provas de um caso de organização criminosa em até cinco dias. A ordem, publicada na quarta (3), beneficia a defesa do deputado Pastor Gil (PL-MA), que questionou falhas técnicas na extração de dados. Os arquivos são essenciais para a elaboração de um laudo pericial detalhado. A mídia em questão contém evidências contra os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados de corrupção passiva e integrar organização criminosa.

Josimar silencia e Pastor Gil nega fraude em emendas no STF

Emendas PL

BRASÍLIA, 28 de agosto de 2025 – Os deputados do PL negaram, nesta quinta (28), envolvimento em esquema de corrupção ligado a emendas parlamentares. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República investigam suposta negociação de propina em verbas destinadas à prefeitura de São José de Ribamar (MA). Os investigados são Josimar Maranhãozinho (PL-MA), apontado como líder, Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia em março. Eles respondem por corrupção passiva e organização criminosa, no primeiro caso de ação penal aberta pela Corte envolvendo desvio comprovado de emendas. Segundo a PGR, os deputados teriam cobrado R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas, cerca de 25% do valor. Um documento apreendido pela PF mostra como seria a divisão dos recursos entre os políticos. O agiota Pacovan é citado como intermediário da cobrança junto ao então prefeito Eudes Sampaio. Na audiência de interrogatório, Josimar Maranhãozinho permaneceu em silêncio. Sua defesa afirmou não ter tido acesso a todas as provas, incluindo mídias eletrônicas citadas na denúncia. O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, negou o adiamento da oitiva, mas autorizou manifestação posterior caso surjam novos elementos da perícia. Pastor Gil declarou que destinou recursos a São José de Ribamar por vínculos eleitorais e religiosos. Ele disse que os valores seriam usados na construção de um prédio para o centenário da Assembleia de Deus. O parlamentar negou conhecer Pacovan e classificou como falsa a assinatura atribuída a ele no documento apreendido pela PF. O suplente Bosco Costa afirmou que nunca destinou emendas ao Maranhão, apenas a Sergipe, seu estado de origem. Ele negou conhecer Eudes Sampaio ou Pacovan e disse não entender por que seu nome aparece no documento investigado. O parlamentar sustentou que jamais vendeu emendas e confia que a verdade será esclarecida.

STF agenda interrogatório de deputados acusados de corrupção

STF Josimar

BRASÍLIA, 26 de agosto de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) serão interrogados na quinta (28). A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os parlamentares de solicitar 25% de propina em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís. Em março, a Primeira Turma do STF tornou os três réus por corrupção no uso de recursos de emendas, decisão que ocorreu por unanimidade. As defesas negam as acusações e sustentam que não houve irregularidades na destinação dos recursos. Elas também pedem a extinção do processo alegando falta de provas. O deputado Josimar Maranhãozinho declarou que não responderá a perguntas no interrogatório, alegando que sua defesa não teve acesso a documentos citados na denúncia. Ele ainda afirmou que nunca enviou emendas ao município de São José de Ribamar, citando o depoimento de um ex-prefeito prestado em agosto, que teria esclarecido a questão.

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