Flávio Dino é surrado por Bolsonaro na capital do Maranhão

Bolsonaro Flavio Dino

A mente doentia do governador Flávio Dino (PCdoB) criou uma fantasia mórbida: a eleição em São Luís era uma disputa entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo que toda a história de Eduardo Braide deixe claro que ele não é bolsonarista, mesmo que não seja possível encontrar uma única foto ou declaração de amizade/aliança entre os dois, Flávio Dino passou todo o segundo turno acusando Braide de ser um enviado de Bolsonaro. Dessa forma, dentro da cabeçorra sustentada pelo pescoço gorduroso do governador, a dor deve ser quase que inexplicável por ter sido surrado em seu quintal. Nos próximos dois anos, todas as vezes que olhar para o lado, que vislumbrar o Palácio de La Ravardiéri, Flávio Dino irá lembrar que foi derrotado por Bolsonaro. E não apenas uma simples derrota, mas uma surra. Bolsonaro não precisou lançar candidato, não precisou fazer campanha, não gravou vídeo, não mandou ministros para a rua, não ameaçou aliados de retaliação e não usou o emprego de nenhum funcionário federal como moeda de troca do voto. Santo Deus, provavelmente nem importância para a existência de Eduardo Braide até o dia da vitória Bolsonaro precisou. Como não caracterizar uma vitória que não precisou de uma única atitude como não sendo uma surra? O desarranjo mental do governador, que antes era controlado por um projeto pessoal de poder, está à solta. E a primeira vítima foi o próprio governador: foi surrado em uma disputa que só existia dentro da sua mente delirante.

Obsessão por Bolsonaro derrotou Flávio Dino no Maranhão

Flavio Dino

Até a semana passada a obsessão do governador Flávio Dino (PCdoB) era limitada às redes sociais. Passadas as eleições do dia 15 de novembro, o que se pode observar é que ela vai muito além do mundo virtual e começa a fazer ruir a coalisão que levou o próprio Dino ao poder no Maranhão. Ocupado atacando o presidente, Dino terminou as eleições como capitão de um navio que está fazendo água. A primeira vítima foi o próprio partido de Dino, o PCdoB, que teve sua influência diminuída brutalmente. A coalisão que levou o comunista ao poder também começa a ruir. PCdoB derrotado O partido de Flávio Dino viu seu número de prefeitos diminuir 46 prefeitos para 22. O número de vereadores da legenda também diminuiu. O partido do governador do estado lançou candidatos em apenas duas das cinco maiores cidades do Maranhão. Sofreu uma derrota humilhante em São Luís e não conseguiu vencer em Imperatriz. Membros do partido reclamam da obsessão de Flávio Dino pelo presidente Jair Bolsonaro como principal responsável pela decadência do partido. “Ele estava mais ocupado fazendo oposição do que tomando conta do próprio partido. Sem um líder para coordenar as ações partidárias não tem como sustentar nada”, disse um membro do partido que preferiu não ser identificado. Guerra Fria instaurada Ciente do seu fracasso na condução do processo eleitoral em 2020, Flávio Dino tenta catalisar sua obsessão por Bolsonaro para o pleito em São Luís como forma de “derrotar o presidente”. Dino elegeu o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) como representante máximo do bolsonarismo no Maranhão. Nas últimas horas o governador convocou todo o seu secretariado e aliados políticos para “derrotar Bolsonaro” nas eleições de São Luís. Políticos que demonstraram insatisfação com a possibilidade de entrar de Flávio Dino já foram avisados que serão tratados como inimigos. “Quem não estiver com a gente no segundo turno é adversário. O governador sou eu, quem manda sou eu!”, disse a interlocutores durante reuniões para arquitetar a ofensiva contra Braide. A insatisfação com a postura autoritária do governador tem irritado aliados que, até ontem, eram leais ao governo. Segundo eles, Flávio Dino está faltando com o respeito ao exigir que todos apoiem um candidato que não goza de prestígio no grupo. “Ele quer que a gente apoie um cara que chamou todo mundo do grupo de bandido na semana passada? Isso aí não existe. O máximo que ele poderia pedir seria neutralidade. Respeito muito o governador, mas isso não significa que eu seja obrigado a me humilhar. O governador tem que se tocar que para Bolsonaro ele é uma formiga. Nosso negócio tem que ser a política aqui no estado”, disse um deputado da base ao blog. Para interlocutores ouvidos pelo blog, Flávio Dino sacrifica a união do grupo por uma obsessão. Para eles, a relação entre Braide e Bolsonaro existe apenas no mundo de fantasia obsessiva criado por Flávio Dino. Braide nunca deu qualquer declaração em apoio ao governo. Bolsonaro, em contrapartida, também nunca fez qualquer citação ao deputado. Os dois não possuem fotos juntos e nem mesmo constam registros de reuniões entre eles. Nas votações de projetos do governo Bolsonaro, Braide tem optado por uma posição de independência e já votou tanto contra, quanto a favor, das propostas. Para aliados, a “conversa fiada de derrotar bolsonarismo e passar por cima dos aliados dessa forma está mostrando uma face do governador” até então desconhecida. O fato é que as coisas não serão mais as mesmas no grupo do governo após as eleições. E isso se deve ao maior adversário de Flávio Dino no momento: sua obsessão por Bolsonaro.

Militância Bolsonarista adere a Flávio Dino em São Luís

Flavio Dino Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PCdoB) vem contando com aliados inusitados na desconstrução do seu grande adversário nas eleições de São Luís, a militância pró-bolsonaro. Nas últimas horas uma série de montagens e notícias falsas contra Eduardo Braide (Podemos) estão sendo compartilhadas em redes sociais por apoiadores do presidente da República. Flávio Dino já entrou pessoalmente na campanha contra Braide e tem gravado vídeos em que o ataca ferozmente. Em contato com o blog, alguns militantes alegaram que a entrada na campanha de difamação contra Eduardo Braide é pelo fato do candidato do Podemos “não ser de direita”. Como deputado federal, Eduardo Braide optou por uma postura de independência na Câmara. Hora votando com o governo Bolsonaro, hora não. Para essa militância, e alegria de Flávio Dino, ele só seria “perdoado” se votasse sempre com o Governo Federal. Daí o embarque de alguns na campanha de difamação promovida por Flávio Dino. Aderiram a uma estratégia que só beneficiará a esquerda porque o inimigo da esquerda não é tão de direita. Vai entender… Terror comunista Além de entrar diretamente nas eleições municipais sempre que pode, Flávio Dino indiretamente já deixou claro não tem pudores no uso da máquina do governo para derrotar adversários. No interior do Maranhão já voltam as denúncias do uso da Polícia Militar para espancar e intimidar adversários. Em São Luís a situação não deve ser diferente. O fato é que a tirania e a sede de poder do governador Flávio Dino, cujo o governo já chegou ao cúmulo de emitir ofícios solicitando a espionagem de adversários, não é novidade alguma. A única coisa louca nessa história é que ele, dessa vez, tenha a ajuda de militantes pró-Bolsonaro no estado que o ajudam no serviço sujo de assassinar a reputação de seus adversários políticos. Flávio Dino considera Eduardo Braide um inimigo e todo mundo que ataca o candidato do Podemos está, mesmo que negue, à serviço do comunista. Assim que o comunista afirmou que aceitava a eleição de qualquer um, menos de Braide, o caminho deveria ser óbvio. Só que nem sempre a obviedade é clara para alguns. Eis a verdade.

PSC entre as dez maiores legendas do Maranhão

Aluisio Mendes

Vice-líder do governo Jair Bolsonaro e maior aliado do presidente no estado, Mendes coordena uma campanha que lançou cerca de mil candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador em todo o estado. As projeções são de que o partido continue entre as 10 maiores do Maranhão.

Bolsonaro, Maranhão e Jesus

Adversários desprezam anúncios do Governo Federal e tentam fazer piada ponto alto da visita do presidente ao Maranhão.

“Robôs de Bolsonaro” se revoltam contra presidente

Robos

A tese de que militância conservadora nas redes sociais é formada por robôs foi completamente implodida após indicação de Kássio Nunes ao Supremo Tribunal Federal (STF). Milhares de mensagens criticaram a decisão do presidente ao indicar Kássio ao cargo comprovaram que a influência de Bolsonaro não é absoluta. Além de perfis anônimos, dezenas de influenciadores, já conhecidos do grande público, se manifestaram contra a decisão de Bolsonaro. Os mais comedidos, mesmo incomodados com a indicação, pediram paciência e preferem esperar pela atuação do novo ministro. Ficha do Kassio Nunes:1. Esposa foi assessora de petistas no Senado;2. Virou desembargador por indicação política (5° constitucional);3. É a favor do ativismo judicial;4. Já foi cogitado a uma vaga no STF por Dilma;5. Votou a favor de Cesare Battisti; ⏬ — Chicão (@frabezerra) October 2, 2020 Não é a primeira vez que decisões do presidente Jair Bolsonaro causam revolta entre seus apoiadores deixando a tese dos “robôs” ainda mais infundada.

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