Forças Armadas vão marchar em Brasília no dia da votação do Voto Impresso

As Forças Armadas deverão realizar amanhã um desfile com blindados pela Esplanada dos Ministérios antes de uma operação de treinamento militar em Formosa, que está prevista para o dia 16 de agosto. O pedido do presidente foi feito ao ministro da Defesa, Braga Netto, foi na última quinta (5). Braga neto deve levar ao presidente o convite para a participação dele na operação do dia 16. O desfile, que traz os blindados usados na operação de pacificação no Rio de Janeiro, representa uma oportunidade para as forças armadas mostrarem-se atentas ao cenário político do país. A operação com os blindados será realizada no mesmo dia que os deputados devem votar em plenário a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso. A proposta, reprovada na comissão especial que tratava do tema na última quinta (5), vai ser pautada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), para votação no plenário da Casa nesta terça (10). A operação Formosa acontece desde 1988 e, pela primeira vez, além da Marinha, o Exército e a Aeronáutica vão participar do treinamento. Serão mais de 2500 militares envolvidos na operação.
Bolsonaro pretende aumentar Bolsa Família em 100%

O presidente Jair Bolsonaro foi ao Congresso Nacional na manhã desta segunda (9) para entregar ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a medida provisória (MP) que estabelece o novo Bolsa Família. O programa deverá se chamar Auxílio Brasil. Bolsonaro estava acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Ciro Nogueira (Casa Civil), João Roma (Cidadania) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência). O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) também esteve presente. Na chegada ao Congresso, Bolsonaro afirmou que o valor deve ser no mínimo 50% maior do que hoje é o Bolsa Família. Atualmente, o benefício médio do Bolsa Família é de R$ 192. A estimativa é de que a turbinada no auxílio custe entre R$ 25 e R$ 30 bilhões ao governo. A intenção inicial de Bolsonaro era de aumentar o valor do auxílio para até R$ 400. Dois anos e meio após o novo governo, e mesmo com a pandemia, os ajustes nas contas públicas e lucro das empresas estatais possibilitam ao Governo Federal o aumento do benefício.
Flávio Dino não irá comprar vacinas para maranhenses

O presidente do Consórcio Nordeste, governador Wellington Dias (PT-PI), anunciou oficialmente que o grupo desistiu de comprar 37 milhões de doses da vacina Sputnik-V. A decisão afeta diretamente o Governo do Maranhão, que deve acompanhar movimento, desistir do processo e não comprar imunizantes. Como desculpa para o fracasso da aquisição de vacinas, o grupo de governadores que formam o Consórcio Nordeste afirmam que as regras impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prejudicaram a compra. Acontece que existem outros medicamentos no mercado e o grupo de governadores, aparentemente, não trabalha com a aquisição deles. PLACAR Com a decisão e a crescente vacinação promovida pelo Governo Federal, é improvável que os governadores façam a opção pela compra de imunizantes ainda em 2021. Dessa forma, os críticos do presidente Jair Bolsonaro não irão adquirir uma única dose de vacina após dois anos de pandemia. O contrato de importação de 37 milhões foi amplamente divulgado pela imprensa em março deste ano. A previsão inicial era entregar 2 milhões de doses no mês de abril.
Após manifestações, TSE quer tornar Bolsonaro inelegível

Dois dias após as manifestações que levaram centenas de milhares de pessoas às ruas à favor do Voto Impresso, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu abrir inquérito administrativo contra Jair Bolsonaro e produzir notícia crime que podem torná-lo inelegível. Os dois procedimentos foram aprovados por unanimidade. O encaminhamento ao Supremo Tribunal Federal (STF) de notícia-crime contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, sugere apurar possível conduta criminosa relacionada aos fatos apurados no Inquérito 4.781, conhecido como “Inquérito das Fake News”. O ofício, assinado pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, encaminha ao relator do processo no STF, ministro Alexandre de Moraes. Já o inquérito administrativo aberto pretende incriminar Bolsonaro por supostos crimes eleitorais nas eleições de 2018. O presidente e o vice são acusados de propaganda ilegal na época. Além disso, o TSE ampliou a investigação para fatos que possam configurar abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação social, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea (antecipada), em relação aos ataques contra o sistema eletrônico de votação e à legitimidade das Eleições Gerais de 2022. As medidas são visivelmente parte de uma estratégia política do TSE e do STF, que começou com a soltura e possibilidade de candidatra do ex-presidiário Lula, que fere diretamente a instabilidade e a harmonia entre os poderes. Os ministros do STF estão atacando a democracia.
Lahesio Bonfim tumultua manifestação pelo voto impresso em São Luís

O prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, e seu grupo tumultuaram a manifestação pró-voto impresso realizada em São Lu ontem (1). Participantes do ato se disseram chocados com a violência das palavras do prefeito e de seus apoiadores contra a organização do evento. “Eu já participei de várias manifestações e nunca tinha visto isso”, disse uma das organizadoras. As críticas são direcionadas à quebra do roteiro do evento pelo grupo do prefeito Lahesio Bonfim. Na quarta (28), em reunião da organização, ficou acordado que não seriam permitidos discursos de pré-campanha ou que fugissem da pauta do voto impresso. O acordo foi quebrado quando o prefeito de São Pedro dos Crentes discursou. Lahesio esqueceu a pauta do evento e fez propaganda política de si mesmo. O pré-candidato falou sobre o voto impresso auditável rapidamente, por pouco mais de 30 segundos. Ao ser interrompido por membros da organização, o prefeito prosseguiu desrespeitando o compromisso de não falar sobre pré-campanha. Após sua fala, foram iniciados uma série de ataques do grupo do prefeito contra os demais membros da organização do evento. Muitos participantes, chocados com a violência e teor das palavras dos apoiadores de Lahesio, deixaram a manifestação. “Eu fiquei sem entender nada. Tinha levado meus filhos e, do nada, eles (grupo de Lahesio) começaram a xingar todo mundo. Fui embora”, disse uma participante. O mais descontrolado dos apoiadores de Lahesio Bonfim era o médico extremista Allan Garcês, já conhecido por sua truculência tanto no meio da saúde quanto no meio político. Garcês atacou e xingou demais membros da manifestação que deveria sair em carreata pelas ruas da cidade. A certo ponto, o médico lançou mão em uma estratégia antiga de dividir o movimento. Espalhando desinformação, o extremista afirmou que não haveria mais carreata. Alguns participantes, confusos com a situação, não acompanharam o comboio. INFILTRADOS? Essa foi a primeira participação do prefeito Lahesio Bonfim em eventos da chamada “direita maranhense”. Coincidentemente, foi a primeira vez que uma manifestação acabou em desordem e ataques. Semanas atrás o prefeito afirmou em entrevista à TV Mirante que não gosta de ser identificado como “bolsonarista” e que seu jeito de fazer política é diferente da promovida por Jair Bolsonaro. Após a manifestação, cresceu a tese entre lideranças conservadoras no estado de que Lahesio Bonfim esteja sabotando as ações propositadamente. O prefeito seria motivado pelo rancor de saber que não será escolhido pelo presidente como seu candidato no estado. Dessa forma, ao lado de extremistas como Allan Garcês, estaria espalhando desinformação e propondo a desunião entre os grupos.
Flávio Dino omite compra de viaturas com recursos enviados por Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PSB) escondeu durante a cerimônia de entrega de 122 viaturas distribuídas às Polícias Militar e Civil que a ação só foi possível graças a recursos enviados ao Maranhão pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As novas unidades serão utilizadas em 63 cidades do Maranhão. Entre 2019 e 2020 o Maranhão recebeu mais de R$ 40 milhões em recursos para o combate da criminalidade. Nunca na história o estado havia recebido um volume tão grande de recursos a serem empregados no combate ao crime. Em 2021 já foram enviados mais R$ 19 milhões ao estado. Somados com os valores de anos anteriores, o Maranhão recebeu em dois anos e meio mais de R$ 60 milhões. Apesar do volume inédito, tanto o governador Flávio Dino quanto o secretário de segurança pública, Jefferson Portela, omitem a atuação de Jair Bolsonaro no envio de recursos ao estado. Apesar de tentarem esconder a responsabilidade de Jair Bolsonaro no aumento de verbas para a luta contra a criminalidade no estado durante o festival de entrega na Praça Maria Aragão, os comunistas não conseguiram esconder completamente o mérito do Governo Federal. Pela lei, as viaturas são obrigadas a ter adesivo mostrando origem dos recursos. Os valores são oriundos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e referentes aos eixos de Enfrentamento à Criminalidade Violenta e Valorização dos Profissionais de Segurança Pública. DINHERO PARA O CRIME, NÃO CONTRA O CRIME No Portal da Transparência do Governo do Estado não consta detalhadamente o montante de recursos empregados nas 122 unidades de viaturas do tipo pick-up. Uma busca no sistema revela que a Secretaria de Segurança Pública tem um custo médio com aluguel de viaturas de R$ 1 milhão por mês. Os veículos entregues nesta semana são considerados subequipados por policiais. Enquanto outros estados contam com viaturas blindadas que dispõe de computadores, acesso à internet e até câmeras de reconhecimento facial, as unidades entregues pelo governador contam apenas com cela de isolamento e rádio comunicador. Das 122 veículos, 71 irão à Polícia Militar e 51 para a Polícia Civil.
Aluísio Mendes e Braide recepcionam ministro João Roma

Acompanhado do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, o deputado federal Aluísio Mendes (PSC) recepcionou nesta segunda (12) o ministro da Cidadania, João Roma. Em visita ao Maranhão, o ministro participou da entrega de alimentos que vão beneficiar 16 municípios do estado e uma série de outros benefícios para o estado. “Os investimentos do Governo Federal somam benefícios como a distribuição de cestas básicas, através da iniciativa Brasil Fraterno, veículos para fortalecer o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que favorecem desde a agricultura familiar até o cidadão que está na ponta, precisando da segurança alimentar, e veículos do MOBSUAS, que vão aprimorar o atendimento à população em situação de vulnerabilidade e risco social”, disse o ministro em suas redes sociais. A visita de João Roma ao Maranhão foi alinhada com Aluísio Mendes ainda na semana passada, em Brasília. “Estamos trabalhando forte para também trazer ao Maranhão todo esse aparato de benefícios operado pelo Governo Federal no resto do país”, disse Aluísio. Na cerimônia, acontecida no Parque do Bom Menino em São Luís, foram distribuídas simbolicamente 160 toneladas de alimentos que devem beneficiar 16 cidade do Maranhão. Além disso, o ministro anunciou diversas obras para os municípios maranhenses como, distribuição de equipamentos agrícolas e distribuição de cestas básicas para comunidades Quilombolas, indígenas, e comunidades de municípios que tem um decretado calamidade pública.
Após trair Bolsonaro, Kajuru quer renunciar

Semanas após divulgar conversa com o presidente Jair Bolsonaro e ajudar a agravar a crise política no Brasil, o senador Jorge Kajuru (Podemos) disse que pensa em renunciar ao mandato ainda neste ano. A declaração foi dada em entrevista ao site Poder360. Na conversa, o senador afirmou que a única razão pela qual ele continua no cargo é a sua equipe parlamentar. Kajuru disse “não querer morrer de terno e gravata”. Antigo aliado do presidente, Kajuru usou a proximidade a Bolsonaro para divulgar uma conversa entre ele e o presidente sobre a CPI da Covid. Após o episódio, ele se voltou contra Bolsonaro e acabou se tornando um dos autores da notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro no caso Covaxin. Kajuru, que chegou a ser uma esperança de renovação política nas últimas eleições, mostrou-se uma espécie de Alexandre Frota. Midiático e desbocado, o senador passa à distâncias das grandes discussões do Congresso Nacional e ganha notabilidade apenas por espetáculos absurdos. Até mesmo este anúncio de possível renúncia pode ser um deles. Kajuru mostra que a política tradicional, chamada de velha política, não é o fundo do poço.