Senado aprova criação de Frente Parlamentar contra jogos de azar

Copia de Imagem Principal BRANCA

Após a aprovação da Frente Parlamentar por um Brasil sem Jogos de Azar, nesta terça (19), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) declarou que o número de apoiamentos ao PRS 11/2022 — projeto de sua autoria que institui o novo colegiado — sinaliza que a maioria do Senado se posiciona contra a proposição que autoriza os jogos de azar no Brasil (PL 442/1991). Ele reiterou os argumentos contrários à possibilidade de liberação de apostas em cassinos, bingos e jogo do bicho. — Visitei países, conversei com o meio acadêmico, conversei com instituições de fiscalização e controle dentro e fora do Brasil, e fiquei estarrecido com o que está por trás disso: um lobby poderosíssimo que destrói vidas e famílias inteiras — declarou. Girão também criticou a recente aprovação do PL 442/1991 “na calada da noite” pela Câmara dos Deputados, mas considera que os defensores da liberação dos jogos conseguiram um resultado menos favorável do que o esperado. Ele prevê que se o PL for aprovado e o presidente Jair Bolsonaro cumprir sua disposição de vetar o texto, não haverá votos suficientes no Congresso para derrubar o veto. O projeto de resolução foi aprovado de forma simbólica, contra o voto do senador Angelo Coronel (PSD-BA). Segundo o texto aprovado, o objetivo da Frente é “promover debates e adotar iniciativas que desestimulem os jogos de azar e combatam suas consequências nefastas para a sociedade”. Em sua justificação, Girão associou os jogos de azar a práticas como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de receitas, corrupção de agentes públicos e geração de ambiente favorável à ludopatia (vício em jogo). “A legalização dos jogos de azar resultará em custos para a sociedade muito superiores a qualquer benefício. Mais, os benefícios serão privados para os operadores da jogatina, enquanto os custos serão para a sociedade como um todo. Os argumentos dos que defendem os jogos de azar destacam apenas o lado positivo e não levam em conta os efeitos negativos”, salientou.

Pré-campanha de Bolsonaro segue inexistente no Maranhão

Jair Bolsonaro Maranhao

Enquanto lideranças da esquerda locais promovem reuniões e planejam ações em favor da campanha do ex-presidente Lula, são mínimas as ações da mesma natureza na chamada direita maranhense. Teoricamente a articulação da pré-candidatura de Jair Bolsonaro no Maranhão caberia ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho, do mesmo partido do presidente. Contudo, o parlamentar age de forma tímida em relação ao apoio a Bolsonaro. As manifestações públicas de apoio são raras e a base do deputado, a pouco mais de 5 meses das eleições, não foi convocada para defender Jair Bolsonaro. Repartida entre várias legendas, a militância orgânica do presidente no estado também parece omissa em relação à pré-campanha de Bolsonaro. O fato chama a atenção porque em 7 de setembro do ano passado simpatizantes do presidente realizaram as maiores manifestações populares espontâneas da história. Participaram dos atos em apoio a Bolsonaro manifestantes em mais de 50 cidades. Apenas em São Luís, a aglomeração juntou mais de 30 mil pessoas. Além da indiferença do PL, outros partidos da base do presidente, como PP e Republicanos, também menosprezam a pré-candidatura de Jair Bolsonaro. A exceção fica por conta do PSC. Após uma pré-campanha tumultuada, o ex-prefeito Lahesio Bonfim tem se destacado como o único dos pré-candidatos que manifesta apoio abertamente ao presidente. A estratégia começa a dar resultados e algumas pesquisas já mostram Bonfim como candidato preferencial dos bolsonaristas e ocupando a terceira colocação nas intenções de voto. O sentimento de que o candidato do presidente pode ir ao segundo turno também é crescente. “A figura do Josimar dificulta muito uma união”, disse um deputado estadual ouvido pelo blog. Segundo este e outras lideranças ouvidas pelo blog, um palanque com o presidente do PL no Maranhão é impossível. Além disso, também recai contra Josimar suspeitas de que seu apoio a Carlos Brandão (PSB) já estaria acordado. A saída encontrada por alguns seria “liberar” Josimar para subir no palanque com Lula e Brandão e exigir apenas a legenda na composição de chapa com Lahesio. “Acho que o deputado poderia tomar o rumo dele de forma acordada, sem retaliações ou constrangimento. Em troca, ele cederia apenas a legenda para a chapa do Lahesio. Assim poderíamos iniciar a pré-campanha do presidente de forma mais efetiva”, sugeriu uma liderança bolsonarista. O fato é que, enquanto não houver acordo, Bolsonaro segue “sem pernas políticas” no Maranhão.

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