Investimento baixo deixa Brasil entre os 20 piores do mundo

Brasil Investimento

BRASIL, 30 de julho de 2024 – Depois de algum respiro nos últimos anos, sobretudo em 2021 e 2022, a taxa de investimento do Brasil a partir de 2024 deve se estabilizar em uma faixa entre 15% e 16% do PIB até 2029, levando o país de volta ao “top 20” das piores taxas entre cerca de 170 nações para as quais o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem estimativas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta que a taxa de investimento no Brasil se estabilize entre 15% e 16% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2024 até 2029, colocando o país entre os 20 piores do mundo. Com o investimento baixo no país, o fundo espera que o país termine o ano na 20ª posição entre os 170 países analisados, com uma taxa de 15,9%. Em 2029, o Brasil deve perder uma posição, com uma taxa de 15,4%. Em 2023, a taxa de investimento do Brasil foi de 16,1%, colocando o país na 24ª pior posição. Nos anos de 2021 e 2022, com a recuperação pós-pandemia, as taxas foram de 19,5% e 18,1%, respectivamente, melhorando temporariamente a posição do Brasil no ranking global. Desde 2010, o melhor desempenho foi em 2011, quando o Brasil ficou em 72º lugar com uma taxa de investimento de quase 22% do PIB. De acordo com Francisco Pessoa Faria, economista sênior da LCA Consultores, em entrevista ao jornal Valor Econômico, apenas 9% dos países analisados pelo FMI teriam uma Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) pior que a do Brasil no médio-longo prazo.

Investimentos estrangeiros estão saindo do Brasil

Investimento estrangeiro

BRASÍLIA, 20 de março de 2024 – Os investidores estrangeiros retiraram 694 milhões de reais da B3 no pregão da última sexta (15), o 10° dia consecutivo de saída do capital externo da bolsa brasileira. Trata-se da intensificação de uma tendência observada desde o início do ano: no acumulado de 2024, o fluxo de investimento estrangeiro está negativo em 24,16 bilhões de reais. O movimento vai na contramão do final do ano passado, quando a bolsa registrou ingresso de 17,5 bilhões de dólares em dezembro e saldo positivo de 44,9 bilhões no acumulado de 2023. A explicação vem dos Estados Unidos. Por lá, a data para o início dos cortes de juros ainda é incerta. No início desta semana, o dado de inflação mais forte do que o esperado, a 3,2% ao ano, renovou os temores de que a batalha do Fed contra a inflação ainda não tenha acabado – e que o afrouxamento monetário pode demorar a chegar. Contam também declarações de dirigentes do Fed indicando uma postura mais cautelosa em relação à inflação. Para a reunião do FOMC (o comitê de política monetária dos EUA) desta semana, 99% dos agentes de mercado acreditam que os juros serão mantidos no atual intervalo de 5,25%–5,50%, segundo dados do FedWatch. É um recálculo de rota em relação ao início do ano, quando quase 70% dos investidores apostavam em um primeiro corte de juros já em março. Agora, a maioria (55,5%) do mercado acredita que a primeira redução de 0,25p.p virá em junho.

Investimento estrangeiro desaba no Brasil e tem queda de US$17bi

Brasil investimento

BRASIL, 04 de dezembro de 2023 – O Banco Central divulgou nesta segunda (4) que os Investimentos Diretos no País (IDP) apresentaram uma queda de 22,8% no acumulado de 12 meses até outubro, totalizando US$ 57,5 bilhões. Essa cifra representa uma redução de US$ 17 bilhões em comparação com o mesmo período em 2022, quando os investimentos atingiram a marca de US$ 74,5 bilhões. O ingresso líquido no mês foi de R$ 3,3 bilhões, frente aos R$ 5,8 bilhões registrados em outubro do ano anterior. A diminuição nos investimentos diretos pode ser atribuída à queda nos preços das commodities, cotadas em dólar, e ao aumento do risco fiscal, afetando a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros. A projeção para o déficit de 2023 é de R$ 177,4 bilhões, equivalente a 1,7% do PIB. O governo busca um déficit zero em 2024, dependendo da aprovação de medidas no Congresso para ampliar as fontes de arrecadação. No âmbito das transações correntes, que mensuram a entrada e saída de dólares, foi registrado um déficit de US$ 34 bilhões, representando 1,62% do PIB nos últimos 12 meses até outubro de 2023. Esse resultado é inferior aos US$ 56,7 bilhões (3,04% do PIB) registrados no mesmo período do ano anterior. A balança comercial brasileira, que inclui exportações e importações de produtos, apresentou um saldo de US$ 7,4 bilhões em outubro de 2023, comparado ao saldo positivo de US$ 2 bilhões no mesmo mês de 2022. No setor de serviços, o déficit foi de US$ 3,5 bilhões, próximo ao valor de outubro do ano anterior, que foi de R$ 3,6 bilhões. Na renda primária, houve um saldo negativo de US$ 4,2 bilhões em outubro de 2023, representando uma redução de 7,6% em relação ao déficit de US$ 4,6 bilhões no mesmo período de 2022.

Investimento estrangeiro no Brasil despencou 40% neste ano

Investimento Brasil

BRASIL, 07 de novembro de 2023 – O relatório do Banco Central divulgado nesta segunda (6) mostra que o investimento estrangeiro direto no setor produtivo do Brasil sofreu uma queda acentuada de 40% este ano. De janeiro a setembro, o país registrou uma entrada de US$ 41,6 bilhões, em comparação com os US$ 68,8 bilhões do mesmo período do ano anterior. Esse declínio representa o segundo pior desempenho em 14 anos, superando apenas o valor registrado em 2020, durante os estágios iniciais da pandemia de Covid-19. O cenário atual revela uma redução contínua do investimento estrangeiro direto em relação ao tamanho da economia brasileira, com uma queda substancial em relação aos últimos anos. As projeções anteriores do Banco Central e do mercado financeiro já haviam indicado uma redução no investimento estrangeiro direto para 2023, com números revisados em baixa em setembro deste ano. O saldo do investimento direto em 2022 atingiu um recorde de US$ 87,2 bilhões, destacando a severidade do declínio recente.

PEC desobriga estados e municípios do gasto mínimo em educação

Copia de Imagem Principal BRANCA

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda (11), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que libera estados e municípios, em 2020 e em 2021, de cumprirem o mínimo previsto na Constituição de investimentos em educação (PEC 13/21). A matéria será enviada à promulgação. Segundo o texto, que veio do Senado, em decorrência do estado de calamidade pública provocado pela pandemia de Covid-19, os estados, os municípios e os agentes públicos desses entes federados não poderão ser responsabilizados administrativa, civil ou criminalmente pelo descumprimento, exclusivamente nesses dois anos, do mínimo de 25% da receita resultante de impostos na manutenção e desenvolvimento do ensino. A PEC estabelece que o ente federado que não cumprir o mínimo constitucional nesses dois anos deverá aplicar nessa finalidade, até o exercício financeiro de 2023, o valor necessário para completar os 25%. O texto impede a aplicação de quaisquer penalidades, sanções ou restrições aos entes para fins cadastrais, de aprovação ou de celebração de convênios. Os municípios poderão ainda receber recursos do orçamento da União por meio de transferências voluntárias. A proposta veda, ainda, a possibilidade de intervenção estatal por não aplicação do mínimo exigido da receita municipal em educação, situação permitida pela Constituição. Segundo explica o relator, deputado Tiago Dimas (Pode-TO), 15,2% dos 3.181 municípios que registraram seus dados em pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios não conseguiram aplicar os recursos no patamar do mínimo constitucional em função da redução de despesas gerada pela suspensão das aulas presenciais. “Os gestores públicos municipais enfrentaram diversos problemas por causa da pandemia, inclusive na área de educação, com quebra de receitas e da previsão orçamentária”, afirmou Dimas. Para o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), contrário à PEC, a proposta abre uma exceção que ele considera perigosa. “Se nós bobearmos, a educação sempre será colocada no fim da fila. E isso nós não podemos aceitar. Dá, sim, para investir aquilo que é o mínimo constitucional se houver valorização e garantia de direitos para os profissionais de educação”, disse.

Cosan conclui compra de porto chinês em São Luís

Copia de Imagem Principal PRETA

A empresa Cosan concluiu a aquisição de 51% do capital social do TUP Porto São Luís na última sexta (11), pertencentes à empresa da China Communications Construction Company Limited (CCCC). Com a conclusão desta etapa, a empresa brasileira fechou o processo de M&A (Fusão e Aquisição) iniciado em agosto de 2021 e o TUP Porto São Luís passa a ter um único sócio que é Cosan S. A., detentora de 100% das ações do empreendimento. O novo CEO do porto é o engenheiro civil Gerson Luiz Petterle e a equipe local do TUP Porto São Luís foi mantida, tendo o engenheiro Thomaz Baker como Gerente de Obras que está à frente do processo em curso de adequação de projetos para o novo escopo do empreendimento.

Novos modelos de concessão devem dobrar presença de ferrovias no país

png

O governo Federal adotou o modelo de autorização, instrumento previsto na legislação brasileira, para dar um salto no modal ferroviário. Esse novo modelo de concessão é mais rápido e menos burocrático. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, ressaltou que, no início, a previsão era de 8 pedidos para o novo de tipo de concessão. Mas já são 35 pedidos de autorização. Essa ação representa cerca de 9 mil quilômetros de ferrovias e R$ 120 bilhões de investimentos. “É um impulso ferroviário sem precedentes na nossa história”, disse Freitas. As ferrovias representam 20% dos modais brasileiros, a expectativa é de que elas dobrem sua presença em 15 anos, passando para 40%. O ministro ponderou que o Governo Federal deve reduzir o custo no Brasil em torno de 30%.

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.