Haddad deve disputar governo após 28 aumentos de impostos

BRASÍLIA, 19 de março de 2026 – Fernando Haddad será anunciado na quinta (19) como pré-candidato do PT ao governo de São Paulo e deve ser exonerado do Ministério da Fazenda até sexta-feira (20), segundo informações confirmadas pelo partido. O secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assumirá o comando da equipe econômica. O PT já montou a equipe de campanha e definiu o QG eleitoral. A decisão de lançar Haddad ao Palácio dos Bandeirantes partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera São Paulo estratégico para a disputa presidencial de 2026. Haddad preferia disputar o Senado, mas aceitou o pedido de Lula. O deputado federal Kiko Celeguim, presidente do diretório estadual do PT-SP, confirmou a candidatura com a frase: “Está resolvido”. A saída ocorre após uma gestão impopular, alimentada desde o primeiro dia pelo aumento da carga tributária, que rendeu ao ministro o apelido de ‘Taxxad’. O governo federal registrou, em janeiro de 2026, arrecadação de R$ 325,751 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica, em 1995. A carga tributária subiu de 31,2% do PIB em 2022 para 32,3% em 2024, com a parcela do governo central passando de 20,6% para 21,4%.
Arrecadação sobe 12% em fevereiro e bate recorde para o mês

BRASIL, 21 de março de 2024 – A arrecadação do governo federal com impostos cresceu 12% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e atingiu 186,5 bilhões de reais, de acordo com os dados divulgados na manhã desta quinta (21), pela Receita Federal. O aumento já considera os ganhos acima da inflação, e o valor é o maior já registrado para o mês desde pelo menos 1995, primeiro ano completo da vigência do Plano Real e quando começa a série da Receita. No acumulado do primeiro bimestre — que inclui o resultado também recorde de janeiro —, a arrecadação somou 467,2 bilhões de reais, aumento de 8,8% acima da inflação — e um resultado também recorde para o período. O crescimento foi ajudado, em boa parte, pelas medidas arrecadatórias que vieram sendo implementadas pelo Ministério da Fazenda ao longo do ano passado, como a tributação dos fundos exclusivos e no exterior: o Imposto de Renda sobre capital, que capta essas taxações, cresceu 58% em fevereiro na comparação anual, para 11,1 bilhões reais. O crescimento dessa rubrica, apontou a Receita, é explicado pela arrecadação extraordinária de 4 bilhões neste mês.
Maranhão terá a maior alíquota de ICMS do Brasil em 2024

MARANHÃO, 24 de novembro de 2023 – O Governo do Maranhão planeja implementar, a partir de março de 2024, um reajuste no ICMS que colocará o estado no topo da lista das maiores alíquotas modais do país, segundo levantamento do Poder 360º. Com a proposta, a carga tributária atingirá 22%, afetando diversas operações com mercadorias e serviços e reverberando ao longo da cadeia produtiva, gerando preocupações entre a população maranhense. Este aumento representa um salto significativo, já que a tributação média havia sido elevada de 18% para 20% em abril deste ano, após uma aprovação de aumento em 2022. O novo reajuste, portanto, implica em um acréscimo de 4% em menos de um ano, intensificando as discussões sobre a carga tributária no estado. Alguns estados têm justificado aumentos nas alíquotas de ICMS alegando impactos negativos da reforma tributária na arrecadação. O Ministério da Fazenda, sob a gestão de Fernando Haddad, rebateu essa justificativa, enfatizando que a reforma não contribui para o aumento das alíquotas. Os técnicos da pasta apontam para uma possível estratégia dos estados em usar a reforma tributária como uma desculpa para impulsionar a arrecadação. O anúncio do Maranhão reacende debates sobre a gestão fiscal e a busca por alternativas para manter a arrecadação sem sobrecarregar a população e as empresas locais.
Brasil estuda socorro à Argentina em ano eleitoral

Os presidentes da Argentina e do Brasil se encontram na tarde desta terça (2), juntamente com suas equipes econômicas para viabilizar uma ajuda ao país argentino e evitar maxidesvalorização em ano eleitoral. O socorro brasileiro seria um paliativo algum fôlego ao país na economia que passa por uma crise histórica e que negociou com o FMI um pacote de resgate de US$ 44 bilhões. O Brasil estuda ajudar a Argentina, seja através de linhas de crédito para financiamento aos exportadores brasileiros, seja via BNDES ou bancos comerciais, ou até eventual uso do banco dos Brics. Na utilização do banco dos Brics, hoje presidida por Dilma Rousseff, o principal entrave é que o bloco não financia países que são de fora do grupo, formado por China, Rússia, Índia e África do Sul. Brasil e China. Entretanto, poderiam propor uma solução, alterando as regras, mas essa saída demandaria tempo. Mercadoria de que a Argentina não dispõe no momento. A principal dificuldade é a garantia que os importadores argentinos podem dar para as operações de compra. Por exemplo, os títulos argentinos não são considerados ativos seguros. E há ainda a questão do câmbio, haja vista que o peso vem perdendo valor, acelerou a crise e aumentou a inflação . Além disso, o país passou por uma seca extrema que impactou a produção agrícola e, consequentemente, suas exportações – e entrada de dólares.
Haddad assume possível aliança do PT e PDT no Maranhão

O ex-candidato a presidente pelo PT em 2018, Fernando Haddad, declarou que existe de fato uma conversa no partido sobre a possibilidade de aliança com PDT no Maranhão. O pré-candidato pedetista ao Governo do Estado é o senador Weverton Rocha. O PT também tem pré-candidato, o secretário de Estado da Educação Felipe Camarão. Haddad falou sobre a parceria do PT e PDT em outros estados. Segundo ele, no Maranhão as negociações com o PDT estão acontecendo. Ele afirmou ser possível uma possível composição do senador Weverton (PDT) no setor progressista para suceder Flávio Dino (PSB). Além da candidatura de Camarão, a aliança PT/PDT pode enfrentar outro obstáculo no Maranhão. O problema é que no ano que vem Ciro Gomes deve concorrer à presidência.