Polícia Federal faz buscas em Grajaú contra o trabalho escravo

A investigação foi iniciada em julho de 2021, no município de Mirador no Maranhão, e resgatou 11 pessoas. As vítimas trabalhavam em uma das várias carvoarias dos suspeitos e estavam sendo submetidas à jornada de trabalho exaustiva, especialmente os carbonizadores e as cozinheiras.
Polícia Federal realiza operação contra “Covidão” de Flávio Dino

Desvios de recursos que deveriam servir para a compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste são alvo da Operação Cianose, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Os aparelhos deveriam ser utilizados em unidades de saúde voltadas ao combate à pandemia. Deflagrada nesta terça (26/04), a operação investiga fraude em contratação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro na aquisição dos equipamentos, que custaram R$ 48,7 milhões e nunca foram entregues. A investigação mostra que o Consórcio Nordeste contratou uma empresa para fornecer os equipamentos em abril de 2020. Ao Maranhão caberiam 70 respiradores a um custo estimado de R$ 9 milhões. Auditoria verificou que, apesar dos valores envolvidos e da relevância dos equipamentos naquele momento da pandemia, o motivo da escolha da empresa – que se dedicava à venda de medicamentos à base de Cannabis – não foi devidamente justificado no processo, assim como qualquer comprovação de experiência ou mesmo capacidade operacional e financeira para cumprir o contrato. “Além disso, a auditoria constatou que o pagamento foi feito de forma antecipada, no valor de quase R$ 49 milhões, sem as devidas garantias contratuais e sem observar as orientações da Procuradoria Geral do Estado. Por fim, os respiradores nunca foram entregues e o contrato foi rescindido sem que houvesse a restituição da quantia paga, resultando no prejuízo aos cofres públicos correspondente ao valor integral contratado (R$ 48.748.575,82).”
Rogério Cafeteira rebate críticas de Yglésio sobre futebol do MA

O ex-secretário de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL) rebateu as críticas do presidente do Moto Club e deputado estadual Yglésio Moyses feitas na última semana sobre o repasse de verbas oriundas da Lei de Incetivo ao Esporte para os clubes de futebol do Maranhão. Em discurso na sessão plenária da Assembleia Legislativa na última quarta (20), Yglésio mencionou que o futebol cearense evoluiu devido ao apoio do Governo, reclamou das condições para fazer o espetáculo no estado e afirmou que o Campeonato Maranhense de Futebol já encerrou e as agremiações esportivas ainda não receberam nada. “Lamentavelmente, esses anos do Governo do estado, o futebol foi visto como um esporte marginal. O fato é, recurso não chega e precisa do investimento no futebol. Na hora, todo mundo utiliza do futebol do ponto de vista político quando quer fazer sua eleição. Aí na hora de fazer o investimento no futebol, não quer pagar o futebol. Como é que faz?”, declarou o deputado presidente do Moto Club na última semana. Na oportunidade, o ex-titular da SEDEL se pronunciou por meio de suas redes sociais, alegando que Durante a gestão do ex-governador Flávio Dino foram investidos mais de R$ 8,4 milhões em apoio direto ao campeonato maranhense, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Venho desmistificar a polêmica levantada, em relação ao campeonato Maranhense de Futebol, quando foi questionada uma suposta falta de investimento do Poder Público aos clubes de futebol do Maranhão. Vamos fatos: — Rogério Cafeteira (@depcafeteira) April 22, 2022 – À frente da Sedel, como secretário, pude intermediar diversos ações em apoio aos clubes. Inclusive ressalto a renúncia do @GovernoMA / SEDEL ao direito legal de percentual da bilheteria dos jogos que envolviam times maranhenses, independente da competição. — Rogério Cafeteira (@depcafeteira) April 22, 2022 Aproveito a oportunidade para, mais uma vez, agradecer ao governador @FlavioDino por ter tido a honra de participar de sua equipe de governo pelo período de 2019 a 2022. — Rogério Cafeteira (@depcafeteira) April 22, 2022
Após ser enxotado por Flávio Dino em 2021, João Dória volta ao Maranhão

Em novembro de 2021 o ex-governador de São Paulo, João Dória, foi impedido de vir ao Maranhão pelo também ex-governador Flávio Dino. O tucano pretendia fazer campanha nas prévias do partido naquela ocasião. Cerca de cinco meses depois (e sem Flávio Dino no poder), o presidenciável criou coragem e retornará ao estado. A agenda está marcada para próxima sexta (29/04). Dória deve participar da inauguração da nova sede do partido no Maranhão e de encontro com o governador Carlos Brandão (PSB). Por ironia do destino, o PSDB no Maranhão deve apoiar o candidato do ex-governador Flávio Dino. O esquerdista articulou a proibição de uma visita de João Dória (PSDB) para fazer campanha nas prévias. Dória pretendia vir ao Maranhão pedir votos para os membros do partido para as prévias. Contudo, poucos dias antes da visita, a equipe de Dória foi chamada na residência do vice-governador, Carlos Brandão, que cancelou o evento a mando de Flávio Dino. Desafeto de João Dória, Dino mandou dizer que o Maranhão apoiava a candidatura de Eduardo Leite (que também disputa as prévias) e que “o governador de São Paulo não seria recebido no estado”. Atendendo às ordens de Dino, Carlos Brandão fez campanha nas prévias tucanas para o Eduardo Leite. Apenas Leite fez campanha no Maranhão durante as prévias.
Larissa Brandão recebeu quase meio milhão no gabinete de Eliziane Gama

Larissa Mesquita Brandão, esposa do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão, recebeu quase meio milhão de reais pelo gabinete da senadora Eliziane Gama sem trabalhar. A primeira dama embolsou somente com auxílio-alimentação R$ 34.201,19. Ela foi nomeada em 2019 como secretária parlamentar para atuar no gabinete de Elizane. Larissa recebeu auxílio-alimentação por quase 3 anos dos cofres públicos sem prestar serviços no seu local de trabalho. Segundo noticiou o Blog do Neto Ferreira, de 2019 ao início de 2022, a esposa de Brandão recebeu R$ 34.201,19. O benefício deve ser concedido mensalmente para os servidores ativos para cada dia trabalhado. Porém Larissa nunca trabalhou no gabinete da senadora Eliziane desde quando foi nomeada. A primeira dama do Maranhão também não possuía crachá para acessar as dependências do Senado Federal. Mas recebeu mensalmente dos cofres públicos valores que variavam entre R$ 535,78 a R$ 982,28. Larissa Brandão foi exonerada da função pública em janeiro desse ano e nesse mês o Senado pagou o proporcional do auxílio na quantia de R$ 267,89. Ainda de acordo o Blog do Neto Ferreira, a esposa do governador chegou a receber remunerações e gratificações que chegam ao valor de R$ 446.407 mil.
“Comunista quer controlar as pessoas pela barriga”, diz senador

Se concorrer à reeleição neste ano (tentar o governo de seu estado pode ser uma alternativa), o senador maranhense Roberto Rocha (foto) terá de enfrentar nas urnas o ex-governador Flávio Dino, do PSB. Próximo de Lula, Dino deu nesta segunda (18) uma entrevista ao Valor, dizendo que a campanha do petista terá de mirar o centro e “valorizar o papel do estado, mas também dialogar com as forças do mercado”. Rocha reagiu. “Interessante que o Flávio Dino venha agora propor um programa de centro”, diz o senador, em conversa com O Antagonista. “Foi justamente o que ele não fez durante os quase oito anos à frente do Governo do Maranhão. Dino nunca dialogou com o empresariado. No seu refúgio mental, empresário é palavrão e lucro é estigma. Ele nunca buscou atrair novos investimentos e a razão para isso é óbvia: comunista não quer cuidar das pessoas, quer controlar as pessoas. Enquanto todos os indicadores socioeconômicos do Maranhão, que já eram péssimos, pioraram nos últimos anos, ele encerrou seu governo se vangloriando de ter inaugurado restaurantes populares, prova do seu desejo de controlar os maranhenses pela barriga e do seu fracasso em dialogar com as forças do mercado.” Rocha se elegeu em 2014 pelo PSDB. Em março, migrou para o PTB, que hoje se apresenta como “o maior partido conservador do Brasil”. Segundo ele, não há espaço para candidaturas neutras no Maranhão. “Mais do que nunca, o estado está dividido em dois campos”, diz. “Entrar no PTB foi a minha salvação, porque eu estava sofrendo de uma Covid política, sem ar para respirar.” Rocha vai para a disputa com um discurso liberal. “O Maranhão tem a pior renda domiciliar per capita do Brasil, 635 reais, bem abaixo do segundo colocado, Alagoas, com 777 reais. Temos mais de um milhão de beneficiários do Auxílio Brasil no Estado, o dobro da população empregada. Tudo isso favorece um discurso assistencialista. Mas eu não aceito controlar as pessoas pela barriga. Ao contrário do Dino, que não fez uma obra estruturante que seja, eu quero que o Maranhão cresça e tenha empregos. No Senado, formulei e apresentei o projeto da Zona de Exportação do Maranhão e também a nova lei dos portos secos, justamente para atrair os grandes empreendedores e fazer valer as vantagens competitivas do nosso Estado.” No último fim de semana, Rocha foi incluído pelo STF numa investigação sobre possíveis desvios de emendas parlamentares por congressistas maranhenses. Ele se diz tranquilo. “São ilações, a partir de anotações feitas à mão, à margem de planilhas onde consta simplesmente o sobrenome Rocha. Quando apurarem, verão que não tenho rigorosamente nenhum envolvimento com esses fatos”.
Dino é cotado como ministro da Economia em possível governo Lula

A reportagem do G1 anunciou nesta terça (19) que o ex-governador do Maranhão e pré-candidato ao Senado Flávio Dino (PSB) é um dos nomes cotados pelo PT para assumir o Ministério da Economia num eventual governo de Lula. O objetivo seria reeditar a opção de 2003, quando o escolhido foi o médico Antônio Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Segundo Andréia Sadi e Julia Duailibio, o debate em torno do sucessor de Paulo Guedes vêm sendo debatido por emissários do PT com empresários, principalmente agentes do sistema financeiro. Além disso, a deputada Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que, caso seja eleito em outubro, o ex-presidente Lula “não tem compromisso de botar um economista” para comandar a Economia. “O Lula já falou que pode ser um político. Ele não tem compromisso de botar um economista, pode ser um político, mas ele é quem vai decidir, nada definido ainda: ele sabe o que fazer na economia, não é Bolsonaro – mas falar em nomes, isso é especulação, não tem nada disso”, afirmou a presidente nacional do PT. O partido ainda não definiu um nome preferencial, mas empresários têm ouvido de petistas os nomes de ex-governadores, entre os quais Camilo Santana (Ceará), Flávio Dino (Maranhão) Jaques Wagner (Bahia) e Wellington Dias (Piauí), que também tem participado de encontros com empresários. O nome do ex-senador Jorge Viana (AC) também é citado. Mais informações em G1.
Brandão falta a evento pró-Lula e gera dúvida sobre relação com Dino

Na semana passada o ex-governador Flávio Dino (PSB) organizou uma reunião com lideranças políticas para definir as linhas gerais da pré-campanha do ex-presidente Lula. A ausência do governador e candidato à reeleição Carlos Brandão (PSB) no evento foi sentida. Alguns observadores encaram a ausência do cabeça de chapa logo na 1ª reunião pró-lula como um recado do ex-governador ao atual mandatário. Além Flávio Dino, participaram da reunião secretários de governo, presidentes de partidos e políticos, também foi convidado o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto. “Começamos a organizar a pré-campanha do presidente Lula no Maranhão, em reunião com representações do PSB, PT e PCdoB. Campo popular está unido e vamos vencer”, disse Dino em suas redes sociais. RETALIAÇÃO A relação entre o atual e o ex-governador já é considerada estremecida por parte da classe política. As razões para o início do distanciamento repousam na insatisfação de Dino com a reforma administrativa tocada por Brandão. Flávio Dino não concorda com algumas escolhas do governador. Outros membros do primeiro escalão do antigo governo também andam reclamando publicamente da postura de independência de Carlos Brandão. Apesar dos sinais de ruptura e da ausência em um evento considerado capital, nenhum dos dois deu manifestações públicas que apontam para uma ruptura ou indicam insatisfação.