José Reinaldo aposta na gestão de Eduardo Braide e diz que ele pode ser contraponto de Flávio Dino
“A eleição de Eduardo Braide foi muito boa para a política do Maranhão”. “Braide pode fazer o contraponto e ser o grande opositor de Flávio Dino”. Feitas em momentos distintos, mas no mesmo contexto, as duas avaliações partiram do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), ontem, durante entrevista ao programa “Os Analistas”, da TV Guará. Apoiador de proa do prefeito eleito de São Luís, e apontado como um dos seus principais conselheiros – posição reforçada com a escolha de dois ex-auxiliares, Simão Cirineu para a Secretaria de Planejamento e de Jesus Azzolini para a Secretaria da Fazenda -, José Reinaldo também fez uma avaliação do quadro político estadual para o grande embate de 2022. Para ele, se o governador firmar seu apoio à candidatura do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e se lançar para o Senado, dificilmente o senador Weverton Rocha (PDT) entrará na disputa pelo Palácio dos Leões, “mas se ele for para presidente, corre o risco de perder tudo”.
Flávio Dino é o governador que mais gastou com propaganda na história do MA

Eleito com discurso de “mudança” e de priorizar “o povo”, o governador Flávio Dino (PCdoB) quase que dobrou os recursos públicos gastos com propaganda desde 2015. Vale ressaltar que o orçamento de 2015 foi aprovado no último ano do governo de Roseana Sarney (MDB). No último ano de Roseana Sarney, frequentemente acusada de usar as verbas de propaganda para benefício próprio, foram destinados à Secretaria de Estado da Comunicação Social em 2015 pouco mais de R$ 49 milhões de reais para a propaganda. Em 2021, por influência direta de Flávio Dino, a Secretaria de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos terá o maior orçamento da história para a pasta, cerca de R$ 90 milhões de reais. Um aumento de quase 85% em relação ao gasto. Vale ressaltar que semanas atrás o governador foi apontado como mentor de um suposto esquema de corrupção que comprou milhares de assinaturas de uma revista que estampou Dino várias vezes na capa.
Polícia do Maranhão de Flávio Dino usa viatura roubada para combater crime

A desmoralização da Polícia Militar do Maranhão, noticiada neste blog, atingiu níveis indiscutíveis. Nesta quarta (9) foi denunciado o suposto uso de viatura clonada (quando a identidade do veículo é roubada) estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão no município de Timon. O episódio marca o momento mais baixo da corporação em sua história. Documentos expostos por um morador de Teresina identificado como Luciano do Vale Oliveira revelam que uma S10, de placas OUD3158, foi clonada e estava sendo usada pela Polícia Militar do Maranhão. No último dia 06 de setembro Luciano registrou o Boletim de Ocorrência nº 100208.03908/2020-45 na Delegacia de Polícia Interestadual (POLINTER) de Teresina (PI). Ele alegou que estava recebendo injustamente multa aplicada na cidade de Balsas (MA). No Auto de Vistoria/Clonagem, realizado na S10 em 08 de outubro, a Polinter declarou que não foram encontrados vestígios de adulteração na numeração do chassi e do motor da camionete, ou seja, o veículo de propriedade de Luciano Oliveira se encontra dentro da lei. Contudo, para surpresa de todos as imagens das multas recebidas trazem fotos de uma das viaturas da Polícia Militar do 4º BPM de Balsas, no Sul do Maranhão. É o processo de desmoralização da Polícia Militar sendo tocado à todo vapor pelo governo. O blog entrou em contato com a Secretaria de Segurança por meio de sua assessoria com a esperança de que o caso se trate de um mal-entendido. Até a edição da notícia não obteve resposta.
Militante petista enfrenta Flávio Dino e agrava decadência política do governador

O petista Paulo Romão afirmou em uma reunião de líderes sua intenção de ser candidato a senador em 2022. Romão conta com o apoio da legenda para a disputa. A candidatura reforça o processo de decadência da base de apoio e da autoridade do governador Flávio Dino. Tida como possibilidade “reserva” e “moeda de barganha” do governador, a vaga para o Senado em 2022 pode ir para o ralo com a ação do petista por várias. O movimento coloca o PT em rota de colisão com o governador. Próximo do PDT de Weverton Rocha, o partido pode acabar sendo prestigiado pelo senador para estancar o processo de enfraquecimento no governo de Flávio Dino. A ousadia de uma figura diminuta como Paulo Romão pode despertar o desejo de políticos de verdade. Se um simples militante do PT pode desafiar Flávio Dino pela vaga no Senado, por que um deputado estadual ou federal não poderia? E caso o governador, na tentativa de frear a rebelião petista, contemple o partido com mais espaços no governo? Isso poderia passar a impressão de fraqueza e desencadear um efeito manada de enfretamento em busca de mais espaços. Em todos os cenários a atitude do PT em “lançar Paulo Romão” ao Senado reforça a decadência política de Flávio Dino. Poucos anos atrás seria impensável que o todo poderoso governador fosse desafiado até por um simples militante de partido.
Violência policial no Maranhão é incentivada pelo governo

Na madrugada do dia 29 de dezembro de 2020 policiais militares de Rosário, interior do Maranhão, foram filmados agredindo moradores durante o atendimento de uma ocorrência de aglomeração e perturbação de sossego. O vídeo é mais um, entre vários episódios, de violência policial no Maranhão. A sensação de que a polícia anda mais violenta é amparada não apenas por dezenas de vídeos, mas por números. Sob a titela de Flávio Dino, a polícia militar no Maranhão está matando mais, morrendo mais e agredindo mais. O caso de Rosário foi uma verdadeira aula de como a polícia não deve agir. Além de agredirem os jovens com tapas na cara, chutes e xingamentos, os policiais alvejaram com um tiro de bala de borracha um jovem que estava tirando foto da ocasião. Na mesma semana também foram divulgados vídeos de casos de suposta violência policial em bairros da capital. No mesmo fim de semana um vídeo de agredindo e atirando uma mulher em um bairro da periferia também foi divulgado. Números revelam que os casos do fim de semana não foram isolados. Reportagem do jornalista Alex Barbosa, da TV Mirante, mostram que quase 800 policiais respondem a processos no Maranhão. Após a divulgação do ocorrido, como de costume, os policiais foram crucificados por entidades como OAB, órgãos de “direitos humanos”, imprensa e pelo próprio governador Flávio Dino (PCdoB). Sociólogos foram mostrados repetindo os mesmos clichês de sempre. “A violência policial é cultural”, “Há uma deformação na autoridade policial”, “Falta preparo” e outras generalidades que não esclarecem absolutamente nada o aumento da violência policial no estado. ALÉM DO ACHISMO Apesar das entidades e dos especialistas, uma análise simples revela que a máquina de violência policial no Maranhão possui raízes no fracasso das políticas do ATUAL governo na formação de policiais e harmonia entre agentes e sociedade. Já no final de 2016 o governador teve indícios do problema da violência policial e de como a falta de preparo poderia resultar na perda de vidas. Dois anos após Dino assumir o cargo, policiais militares assassinaram uma garota de 23 anos e balearam a irmã dela, de 27 anos, em Balsas (MA). O veículo das duas jovens foi metralhado porque não parara em uma barreira policial na BR-230. As duas eram irmãs e voltavam de um velório quando se depararam com o bloqueio. Detalhe: os policiais não usavam fardamento. A morte de Karina deveria servir como um aviso, mas foi completamente desprezada pelo governador. O caso deixa claro a falta de preparo dos policiais em questão na formação de uma simples blitz. Até o mais esquerdista dos sociólogos não pode negar que a formação do policial pelo GOVERNO DA VEZ é o maior mecanismo de prevenção que se pode ter contra a violência. Sob a batuta de Flávio Dino, os cursos de formação policial sofreram uma diminuição radical com o comunista. O processo de formação de policiais que anos atrás demorava cerca de 12 meses, hoje foi reduzido a míseros quatro meses. O resultado imediato foi a morte de vários policiais em operação logo após saírem do curso de “formação”. O número de policiais mortos por imperícia também aumentou com a nova política do governo. Ou seja: por culpa única e exclusiva do governador Flávio Dino a qualidade dos policiais maranhenses piorou. O uso político da Polícia Militar também tem transformado, para pior, a vida de policiais na corporação e pode ter influência no aumento da violência. Poucos anos atrás um ofício interno da PM deixou claro que a corporação estava sendo utilizada para espionar adversários do governo. Dentro da Polícia Militar o clima é de terror. Muitos soldados e oficiais tidos como opositores do governo reclamam de perseguição e pressão política. O nível de stress na corporação em período eleitoral (coincidentemente quando viralizam vídeos de abuso de autoridade) sobe a níveis elevados segundo agentes ouvidos pelo blog. O aparelhamento político da tropa e o desprezo pela eficiência da tropa também pode ser observado na figura nefasta dos tais “capelães”. Apesar de não demonstrarem publicamente, muitos policiais e soldados reclamam e desconfiam das dezenas cargos de capelães criados para, segundo denúncias, barganhar votos com pastores evangélicos. A situação também mexeu com o funcionamento da polícia. A sensação de abandono também tem afetado os policiais. Após a chegada de Flávio Dino ao poder, foi decretado que o braço jurídico do governo não iria mais defender policiais por atos cometidos em serviço. A notícia tirou a moral de muitos policiais e criou o estigma na corporação de que o governador não gostava da polícia. A CULPA É DO GOVERNADOR Nunca antes na história do Maranhão a Polícia Militar e seus agentes foram tão negligenciados. Seja pela precarização da formação, aparelhamento político ou perseguição e assédio na corporação. O governador Flávio Dino, que imediatamente decidiu pelo afastamento dos policiais envolvidos no caso de Rosário, não costuma ter a mesma postura quando oficiais são envolvidos alinhados ao seu governo são flagrados em situações piores. O governador silenciou quando o filho de um coronel foi flagrado bêbado em uma blitz dirigindo uma viatura da polícia. Ele também silenciou quando a policial Tatiane Alves de Lima denunciou assédio sexual e moral dentro de um batalhão. Por sua postura e por suas políticas, é impossível retirar de Flávio Dino a responsabilidade pela Polícia Militar no Maranhão. A decadência da corporação é o legado dele.
Flávio Dino é surrado por Bolsonaro na capital do Maranhão

A mente doentia do governador Flávio Dino (PCdoB) criou uma fantasia mórbida: a eleição em São Luís era uma disputa entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo que toda a história de Eduardo Braide deixe claro que ele não é bolsonarista, mesmo que não seja possível encontrar uma única foto ou declaração de amizade/aliança entre os dois, Flávio Dino passou todo o segundo turno acusando Braide de ser um enviado de Bolsonaro. Dessa forma, dentro da cabeçorra sustentada pelo pescoço gorduroso do governador, a dor deve ser quase que inexplicável por ter sido surrado em seu quintal. Nos próximos dois anos, todas as vezes que olhar para o lado, que vislumbrar o Palácio de La Ravardiéri, Flávio Dino irá lembrar que foi derrotado por Bolsonaro. E não apenas uma simples derrota, mas uma surra. Bolsonaro não precisou lançar candidato, não precisou fazer campanha, não gravou vídeo, não mandou ministros para a rua, não ameaçou aliados de retaliação e não usou o emprego de nenhum funcionário federal como moeda de troca do voto. Santo Deus, provavelmente nem importância para a existência de Eduardo Braide até o dia da vitória Bolsonaro precisou. Como não caracterizar uma vitória que não precisou de uma única atitude como não sendo uma surra? O desarranjo mental do governador, que antes era controlado por um projeto pessoal de poder, está à solta. E a primeira vítima foi o próprio governador: foi surrado em uma disputa que só existia dentro da sua mente delirante.
A resposta da população
Edivaldo Holanda Jr se torna maior que Flávio Dino

Nos últimos dias o número de denúncias por abuso de autoridade no blog se multiplica. São dezenas de funcionários de repartições estaduais que afirmam estarem sendo chantageadas em seus locais de trabalho. Ou apoiam e integram a campanha do candidato do governo, ou sofrerão as consequências. O secretário de educação, Felipe Camarão, em uma citação garimpada na internet, chegou a dizer que a neutralidade no pleito representará uma passagem ao inferno. Enquanto Flávio Dino tiraniza, chantageia e coloca seus cães, como Felipe Camarão, na caça de quem aceita escravizar seu voto, Edivaldo Holanda Jr adotou um tom de serenidade na eleição. Enquanto Flávio abandonou o estado pela eleição, Edivaldo vive o ponto mais alto de sua gestão. O latido alto de Flávio Dino e de seus cães deixa escancarada sua mesquinharia e pequenez. O silêncio de Edivaldo Holanda Jr atesta o gigantismo de um estadista. Mesmo que faça alguma opção nos próximos dias, ninguém espera que o prefeito vista o manto da tirania e aterrorize os funcionários da prefeitura como está fazendo o governador com os funcionários do estado. A eleição de 2020 tornou Edivaldo Holanda Jr maior que Flávio Dino. E toda a classe política já tem essa impressão, inclusive os aliados mais de próximos do governador.