Secretário de Educação aglomera 2 mil pessoas em ato político

Contrário à abertura das escolas por meses, o secretário de Educação do Maranhão, Felipe Camarão, não vê problema em juntar pessoas quando o assunto for política. Na última sexta (29), o secretário juntou 2 mil pessoas em um ato político de sua pré-candidatura. Poucas semanas atrás, o presidente Jair Bolsonaro foi multado por ato no município de Senador La Rocque por promover uma aglomeração que superou o limite de 100 pessoas estipulado pelo Govermo Estadual. Camarão foi um dos grandes críticos do ato do presidente na época. O ato do secretário de Educação evidencia o caráter, ou a falta dele, dos homens públicos maranhenses. Se tivesse o mesmo empenho como secretário que tem como político, quem sabe Felipe Camarão tivesse poupado o vice-governador Carlos Brandão de ser humilhado por uma estudante da rede pública em ato na semana passada.
Haddad assume possível aliança do PT e PDT no Maranhão

O ex-candidato a presidente pelo PT em 2018, Fernando Haddad, declarou que existe de fato uma conversa no partido sobre a possibilidade de aliança com PDT no Maranhão. O pré-candidato pedetista ao Governo do Estado é o senador Weverton Rocha. O PT também tem pré-candidato, o secretário de Estado da Educação Felipe Camarão. Haddad falou sobre a parceria do PT e PDT em outros estados. Segundo ele, no Maranhão as negociações com o PDT estão acontecendo. Ele afirmou ser possível uma possível composição do senador Weverton (PDT) no setor progressista para suceder Flávio Dino (PSB). Além da candidatura de Camarão, a aliança PT/PDT pode enfrentar outro obstáculo no Maranhão. O problema é que no ano que vem Ciro Gomes deve concorrer à presidência.
Afinal de contas, o que pretende Felipe Camarão?

A negação de Felipe Camarão da tese de que sua pré-candidatura não passa de uma cortina de fumaça do governador Flávio Dino surpreendeu os mais atenciosos. Como assim ele está na eleição para valer? É claro que, mesmo sendo uma marionete, Camarão nunca iria assumir-se enquanto tal. Mas, o vigor com que defende a pré-candidatura e a alta intensidade do verniz de independência não deixam de chamar a atenção. Jogo de cena? Coragem? Flávio Dino programou ou também foi pego de surpresa? Logo após assumir-se como postulante ao cargo de governador, dez entre dez observadores entenderam que o movimento de Camarão só foi possível após permissão do governador. Acontece que Felipe Camarão tem cultivado a impressão de que talvez a história não seja bem assim. Até poucas semanas atrás, o secretário de Educação sequer era cogitado como possível nome. Nem as pesquisas o traziam como opção. O anúncio da pré-candidatura do secretário não foi levado à sério. “Manobra de Flávio Dino”, achava a maioria das pessoas. Todavia, bastaram poucos momentos para que o secretário saísse da penumbra de uma fácil disputa por vaga na Câmara Federal para uma aguda e inusitada pré-campanha ao governo. Bastaram horas para que o anúncio da ideia fosse transmutado em ação de verdade. Disparos de mensagens em massa, outdoors, campanhas em redes sociais, reuniões políticas, apoio. Felipe Camarão fez em um mês o que Carlos Brandão não conseguiu fazer em sete anos. Apenas coincidência? Claro que não. O petista já tinha a toda a estrutura para divulgar sua pré-candidatura pronta e montada. Poucos são competentes ao ponto de fazerem engrenar uma campanha em poucos dias. Imaginem um secretário de educação que tem como ponto alto do seu currículo ter deixado as escolas fechadas pela maioria do tempo. Só que o fracasso de Camarão como secretário, e minha retumbante antipatia por ele, não são o cerne desta análise, sigamos… Os analistas e players da política maranhense fizeram, em sua maioria, a opção pela tese de que Camarão seria uma espécie de contrapeso criado por Flávio Dino para blindar o PT das investidas de Weverton Rocha. Ou seja: era apenas um laranja. As últimas declarações dele, ratificando sua disposição a enfrentar as urnas para o cargo máximo da política local, dão a entender que, talvez, nem o próprio Flávio Dino tenha (se é que um dia teve) controle da candidatura do petista. A ação de Felipe Camarão pode estar escancarando uma situação ou escondendo outra. Ou mostra o nascimento de um novo e independente futuro candidato (que seria danosa para os planos de controle dinista) ou esconde um plano ardiloso centrado na desinformação e bagunça do ambiente (que beneficiaria apenas o próprio Flávio Dino). Justiça há de ser feita: poucos conseguiram chegar em posição tão boa, em tão pouco tempo e de forma tão repentina, no primeiro escalão. Isso é mérito do petista, não há debate porque é um fato indiscutível. A entrada de Felipe Camarão na primeira divisão da política local está sendo precoce demais. Resta saber se a saída também será.
Felipe Camarão será o candidato da extrema esquerda no MA

O secretário de Educação, Felipe Camarão, deverá ser o candidato da extrema esquerda ao governo do Maranhão no ano que vem. Nesta semana o petista reuniu-se com o grupo terrorista Movimento Sem Terra (MST) e com líderes de extrema esquerda. Camarão também tenta a aproximação com o PSOL e REDE na formulação de uma chapa de extrema esquerda nas eleições do ano que vem. Chama a atenção o passado do mais novo esquerdista do Maranhão. De família tradicional, homem, branco e abastado, o secretário incorporou uma espécie de Guilherme Boulos local. Em conversas com o blog, membros do governo caçoam da guinada de Camarão. “Esquerda caviar que chama, né Linhares? Essa do MST foi muito engraçada. Rsrsrs”, disse um deputado da base do governo em conversa reservada por aplicativo de mensagens. Na semana passada a pré-candidatura do Che Guevara da Península foi amplamente divulgada por spam no Whatsapp. Centenas de milhares de pessoas foram alvo de reportagem intitulada “Agora é Lula e Camarão: maioria do PT decide lançar pré-candidatura ao governo do Maranhão”. Se fosse um estado sério, o Ministério Público Eleitoral iria pedir explicações sobre os disparos.
Por que Flávio Dino está cultivando o caos em sua base?

O secretário de Educação, Felipe Camarão (PT), manifestou interesse em disputar as eleições de governo no ano que vem. Com o anúncio, ele se junta a Simplício Araújo (Solidariedade), Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (PSDB) e Josimar de Maranhãozinho (PL) na disputa pela preferência de Flávio Dino (PSB) pelo governo. Disse Felipe Camarão em entrevista ao quadro Bastidores, do Bom Dia Mirante: “Quando me filiei ao PT, era pré-candidato a deputado federal, mas hoje me coloco sim a vaga de pré-candidato ao Governo do Maranhão, caso seja esse o interesse do PT, da Direção Estadual e da nossa militância”, afirmou. Nos últimos meses a incapacidade do governador em controlar o processo de sua sucessão tem despertado desconfiança em relação ao que realmente pretende Flávio Dino. A possibilidade de que o secretário ter manifestado o desejo em disputar o governo sem a anuência de Flávio Dino é nula. Desta maneira, o que levaria o governador a permitir mais tumulto dentro da base? Atualmente a disputa entre Carlos Brandão e Weverton tem dado dores de cabeça ao governador que, sempre que pode, demonstra predileção por Carlos Brandão. A disputa entre os dois é notória e já resultou em trocas de farpas. Nesta semana a operação policial contra Josimar de Maranhãozinho foi vista, pelo próprio deputado, como uma possível conspiração do governo. Tese que deixa o ambiente ainda mais tumultuado. Com o anúncio de Camarão o grupo se desloca ainda mais para o caos e a desordem. Situação que, para os mais observadores, começa a ganhar nuances de ser programada, planejada e efetivada pelo próprio governador. Mas, por que Flávio Dino está cultivando o caos em sua base?
Maranhão é o estado que mais desperdiça recursos da Educação no Brasil

Segundo relatório do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Maranhão é o estado com o maior número de obras de creches, escolas e quadras inacabadas em todo o Brasil. Os recursos são sacados por gestores públicos e, simplesmente, não são aplicados por corrupção ou incompetência. De acordo com o relatório, o Maranhão tem 484 obras inacabadas e é disparado o estado do Brasil que mais desperdiça recursos públicos. Quem mais se aproxima é o Pará com 343. O Brasil tem num total 2.591 obras inacabadas. O deputado federal Gastão Vieira (PROS) lamentou a situação. “Essa é uma situação vexatória e vergonhosa para o Maranhão. Existem recursos que ainda não foram gastos e estão nas contas”, disse. O deputado já presidiu o FNDE e tem propriedade para fazer as críticas. Para Gastão, o “título é vergonhoso”.
Notas do Linhares
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Na surdina, Flávio Dino corta R$ 100 MILHÕES da Educação no Maranhão

Documentos oficiais do Governo do Estado do Maranhão tornados públicos pelo deputado estadual César Pires (PV) revelam que o governador do Maranhão, Flávio Dino, ordenou o corte de cerca de R$ 100 milhões de reais da educação no estado. Os recursos, que serão utilizados para “obras”, foram retirados de instituições que promovem o Ensino Superior no Estado. “Primeiro foram retirados cerca de R$ 30 milhões da Uema e da UemaSul, em maio. Agora, no dia 2 de junho, foram mais R$ 74 milhões transferidos do orçamento da Uema para a Sinfra (Secretaria de Infraestrutura). Ou a universidade tinha dinheiro em excesso e não está sabendo aplicar seus recursos, ou o governador não dá a menor importância à qualidade do ensino superior no Maranhão”, ressaltou César Pires. Os saques começaram com os decretos 36.708 (publicado dia 12 de maio) e 36.757 (publicado no dia 25 de maio). O primeiro retirou R$ 2 milhões da UemaSul para a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra). O segundo retirou outros R$ 27.579.727,00 das duas universidades – R$ 13.829.727,00 da UEMA e R$ 13.750.000,00 da UemaSul – também para aumentar o orçamento da Sinfra. Pelo Decreto 36.772, publicado no Diário Oficial do Estado do dia 2 deste mês de junho, o governador determinou que fossem retirados R$ 74.373.793,00 do orçamento da Uema. Os recursos retirados da educação agora serão usados em ações da Sinfra para “melhoramento de logradouros públicos, pavimentação de vias urbanas e rodovias” (o famigerado asfalto sonrisal em véspera de eleição). “O que me espanta é o silêncio do diretório acadêmico e das associações de professores e de servidores da Uema. Muito lutaram pela qualidade do ensino naquela universidade, e tenho orgulho de fazer parte dessa história. Eu não me calarei, e espero que a comunidade uemiana rompa o silêncio, já que muitos professores e servidores acreditaram que o governador iria valorizar aquela instituição. Se hoje retiram mais de R$ 100 milhões, amanhã vão tirar muito mais do ensino superior no Maranhão. Isso não podemos aceitar”, finalizou César Pires.