Bolsonaro demite ministro após aumento do Diesel

O presidente Jair Bolsonaro (PL) mudou o comando do Ministério de Minas e Energia nesta quarta (11/05). Bento Albuquerque foi exonerado, a pedido, e Adolfo Sachsida foi nomeado para o cargo, cujo decreto já foi publicado no Diário Oficial da União (DOU). Em transmissão ao vivo nas redes sociais na última quinta (05/05), Bolsonaro citou Albuquerque ao reclamar do lucro registrado pela Petrobras no primeiro trimestre deste ano. Na oportunidade, o presidente classificou os lucros da Petrobras como um “estupro”. “Vocês não podem, ministro Bento Albuquerque e senhor José Mauro, da Petrobras, não podem aumentar o preço do diesel. Não estou apelando, estou fazendo uma constatação levando-se em conta o lucro abusivo que vocês têm. Vocês não podem quebrar o Brasil […] Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo”, declarou o presidente. Bento Albuquerque era um dos poucos ministros restantes do quadro inicial do governo federal. O atual ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida era chefe da Assessoria Especial de Estudos Econômicos do Ministério da Economia.
Petrobras aumenta preço do diesel a partir de amanhã

A Petrobras anunciou nesta segunda (09/05) que vai aumentar o preço do diesel para as distribuidoras. Dessa forma, o preço médio do litro vai passar de R$ 4,51 para R$ 4,91 a partir de amanhã (10/05), um aumento de 8,87%. Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro chamou de “estupro” o lucro da Petrobras, alegando que um novo reajuste “pode quebrar o Brasil”. “O Brasil, se tiver mais um aumento, pode quebrar o Brasil. E o pessoal da Petrobras não entende, ou não quer entender. A gente sabe que tem leis. Mas a gente apela para a Petrobras que não aumente os preços […] Petrobras, estamos em guerra. […] Não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem aumentar mais os preços dos combustíveis”, afirmou. De acordo com a petroleira, o diesel não sofria reajuste há 60 dias – desde 11 de março e os preços da gasolina e do gás de cozinha não serão alterados.
Acusado de centenas estupros, João de Deus tinha trânsito livre no TSE

O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, que cumpre pena por violentar e estuprar mais de 200 mulheres, tinha trânsito livre no Tribunal Superior Eleitoral. O assunto veio à tona após repercutir nas redes sociais imagens de que o médium teria assistido à cerimônia de posse da ministra Rosa Weber na presidência do TSE, quatro meses antes de surgirem as primeiras denúncias de abuso sexual contra pacientes em Abadiânia, Goiás, onde ele atuava. Entre os ministros do STF que já teriam se consultado com ele antes dos escândalos estão Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. Este último, aliás, tinha forte relação com o médium, cuja aproximação entre João de Deus e o integrante da Suprema Corte se dá desde 2012, quando Barroso foi diagnosticado com câncer. Desde então, o ministro passou a frequentar o município goiano de Abadiânia, onde realizou um tratamento espiritual com o médium. Em novembro de 2020, após rechaçar comentário do presidente Jair Bolsonaro sobre o uso da urna eletrônica nas eleições, Barroso afirmou que João de Deus “sabe extrair o que há de melhor das pessoas” e declarou que os resultados da eleição seriam divulgados se Deus quisesse. Mesmo após as denúncias e prisão do ex-líder religioso, o ministro e então presidente do TSE fez elogios ao médium em entrevista que serviu como base para o livro “João de Deus — O Abuso da Fé”, da jornalista Cristina Fibe. “Acho, sinceramente, que as pessoas a quem ele fez bem devem ser agradecidas. Foram muitas, eu vi. E, naturalmente, as pessoas a quem ele possa ter feito mal, essas têm o direito à justiça. A mim, já me bastam os casos que tenho que julgar por dever de ofício”, disse. João de Deus cumpre pena desde 2018, onde ficou detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Em setembro de 2021, a Justiça autorizou o cumprimento de prisão domiciliar.
Jovem denuncia tentativa de estupro em evento do PT dentro da sede do partido

Ao que tudo indica há uma epidemia de estupros dentro da juventude esquerdista brasileira. Em agosto deste ano, o presidente da juventude do PCdoB no Maranhão fora acusado de tentar estuprar uma integrante da mesma facção em São Luís. No último dia 27 de novembro, uma jovem militante da juventude do PT denunciou ato semelhante. O caso foi registrado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Segundo a jovem, após ficar embriagada, ela foi levada por um homem para uma das salas da sede do partido e sofreu uma tentativa de abuso. O estupro só não foi adiante porque outros participantes do evento saíram em defesa da jovem. Assim como no caso do Maranhão, o agressor emitiu nota em que minimiza o caso. Ele afirmou em nota enviada ao partido. “Em nenhum momento tive a intenção ou tentei ser desrespeitoso, mas ela vendo alguma atitude minha, peço sinceras desculpas. Apenas fiquei com ela, um beijo, nada mais. Estávamos bebendo e ela próxima a mim, nós brincando, uma atitude mais de amizade que qualquer outra intenção. Ela sorriu, disse que depois iríamos, depois a chamei novamente e fomos, subimos até uma sala e ali nos beijamos e em seguida ela quis descer e tudo tranquilo”, disse o suposto agressor. No caso maranhense, Governo do Estado, Delegacia da Mulher e a Casa da Mulher Brasileira trabalharam para abafar o caso por laços partidários.
Líder do MBL sugere estupro coletivo de mulher integrante do grupo

Um vídeo em que mostra o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, voltou à tona após as fracassadas manifestações do dia 12 de setembro. Na peça, o líder do movimento faz um jogral em que brinca com a possibilidade do estupro de uma integrante do movimento. Veja o vídeo: A ministra Damares Alves afirmou em sua conta no Twitter que deve acionar a Justiça para cobrar esclarecimentos de Renan Santos sobre sua fala.
Estuprador homicida: Lucas Porto é condenado a 39 anos de prisão

O assassino da publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, Lucas Leite Ribeiro Porto, foi condenado na madrugada a 39 anos de prisão em regime fechado. A vítima foi encontrada morta em 2016 no apartamento onde morava, no bairro Turu, em São Luís. As investigações chegaram rapidamente a Lucas Porto, cunhado da vítima, como principal suspeito. O assassino chegou a confessar a autoria e afirmou que teria matado Mariana por causa de uma atração não correspondida que ele sentia por ele. Lucas Porto está preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, desde 2016. Ao todo, 21 testemunhas foram ouvidas, entre as de defesa e acusação. Entre elas, estavam seis assistentes técnicos contratados pela defesa de Lucas Porto. A tese defendida pelo promotor de Justiça, Março Aurélio Ramos Fonseca, foi de que Lucas Porto estuprou Mariana Costa e depois a matou. Os jurados acataram as acusações e ele foi condenado dando fim a uma espera de seis anos da vítima por justiça.
Universidades públicas do Maranhão protegem estupradores e assediadores

Uma estudante do curso de enfermagem do pólo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em Caxias afirma que foi estuprada em 2019. O caso corria em sigilo e foi tornado público apenas neste ano, após a vítima sentir-se injustiçada e denunciar a omissão da reitoria em relação ao caso. A jovem abandonou a universidade e, por muito pouco, não cometeu suicídio. Casos semelhantes aos da estudante são muito mais comuns em universidades públicas do Maranhão do que se imagina. Contudo, eles contam com um aliado inusitado: o sigilo das reitorias que escondem os casos e protegem os supostos estupradores e assediadores. Além, é claro, da falta de cobrança dos ditos “movimentos progressistas” pela transparência na exposição dos casos. Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por exemplo, são incontáveis os registros de denúncias por assédio e estupro abafadas em processos mantidos sob sigilo. O mais recente deles envolve um professor e líder do movimento negro da UFMA. Ele acusado de usar o cargo para manter relações sexuais forçadas com alunas, algumas menores de idade. O caso, como de costume, corre sob “sigilo” e a identidade do suposto assediador também é mantida sob sigilo. Um professor do departamento de economia também é suspeito de ter cometido estupros contra menores de idade antes de ingressar no quadro da UFMA. Progressista que frequentemente se coloca como crítico da “cultura do estupro”, ele foi apontado como autor de diversos casos e é suspeito de continuar os assédios até hoje. O sigilo dos processos administrativos e o silêncio dos movimentos estudantis e sociais em relação aos casos pode ter relação com a falta de exposição dos casos pelas vítimas. Abandonadas pelas instâncias oficiais e pelos movimentos, muitas optam pelo silêncio. Como no caso da estudante de Caxias, que passou anos assistindo aula com o suposto estuprador até decidir abandonar o curso. Não é de hoje que universidades públicas têm servido de esconderijo para assediadores e estupradores. Geralmente eles se camuflam em “movimentos sociais” para poder cometerem seus crimes. Assim como no caso do professor da UFMA ligado ao movimento negro, em 2016 foi preso o pedófilo Thiago Silva Prazeres, estudante de psicologia. A universidade também incentiva atividades que correlacionam a prática abusiva de sexo em suas dependências. No mesmo ano em que Thiago Silva Prazeres foi preso, a UFMA sediou o “I Encontro da Juventude Porra Louca”. Durante o encontro, o jovem Kevin Rodrigues Ribeiro foi morto a facadas. Até hoje a UFMA disponibiliza em seu portal uma reportagem elogiosa sobre o evento que culminou com a morte. Thiago, que era conhecido na UFMA por militar na esquerda, inclusive em movimentos feministas, foi preso com o irmão acusado de pedofilia, extorsão, ameaça e armazenamento de imagem pornográfica de menor. Outro caso emblemático que revela a proteção de universidades a estupradores foi o de Pedro Ícaro de Medeiros. Estudante de filosofia, ele foi acusado de estelionato, agressões e estupro. O caso teve como palco a Universidade Federal do Ceará, mas possui muitas similaridades aos casos no Maranhão: a proteção encontrada por estupradores e assediadores dentro das universidades. A omissão dos movimentos feministas das universidades também chama a atenção. Apesar de saberem da existências destes processos, eles nunca pressionaram as reitorias pela transparência e exposição das denúncias.