Crescimento de Bolsonaro assusta, e PT vai antecipar campanha de Lula

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O crescimento do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto deixou o núcleo de decisões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com medo. A consequência foi apressar a apresentação formal do ex-mandatário como pré-candidato petista ao Palácio do Planalto para o início de abril. A data ainda não está definida, mas o evento deve ocorrer no dia 1º de abril, data que marca o fechamento da chamada janela partidária, quando termina o prazo para a mudança de legendas ou filiações de quem concorrerá à eleição deste ano. O PT planeja grande ato em São Paulo, reunindo aliados e o ex-governador Geraldo Alckmin, escolhido como vice, e que ainda negocia sua filiação a algum partido da base de Lula, seja o PV, seja PSB. A urgência de colocar a campanha na rua foi motivo de conversa de Lula com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Lula disse para a deputada ter chegado a hora de começar a colocar o pé na estrada, já como pré-candidato formal. A preocupação com o crescimento das intenções de voto de Bolsonaro é o principal motivo. O desejo é frear esse avanço do atual titular do Palácio do Planalto, principalmente na Região Nordeste. De acordo com petistas do entorno de Lula, ainda não há uma data certa para a ida do ex-presidente ao Nordeste, no entanto, essa deve ser uma das primeiras ações do pré-candidato petista. Bolsonaro é considerado um adversário perigoso, por já ter conseguido reverter boa parte da diferença com o petista, lançando mão de programas sociais, como o auxílio emergencial para enfrentar os problemas causados pela pandemia de coronavírus e o Auxílio Brasil – substituto do Bolsa Família.

Flávio Dino decreta fim da oposição ao Grupo Sarney

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Após anos de oposição e ataques, para o governador Flávio Dino o embate político com o Grupo Sarney ficou no passado. A declaração foi dada pelo próprio em declaração ao site Brasil 247, na última terça (1) e pegou vários políticos da base aliada e da oposição de surpresa. “A polarização [com o Sarney] foi se diluindo ao logo do tempo. Hoje, ela inexiste”, disse. Nas duas últimas décadas Flávio Dino foi um dos opositores mais enérgicos do grupo comandado pelo ex-presidente José Sarney. Os ataques começaram ainda nos anos 2000, se reproduziram na década seguinte e, ao que tudo indica, não são mais de interesse do governador. O momento da tentativa de trégua, no entanto, é pertinente: as vésperas das eleições para o Senado. Mesmo ocupando o cargo de governador, sem adversários definidos e com o apoio dos três primeiros colocados nas pesquisas para o governo (que juntos somam mais de 50% das intenções), Flávio Dino não consegue a maioria absoluta dos votos (50% + 1). Analistas e políticos acreditam que, receoso do que pode acontecer se tiver que enfrentar uma candidatura forte, o governador esteja trabalhando para reduzir ao máximo a possibilidade de adversários. Além de acenar ao Grupo Sarney, Dino também já aceita que Brandão, seu candidato ao governo, aceite que o ex-presidente Lula frequente outros palanques. A decisão prejudica Brandão, mas beneficia o próprio Dino. Flávio Dino fez questão de deixar transparecer na entrevista que sua bandeira branca se dá por conta da candidatura de Carlos Brandão e eximindo a si mesmo, pelo menos publicamente, de uma aliança. “O vice-governador Brandão terá apoio, provavelmente, de uma parte do grupo Sarney (…) Eu próprio não tenho participado desse tipo de negociação”. O fato é que o medo da derrota na corrida pelo Senado impõe a Flávio Dino a crença na ignorância e covardia da classe política. Todos os grupos sob o guarda-chuva da candidatura dele e a inexistência de adversários não beneficia nenhum grupo, apenas o próprio Flávio Dino.

Flávio Dino deixa mais uma bomba nas mãos de Carlos Brandão

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Está sendo veiculado nas mídias e redes sociais uma peça publicitária que trata sobre a importância social dos restaurantes populares para os mais necessitados do Estado. A propaganda anuncia que Flávio Dino saltou de seis, no início do seu governo, para 70 restaurantes populares e vai chegar a 100 unidades dessa natureza entregues até o fim do ano. Dessa forma, Carlos Brandão terá um grande desafio pela frente, pois restam apenas nove meses para construir 30 novos restaurantes populares. Até se desincompatibilizar do cargo, Dino ainda deve deixar muitas bombas para o vice-governador. Nesta semana, inclusive, o governador nomeou apenas 300 policiais que estavam no cadastro de reserva, restando cerca de 1,4 mil pendentes para Brandão “se virar”. Em busca da única vaga ao senado neste ano, Dino e seu grupo político vão se utilizar de obras eleitoreiras, propagandas recheadas de sensacionalismo e apelos emocionais, sobretudo de migalhas aos mais necessitados, em busca dos almejados votos. Embora tenha prometido, em 2014, que iria combater a pobreza e aumento da renda, ao longo de dois mandatos, o governador se empenhou em fazer justamente o contrário, tomando o poder de compra dos maranhenses e aumentando os impostos. Em quase oito anos de gestão, os comuno-socialistas fizeram o que qualquer governo de esquerda faria: manter o povo na miséria tornando-os reféns de doações de cestas básicas, vale-gás e restaurantes populares.

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