MA entre os 10 estados com maior número de inscritos no Enem

MARANHÃO, 25 de julho de 2025 – O Maranhão consolidou-se entre os dez estados brasileiros com maior participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, com 211.383 inscritos confirmados. Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) destacam o esforço estadual para ampliar o acesso à educação superior. Desse total, 59.926 são concluintes da rede pública estadual, representando 75,55% dos estudantes elegíveis. A Secretaria de Educação (Seduc) atribui o resultado às ações desenvolvidas em parceria com escolas estaduais, incluindo campanhas de conscientização e apoio logístico para inscrições.
Maranhão tem menos de 10% de faculdades com excelência

MARANHÃO, 15 de abril de 2025 – O Maranhão ocupa a penúltima posição no ranking de qualidade do ensino superior brasileiro, segundo dados do Índice Geral de Cursos (IGC) 2023, divulgados pelo Inep. Das 47 instituições avaliadas no estado, apenas 4 (8,51%) alcançaram as faixas 4 e 5 do indicador — que classificam as faculdades como “de excelência”. O desempenho só não é pior que o do Amapá, onde 7,14% das IES obtiveram essa avaliação. Enquanto a média brasileira de excelência é de 26,08%, estados como Rio Grande do Sul (42,86%) e Espírito Santo (40,32%) lideram o ranking. Na outra ponta, além de Maranhão e Amapá, aparecem Mato Grosso (9,8%) e Rondônia (12,5%).
Vídeo de dançarina na UFMA é real

SÃO LUÍS, 17 de outubro de 2024 – É real um vídeo pornográfico de uma dançarina que sobe em uma cadeira e mostra as partes íntimas durante o evento na Universidade Federal do Maranhão. O vídeo foi gravado durante palestra no evento “Gênero para além das fronteiras: tendências contemporâneas na América Latina e no Sul Global”. A estrela do espetáculo nas dependências da universidade é a cantora e dançarina Tertuliana Lustosa. O evento foi patrocinado por recursos públicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A programação começou na quarta (16) e deve se estender até à sexta (18). O evento que serviu de palco para a farsa acadêmica promovida pela dançarina foi uma mesa-redonda com o tema “Dissidências de Gênero e Sexualidades”. Além de Tertuliana, também participaram Andreone Medrado e Leticia Nascimento. Durante uma fala sobre alguma trivialidade vazia da qual ninguém prestava atenção, Tertuliana decidiu chamar a atenção dos presentes subindo na cadeira, arreganhando as nádegas para a plateia e rebolando. Após despertar risadas e aplausos, ela sentou-se e disse que “educava com o cu”, deixando evidenciada a farsa acadêmica custeada com recursos públicos. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Junior (@joselinharesjr) HISTÓRICO DE HORROR O palco para baixaria promovida pela dançarina travestida de atividade acadêmica foi um dos auditórios do Centro de Ciências Humanas (CCH), que abriga os cursos de Filosofia, História, Geografia, Psicologia, Ciências Sociais, entre outros. Apesar de causar estranheza nas redes sociais nesta quinta após a viralização do vídeo, esta não é a primeira e muito menos a última vez em que o prédio abriga este tipo de performance grotesca apresentada como atividade acadêmica. Em 2016, o evento chamado 1º Encontro da Juventude Porra Loca da UFMA, resultou na morte do estudante Kelvin Rodrigues Ribeiro, que foi morto a facadas dentro da CCH. O prédio é frequentemente utilizado para eventos em flagrante desconexão com o ambiente universitário que contam com elevado tráfico e consumo de drogas, prostituição, sodomia, orgias, corrupção de menores, assaltos e estupros. Também são normais relatos da contração de doenças venéreas, AIDS e abortos após a participação nas festas que pregam sexo desenfreado. Apesar de tudo isso, a Universidade Federal do Maranhão admite a realização destes bacanais em suas instalações sem que nenhuma providência seja tomada.
MA tem alta informalidade entre pessoas com ensino superior

MARANHÃO, 23 de março de 2024 – O Maranhão está entre os estados brasileiros com um dos menores percentuais de pessoas economicamente ativas que possuem ensino superior completo, de acordo com dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Anual, no âmbito do Ranking de Competitividade dos Estados. Segundo o levantamento, os maranhenses com 14 anos ou mais, que estão inseridos no mercado de trabalho e possuem ensino superior completo, representam apenas 15,2% do total de trabalhadores do estado. Essa colocação posiciona o Maranhão na antepenúltima posição no ranking nacional, indicando uma realidade desafiadora no que diz respeito à qualificação da mão de obra. A baixa taxa de trabalhadores com ensino superior completo no estado pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo desigualdades históricas no acesso à educação, limitações estruturais no sistema educacional e falta de políticas públicas eficazes voltadas para a educação e formação profissional.
STF vota contra prisão especial para quem tem curso superior

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta (30) pela derrubada da previsão de prisão especial para que tem diploma de ensino superior. Os ministros podem votar no sistema eletrônico até hoje (31). Os votos são no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 334, na qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona dispositivo do Código de Processo Penal (CPP) que concede o benefício. O direito, de acordo com a Procuradoria-Geral, previsto no inciso VII do artigo 295 do CPP “viola a conformação constitucional e os objetivos fundamentais da República, o princípio da dignidade humana e o da isonomia”. Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental, protocolada em 2015, a Procuradoria aponta que o “privilégio” da prisão especial, instituído em 1937, no governo provisório de Getúlio Vargas, “originou-se em contexto antidemocrático, durante período de supressão de garantias fundamentais e manutenção de privilégios sem respaldo na igualdade substancial entre cidadãos”. Apesar de concordarem que a prisão especial fere os princípios da dignidade humana e isonomia, os ministros observam que os presos podem ser separados daqueles com diploma de curso superior, visando a garantia da proteção da integridade física, moral ou psicológica.
Gasto público com ensino superior favorece mais os ricos

Um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciando nesta quarta-feira (30) indica que quase 50% dos gastos públicos com educação superior no Brasil favorece os alunos mais ricos. Dessa forma, é possível concluir que é necessário reavaliar prioridades de despesas com Educação no país e redirecionar os recursos para intervenções educacionais que geram mais retorno. Logo, o levantamento observaa importância de reavaliação das despesas e reforça as disparidades no financiamento brasileiro em relação às etapas de ensino. De acordo com o levantamento, intitulado “A Educação no Brasil: uma Perspectiva Internacional”, a despesa pública por aluno na educação obrigatória em 2017 foi menor do que nos países da OCDE, embora o gasto por aluno do ensino superior (US$ 16.232) ser superior que a média da OCDE (US$ 13.342) e bem superior da maioria dos países da América Latina. Baseado nos dados de 2017 do Banco do Mundial, o relatório da OCDE aponta que quase 50% do financiamento do ensino superior vai para indivíduos que estão entre os 20% do povo com a renda mais alta. E menos de 10% do financiamento no ensino superior favorece aqueles 20% das pessoas com a renda mais baixa. “Esses alunos (do quintil mais rico) são de famílias que poderiam facilmente contribuir para custear sua Educação. Aproveitar essa opção, por meio de modelos de compartilhamento de custos, liberaria recursos que poderiam ser dedicados a objetivos educacionais que trariam um retorno de equidade muito maior, como a expansão do ensino infantil”, aponta o levantamento. A distribuição de dinheiro público entre o ensino básico e a educação superior incentiva debates entre os especialistas. Alguns defendem a prioridade de despesas em creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio, visto que as universidades públicas atendem a um número pequeno de estudantes. Outros defendem o papel das universidades públicas no desenvolvimento social e científico do país e na formação do professor. A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus pode, de certa forma, auxiliar a acelerar reformas difíceis e mais profundas, como aquelas voltadas à alocação de recursos. Outra estratégia para economizar verbas, segundo o levantamento, seria diminuir as reprovações de alunos, já que aprovimadamente 5% dos custos do ensino fundamental e médio podem ser poupados diminuindo as reprovações e, em países de alto desempenho, a reprovação é um evento raro. No Brasil, mais de 10% das meninas e mais de 20% dos meninos em anos finais do ensino fundamental são pelo menos dois anos mais velhos do que a idade padrão, superior da média da América Latina e mais de quatro vezes acima aos países da OCDE. Para reprovar menos no Brasil, seria neessário utilizar ferramentas de diagnóstico precoce dos estudantes e fazer treinamento dos docentes. O levantamento vê a importância de recursos adicionais imediatos para responder aos impactos da pandemia na Educação e medidas voltadas a alcançar os estudantes vulveráveis para que permaneçam na instituição de ensino e favorecer o retorno daqueles que já abandonaram o estudo.