Petrobrás articula novo aumento no preço dos combustíveis

Mediante à alta internacional do petróleo por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia, executivos da Petrobrás vão buscar, nesta semana, autorização do Governo Federal para aumentar os preços dos combustíveis em suas refinarias no Brasil. No entanto, os aumentos são sensíveis no país devido a taxa de inflação de dois dígitos em 12 meses no Brasil e para evitar a pressão diante das eleições em outubro, nas quais o presidente da República concorrerá à reeleição. Inclusive, Jair Bolsonaro (PL) disse, na última semana, que a petroleira estatal sabe da sua responsabilidade e o que pode fazer para que os preços dos combustíveis no Brasil não disparem. A Petrobrás alega estar vendendo combustíveis com desconto em comparação com o combustível internacional e que a direção da empresa alertará o governo de que há risco de desabastecimento de combustível em diferentes regiões do país.
Braide anuncia novo líder de Governo na Câmara de São Luís

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou em suas redes sociais o novo líder do Governo na câmera municipal.
Rubens Júnior deixa o PCdoB após 13 anos

Em carta aberta divulgada nas redes sociais, o deputado Federal Rubens Pereira Jr (MA) anunciou sua saída do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Flávio Dino decreta fim da oposição ao Grupo Sarney

Após anos de oposição e ataques, para o governador Flávio Dino o embate político com o Grupo Sarney ficou no passado. A declaração foi dada pelo próprio em declaração ao site Brasil 247, na última terça (1) e pegou vários políticos da base aliada e da oposição de surpresa. “A polarização [com o Sarney] foi se diluindo ao logo do tempo. Hoje, ela inexiste”, disse. Nas duas últimas décadas Flávio Dino foi um dos opositores mais enérgicos do grupo comandado pelo ex-presidente José Sarney. Os ataques começaram ainda nos anos 2000, se reproduziram na década seguinte e, ao que tudo indica, não são mais de interesse do governador. O momento da tentativa de trégua, no entanto, é pertinente: as vésperas das eleições para o Senado. Mesmo ocupando o cargo de governador, sem adversários definidos e com o apoio dos três primeiros colocados nas pesquisas para o governo (que juntos somam mais de 50% das intenções), Flávio Dino não consegue a maioria absoluta dos votos (50% + 1). Analistas e políticos acreditam que, receoso do que pode acontecer se tiver que enfrentar uma candidatura forte, o governador esteja trabalhando para reduzir ao máximo a possibilidade de adversários. Além de acenar ao Grupo Sarney, Dino também já aceita que Brandão, seu candidato ao governo, aceite que o ex-presidente Lula frequente outros palanques. A decisão prejudica Brandão, mas beneficia o próprio Dino. Flávio Dino fez questão de deixar transparecer na entrevista que sua bandeira branca se dá por conta da candidatura de Carlos Brandão e eximindo a si mesmo, pelo menos publicamente, de uma aliança. “O vice-governador Brandão terá apoio, provavelmente, de uma parte do grupo Sarney (…) Eu próprio não tenho participado desse tipo de negociação”. O fato é que o medo da derrota na corrida pelo Senado impõe a Flávio Dino a crença na ignorância e covardia da classe política. Todos os grupos sob o guarda-chuva da candidatura dele e a inexistência de adversários não beneficia nenhum grupo, apenas o próprio Flávio Dino.
O plano de Lula para conquistar os votos dos brasileiros

PT estimula a militância política a retomar atividades de campanha de outros tempos, como visita domiciliar para debater sobre política na casa dos brasileiros.
O fator Ricardo Murad nas eleições 2022

Coincidentemente, ou não, a Assembleia Legislativa do Maranhão passou por seus piores momentos de representatividade após a ascensão de Flávio Dino ao Governo do Maranhão. À despeito das tentativas do presidente Othelino Neto em manter a força da Casa do Povo, poucas vezes se viu tanta nulidade no legislativo estadual quanto se viu nas duas últimas legislaturas. Nesta quarta (2), o ex-secretário de saúde, ex-deputado federal e ex-deputado estadual Ricardo Murad anunciou que pretende disputar uma vaga na Assembleia. A notícia traz esperança aos já desesperançosos com a atuação insignificante de uma boas parcela dos deputados atuais. Sou um tradicionalista esclarecido. Essa conversa fiada de renovação pela renovação nunca me seduziu. Ser jovem não significa nada. Alias, em política ser jovem sempre é um perigo. E em muitas vezes a solução para nossas crises está em um mergulho profundo na conhecimento e no bom senso dos mais experientes. A saída de políticos como Ricardo Murad, Aderson Lago, Washington Luiz de Oliveira, Manoel Ribeiro, Joaquim Haickel, Max Barros e Afonso Manoel para a entrada de figuras da estirpe de Duarte Jr, Detinha, Marco Aurélio e Ana do Gás, com absoluta certeza não foi um avanço. Ricardo fez carreira política juntando qualidades raras entre os jovens parlamentares atuais. Conhecido como “Tratorzão”, o ex-secretário junta inteligência, impetuosidade e uma capacidade de gestão incomuns em sua já conhecida personalidade. Tem seus erros? Claro que tem, e não são poucos. É um ser humano. Contudo, nem todos os defeitos de Ricardo Murad potencializados o fazem descer ao nível de algumas figuras grotescas que hoje ocupam o cargo de deputado estadual. Chega a soar como piada comparações a um palhaço, bêbado amante de blitz ou playboy iletrado. Gente desprovida de qualquer virtude minimamente condizente ao cargo. Como administrador, Ricardo Murad ajudou Roseana Sarney a renovar a malha viária de São Luís nos anos 2000 com vários elevados e avenidas. Na época era gerente metropolitano. Cerca de 5 anos depois ajudou a revolucionar a saúde no estado como secretário do setor. A capacidade de administrador é reconhecida até pelos mais ferozes adversários. Como parlamentar foi combativo quando oposição e apaziguador quando situação. Sempre leal aos adversários e dono de uma retórica simples, mas profunda em suas ideias. Ao lado de César Pires deve ocupar, com tranquilidade, o posto de deputado mais capacitado da casa. Caso o povo lhe conceda a chance, é claro. Se o eleitor maranhense ainda tem um pingo de vergonha, irá batalhar pela permanência de Pires e pela entrada de Murad em seus quadros. No que pesem minhas discordâncias com Murad ( e elas são abismais em alguns assuntos), não sou do time dos que torcem contra meu estado. Nunca fui e nunca serei. Se elogiei Flávio Dino em 2014 (um dos poucos momentos em que estive suscetível às mentiras descaradas do cotidiano), não seria em um momento tão obscurantista de nosso Legislativo que iria receber negativamente uma boa candidatura. Seja ela qual for. E principalmente se for a de um cidadão que pode melhorar debates, propostas e a imagem tão manchada da Assembleia Legislativa do Maranhão. E quem diz isso não sou, mas os fatos contidos na história do próprio Murad.
Ricardo Murad confirma pré-candidatura a deputado estadual

O ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad divulgou nessa quarta (2) que será candidato a deputado estadual nas eleições deste ano. O anúncio ocorreu por meio de publicação em suas redes sociais, cujo comunicado o ex-deputado apresentou bandeiras importantes que irá defender. Leia a manifestação abaixo: “Mais saúde, UPAS e hospitais para o povo. É com imensa alegria que coloco o meu nome como pré-candidato a deputado estadual. Chegou a hora de eleger um governador e deputados que retirem do sofrimento os mais de 80% dos maranhenses que há décadas vivem à espera de dias melhores. Na Assembleia me empenharei para que o novo governo lidere um projeto revolucionário de partilha e divisão de riquezas. Iniciei esse modelo na saúde, quando fui secretário, com as Upas e hospitais de excelência, melhores que os particulares, que serviram a todos sem discriminação, pobres e ricos. Trabalhar para distribuir a riqueza – o Maranhão é um estado rico – oferecer serviços de qualidade e partilhar o que só uma pequena minoria tem acesso será o meu objetivo como deputado. Chega de governos, como o atual, que só concentram renda. E este, envelheceu em menos de oito anos, conseguindo a proeza de piorar o que encontrou. Erradicar a fome e o desemprego para transformar o Maranhão num lugar melhor e de mais oportunidades é o meu compromisso. Mais do que nunca precisamos ampliar o sistema de saúde, elevar a qualidade e o acesso de todos a escolas de alto desempenho e na economia garantir oportunidades de emprego, frentes de trabalho e qualificação para os milhões de maranhenses que sobrevivem em meio a um mar de dificuldades. Também estarei ao lado das pessoas especiais, dos idosos, das mulheres, das minorias, da comunidade LGBTQIA+ e repudiarei o racismo e todas as formas de discriminação. Nossa pré-campanha vai construir um mandato participativo e inclusivo. O voto não é mercadoria, é a arma mais poderosa das pessoas e não deve ser trocado por dinheiro, cestas de alimentos, botijão de gás, milheiros de telhas, tijolos e sacos de cimento que é obrigação de um governo decente prover a quem precisa, como será, com a garça de Deus, o próximo que elegeremos no dia 2 de outubro. Eu acredito num novo momento, na reação do povo para eleger um governador e deputados comprometidos com a mudança. Estaremos juntos trabalhando para um Maranhão justo, igualitário, próspero e com muitas oportunidades para todos”.
Lula derrete em pesquisa e cai cerca de 25% em poucas semanas

Entre 16 e 18 de janeiro o Poder Data realizou uma pesquisa que apontava o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva com 54% das intenções de voto. Em seguida aparecia o presidente Jair Bolsonaro com 32%. Nesta quarta (2) o instituto divulgou nova pesquisa em que mostra o ex-presidente com 40%. A queda de 14% indica um derretimento geral de 25% nas intenções de voto. Enquanto o petista vê sua intenção de voto despencar, Bolsonaro segue estável com 32%. A pesquisa que mostra Lula com 54% pode ser acessa AQUI. E a mais recente em que o petista tem 40% está AQUI. As três pesquisas realizadas refletem uma queda acentuada de Lula e podem identificar que o fim da pandemia pode beneficiar Bolsonaro. Além disso, a queda pode justificar a tese que alguns analistas defendem tempos atrás. Segundo ela, assim que o eleitor for instado a comparar os dois, a tendência é que a disputa seja mais acirrada do que a diferença alcançada por Lula. A queda real da diferença (22 para 8) representa um tombo de 63%. As declarações recentes de censura das redes sociais e apoio a regimes totalitários também podem ter tido efeito negativo na avaliação da candidatura de Lula. O resultado obtido pelo PoderData também está sendo verificado em outros institutos e corrobora a tese. Há semanas petistas e entusiastas da candidatura do petista começam a mostrar preocupação com os resultados.