Análise do 1º debate dos candidatos a prefeito de São Luís

Em um debate marcado pelo baixo desempenho dos líderes nas pesquisas, o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) surpreendeu e conseguiu ser o destaque. Algumas tradições dos debates a prefeito de São Luís foram mantidas, como erros patéticos do mediador e o tom ameno nos embates. Realizado pela Band, em parceria com a TV UFMA, o programa contou com todos os candidatos. Por 2h30 os participantes falaram em 4 blocos em que responderam sobre diversos temas. As regras foram as seguintes: 1º BLOCO: Apresentação dos candidatos (30 segundos); pergunta comum para todos os candidatos (1min e 30 segundos). 2º BLOCO: Perguntas entre os candidatos (sorteio – temas sorteados); 3º BLOCO: Perguntas entre os candidatos (sorteio – temas livres); 4º BLOCO: Considerações finais dos candidatos (2 minutos). Pois bem, Eduardo Braide (Podemos), Duarte Jr (Republicanos) e Neto Evangelista (DEM), que lideram todas as pesquisas de intenção de voto, tiveram participação apagada. As surpresas positivas ficaram a cargo de Yglésio Moyses (PROS) e Pastor Silvio Antonio (PRTB), os dois melhores. Carlos Madeira (Solidariedade) e Hertz Dias foram, indiscutivelmente, os piores. Abaixo uma análise breve de cada um dos candidatos. O desempenho dos participantes pode ser caracterizado como: muito bom, bom, mediano, ruim e desastroso. Eduardo Braide (Podemos): MEDIANO – Usou o tempo que dispôs para falar de sua atuação e de propostas para a cidade. Nada de novo ou que chamasse a atenção. Teve embates mornos. Apesar de não empolgar, não transpareceu estar “ensaiado” por marqueteiro. Líder nas pesquisas, não comprometeu em nada sua liderança. Duarte Jr (Republicanos): MEDIANO – Forçou muito sua passagem pelo PROCON. Apesar de sempre sorridente, aparentava certo nervosismo. Fez a opção por falar de si mesmo ao invés de apresentar propostas. Foi perseguido e perdeu o embate direto com Neto Evangelista. Neto Evangelista (DEM): MEDIANO – Teve participação muito semelhante a Eduardo Braide. Saiu-se bem quando atacado por Jeisael Marx e bateu muito forte em Duarte Jr. Apesar disso, também não empolgou. Rubens Pereira Jr (PCdoB): RUIM – Começou muito bem, mas perdeu-se no meio do caminho. O jeito “moleque” é forçado e não encaixa. Foi trucidado pelo Pastor Silvio Antônio quando perguntado sobre corrupção. Teve muita sorte do Pastor não saber onde bater na réplica. Bira do Pindaré (PSB): MEDIANO – Foi o primeiro a falar. Bem postado, sereno e muito bem na captação dos votos considerados mais à esquerda. Contudo, não trouxe nada de novo e nem teve embates que possibilitassem mais visibilidade. Deu muito azar ao cruzar com Hertz. Pastor Silvio Antônio (PRTB): BOM – Apagado até entrar em confronto com Rubens Jr. Trouxe o debate da corrupção e conseguiu desestabilizar completamente o comunista. Conseguiu apresentar-se como representante do bolsonarismo na eleição. Hertz Dias (PSTU): DESASTROSO – Sem dúvida alguma um dos mais despreparados candidatos que São Luís já teve. Tremeu no embate com Duarte Jr. Falou que São Luís exporta comodities e deixou clara a incapacidade de diferenciar uma mina e um porto. Conseguiu fazer todos sentirem saudades de Marcos Silva. #voltamarcossilva Franklin Douglas (PSOL): MEDIANO – O “candidato gente boa” do debate que esbarrou na repetição dos chavões do PSOL. Mentiu ao dizer que o auxílio emergencial foi criado pelo PSOL. Não soube aproveitar o embate com Bira para conquistar os votos na esquerda. Carlos Madeira (Solidariedade): DESASTROSO – A forma de expressar-se lembra políticos do interior. A forma de expressar-se compromete todo o suposto conteúdo que dizem ter o juiz aposentado. O mais caricato dos participantes do debate. Yglésio Moises (PROS): MUITO BOM – Vencedor do debate. Teve muita astúcia ao usar a posição de último a falar no primeiro bloco. Beirou o brilhantismo ao pontuar as falhas de cada um de todos os candidatos em seus discursos sobre saúde. Demonstrou concentração no que cada um dos candidatos falava. Se fosse boliche, poderíamos dizer que fez um “strike”. Apresentou números e fatos que embasavam suas críticas e propostas. Aparentava certo nervosismo, mas ele foi diluído. Venceu o debate no momento em que Jeisael Marx o convidou para assumir a secretaria de saúde. Depois disso, tudo o que aconteceu no debate foi secundário. Jeisael Marx (REDE): RUIM – Encarnou o papel de “menino mau” do debate. Tentou criar polêmicas, mas esbarrou em reações e respostas que o deixavam sem rumo. Em alguns momentos apelou para o vitimismo de “menino pobre” que Duarte Jr também usou. Participação esperada.
Globo quer apenas 4 candidatos no debate das eleições de SLZ

A Globo anunciou nesta segunda (21) que pretende reduzir o número de participantes nos debates no primeiro turno das eleições municipais. AS regras valem para todo o Brasil e atingiriam diretamente o pleito em São Luís. As repetidoras, caso da TV Mirante no Maranhão, cabe apenas acatar a determinação. Inicialmente a determinação é que apenas os quatro candidatos melhor colocados na pesquisa eleitoral (Ibope ou DataFolha) mais recente participem. A transmissão seria condicionada a acordo entre os partidos. Segundo a emissora, não é possível seguir o modelo tradicional em tempos de pandemia. Se o debate fosse feito nesta semana, por exemplo, os quatro candidatos da cidade de São Luís que participariam seriam Eduardo Braide (Podemos), Duarte Jr (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Bira do PIndaré (PSB), os quatro primeiros da pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Estado do Maranhão no segunda (21). Ficariam de fora Adriano Sarney (PV), Carlos Madeira (Solidariedade), Jaisael Marx (Rede), Rubens Pereira Jr (PCdoB), Franklin Douglas (PSOL), Dr Yglésio (PROS) e Pastor Silvio Antônio (PRTB). Nas capitais em que os partidos não aceitarem o novo formato, o debate em primeiro turno não será realizado pela líder de audiência. No segundo turno, como são apenas dois candidatos, o cronograma segue mantido. As entrevistas nos telejornais locais também não serão feitas. A realização de debates virtuais foi descartada por falta de controle nas regras. “Os candidatos precisam ser tratados de forma equânime e ter as mesmas condições, e o público precisa perceber isso. Um candidato pode injustamente ser acusado de estar com ponto eletrônico, de estar recebendo ajuda de assessores, por exemplo”, disse a emissora.
Braide reafirma que vai governar ouvindo as comunidades
O candidato a prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), reafirmou durante reunião do “Braide em Todo Canto” no Bairro São Francisco, que fará uma gestão participativa, ouvindo as comunidades e que desde o primeiro dia de governo irá trabalhar para que os serviços públicos municipais funcionem com qualidade. Braide esteve reunido com os moradores junto com a candidata a vice-prefeita, professora Esmênia. “O bom político não é aquele que sabe falar bem, mas sim aquele que sabe ouvir bem o que o seu eleitor deseja. Como deputado, sempre foi essa a minha direção, e não serei diferente como prefeito de São Luís”, ratificou Braide.
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