Taxa básica de juros subirá de 91% para 97% ao ano na Argentina

Argentina, 15 de maio de 2023 – A argentina vai implantar um novo pacote de medidas visando conter a inflação do país, valorizar o peso e diminuir a crise econômica que o país vem enfrentando. De acordo com os jornais Clarín e La Nación, a taxa básica de juros crescerá de 91% para 97% ao ano. Com as novas medidas do Ministério da Economia, a gestão federal espera amenizar as consequências da inflação e, a diante disso, atuará com novas tarifas de importação para recuperar a economia do país. As aççoes incluem maior intervenção no mercado de câmbio para valorizar o peso e tentar equilibrar as contas. Nos últimos 12 meses, a inflação no país vizinho registrou o maior índice em quase 32 anos, alcançando 109%. Como essa alta nos preços compromete diretamente o poder de compra da população, que tem dificuldade para adquirir produtos básicos, o presidente argentino, Alberto Fernández, tem sido criticado pela falta de soluções e ações efetivas para mudar o cenário de crise. Por conta disso, o esquerdista já anunciou que não disputará a reeleição neste ano.
Ex-ministro da Fazenda de Lula diz que Brasil corre alto risco na economia

Do posto de quem ajudou a articular durante muito tempo a economia nos primeiros mandatos de Lula, Henrique Meirelles teme pela economia do Brasil no atual governo. Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente de Banco Central (BC) de Lula, Meirelles afirmou em entrevista que Lula repete políticas econômicas que causaram a pior recessão de sua história. “O Lula começou a anunciar, logo depois da eleição, uma política na linha do que foi o governo da ex-presidente Dilma, que levou o Brasil a uma recessão muito grande. É um risco que corremos”, declarou Meirelles, em entrevista ao Metrópoles. Apesar das críticas e do temor pelo futuro da economia do país, Meirelles esteve entre os apoiadores do presidente Lula nas eleições de 2022. Assim como ele, o também ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, apoiou Lula nas eleições do ano passado e tem criticado as políticas econômicas do atual governo, especialmente em relação à política fiscal e ao controle da inflação. Em entrevista recente, Fraga afirmou que a política fiscal do governo Lula é insustentável a longo prazo e que o país precisa urgentemente reduzir seus gastos públicos para evitar uma crise econômica no futuro. Ele também criticou a política monetária do Banco Central, argumentando que a taxa de juros está muito baixa e que isso está alimentando a inflação. Para Fraga, a atual política econômica do governo Lula é um retrocesso em relação aos avanços alcançados nos anos 90 e representa um risco para a estabilidade econômica do país. Ele defende uma abordagem mais conservadora, baseada em políticas fiscais e monetárias responsáveis, para garantir um crescimento econômico sustentável a longo prazo. As críticas de Fraga não são isoladas e refletem as preocupações de muitos economistas e analistas de mercado em relação à economia brasileira. Como jornalista, é meu papel relatar essas críticas e estimular o debate público sobre as políticas econômicas do governo Lula, para que possamos encontrar soluções que garantam um futuro próspero para o país.
Brasil estuda socorro à Argentina em ano eleitoral

Os presidentes da Argentina e do Brasil se encontram na tarde desta terça (2), juntamente com suas equipes econômicas para viabilizar uma ajuda ao país argentino e evitar maxidesvalorização em ano eleitoral. O socorro brasileiro seria um paliativo algum fôlego ao país na economia que passa por uma crise histórica e que negociou com o FMI um pacote de resgate de US$ 44 bilhões. O Brasil estuda ajudar a Argentina, seja através de linhas de crédito para financiamento aos exportadores brasileiros, seja via BNDES ou bancos comerciais, ou até eventual uso do banco dos Brics. Na utilização do banco dos Brics, hoje presidida por Dilma Rousseff, o principal entrave é que o bloco não financia países que são de fora do grupo, formado por China, Rússia, Índia e África do Sul. Brasil e China. Entretanto, poderiam propor uma solução, alterando as regras, mas essa saída demandaria tempo. Mercadoria de que a Argentina não dispõe no momento. A principal dificuldade é a garantia que os importadores argentinos podem dar para as operações de compra. Por exemplo, os títulos argentinos não são considerados ativos seguros. E há ainda a questão do câmbio, haja vista que o peso vem perdendo valor, acelerou a crise e aumentou a inflação . Além disso, o país passou por uma seca extrema que impactou a produção agrícola e, consequentemente, suas exportações – e entrada de dólares.
Crescimento econômico dos EUA desacelera sob gestão Joe Biden
Segundo dados divulgados nesta quinta (27) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), o crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou drasticamente nos primeiros três meses de 2023. Economistas previam que o produto interno bruto do país cresceria a uma taxa anualizada de 2% no primeiro trimestre, entretanto, se no quarto trimestre de 2022 o PIB norte-americano subiu 2,6%, em 2023 cresceu a uma taxa anualizada de 1,1% no primeiro trimestre. Autoridades da economia estimam que o crescimento econômico se deteriore rapidamente. O Conference Board espera que o PIB dos EUA contraia 1,8% no segundo trimestre diante de temores de uma iminente recessão. A demanda do consumidor está finalmente esfriando após anos de inflação elevada e uma enxurrada de altas nas taxas de juros do Federal Reserve visando desacelerar a economia. Os bancos estão recuando nos empréstimos comerciais após a falência do Silicon Valley Bank, retardando o crescimento das empresas que dependem de financiamento.
Governo Lula anuncia salário-mínimo para 2024 sem aumento real

O governo brasileiro anunciou recentemente sua proposta de salário-mínimo para 2024, que não prevê aumento real em relação ao valor atual. A proposta, que agora precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional, prevê um valor de R$ 1.389 por mês, o que representa apenas a correção da inflação do período. Durante as eleições de 2022, Lula afirmou que seu programa de governo incluiria a valorização do salário-mínimo para que ele atinja 50% do salário médio nacional. Ele também defendeu a criação de um fundo de estabilização salarial para garantir a estabilidade dos salários a longo prazo. Além disso, Lula propôs a criação de um programa de renda básica universal para garantir um salário mínimo para todos. A proposta tem sido criticada por sindicatos, movimentos sociais e partidos de oposição, que argumentam que o salário-mínimo já está defasado em relação ao custo de vida e às necessidades básicas da população. Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 5.518,00 em julho deste ano. A proposta também reacendeu o debate sobre a necessidade de uma reforma tributária que permita uma distribuição mais justa da carga tributária e uma maior capacidade de investimento público. Muitos defendem que é necessário mudar o modelo atual, que sobrecarrega os mais pobres e beneficia os mais ricos, para garantir uma política econômica mais inclusiva e sustentável. Em resumo, a proposta de salário-mínimo sem aumento real para 2024 tem gerado polêmica e reacendido debates importantes sobre a distribuição de renda, a política econômica e a necessidade de reformas estruturais no Brasil. Resta aguardar as discussões e os desdobramentos na esfera política e econômica para saber qual será o desfecho dessa questão.
Anos após deixar o Maranhão, Makro anuncia saída do Brasil

Cerca de 3 anos após deixar o Maranhão, o grupo holandês Makro deve encerrar suas operações no Brasil. O grupo atuou no país por 50 anos de história e chegou a controlar dezenas de loja em todo o território nacional. O processo de encerramento definido com o repasse de 30 lojas para o Atacadão, por R$ 1,95 bilhão com a venda. Em 2020 a empresa já havia repassado sua unidade em São Luís ao Mineirão. O grupo contratou o Santander para vencer as últimas unidades. A rede Makro é administrada pelo grupo holandês SHV que desistiu de competir com outras redes atacadistas disponíveis no Brasil. Vale ressaltar que a matriz já deixou de atuar como varejista na Europa há mais de 20 anos e também está encerrando suas lojas na Ásia e na África.
Haddad reconhece que economia vai mal desde governo Dilma

Nesta terça (4), quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tratava sobre o Programa Desenrola, reajuste do salário mínimo, multinacionais, o ministro também mencionou que a economia brasileira “cresceu muito abaixo do PIB potencial” nos últimos 10 anos. “O cenário internacional vai concorrer para que o Brasil seja destinatário de investimentos estrangeiros”, declarou durante evento do Bradesco BBI. “[…] A economia brasileira cresceu muito abaixo do PIB potencial nos últimos 10 anos. […] Nós estamos aí desde 2013 sofrendo um descompasso”, acrescentou. Haddad também disse que Roberto Campos Neto identificou distorções no sistema tributário brasileiro que somam R$ 300 bilhões, cuja subvenção para o custeio de empresas estaria entre esses entraves, segundo o ministro. “Ontem eu conversava com Roberto Campos Neto (presidente do Banco Central) aqui na minha sala. Ele dizia que as distorções que identificou com sua equipe somam R$ 300 bilhões […] Não estamos falando de criar tributo, de aumentar alíquota. Estamos falando de fazer correção que pode ser feita por projeto de lei ordinária”, declarou O titular da equipe econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que isso “está trazendo efeitos muito ruins para a economia brasileira. Só para vocês terem ideia, uma medida representa 50% do maior programa de transferência do mundo, que é o Bolsa Família”. Mais informações em Poder 360.
Preço do miojo dispara com Lula e registra alta de 25%

O macarrão instantâneo popularmente chamado de miojo também foi afetado pelo forte aumento de preços que atingiu a economia brasileira desde a posse do novo governo. O aumento no preço do alimento está ligado diretamente às altas cotações do dólar e condições climáticas. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o miojo teve alta acumulada em quase 25% nos últimos meses. O volume específico do miojo é cinco vezes maior que o patamar geral do índice, que encerrou o segundo mês do ano em 5,6%, dando continuidade às quedas registradas nos últimos meses. A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI) afirma que produtos como o macarrão instantâneo ficam sujeitos às variações da cotação do dólar, uma vez que a produção de trigo no país é insuficiente para atender à demanda.