Brasil tem 6ª maior inflação e 4ª maior taxa de juros do G20

BRASIL, 18 de novembro de 2024 – Com inflação de 4,8% nos últimos 12 meses até outubro de 2024, o Brasil registrou a 6ª maior taxa entre os países do G20, segundo levantamento da Austin Rating solicitado pelo Poder360. Dados divulgados pelo IBGE em 8 de novembro mostram que a inflação brasileira está acima da meta governamental, fixada entre 1,5% e 4,5%. Pela nova regra fiscal de 2024, a permanência desse patamar por mais de seis meses configura descumprimento da política econômica. No ranking, Argentina lidera com 193% de inflação, seguida por Turquia (48,5%), Rússia (8,5%), Índia (6,1%) e México (4,8%). Já os Estados Unidos registraram 2,6% no mesmo período. No acumulado de janeiro a outubro de 2024, o Brasil ocupa a 5ª posição entre os membros do G20. Mesmo com uma redução ao longo do ano, a taxa Selic subiu de 10,75% para 11,25%, colocando o Brasil com a 4ª maior taxa nominal de juros entre os países do G20. Turquia lidera com 50%, seguida por Argentina (35%) e Rússia (21%). A inflação elevada e os juros altos destacam os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil, exigindo do Banco Central esforços contínuos para alcançar estabilidade de preços e aliviar os impactos sobre os consumidores.
Dólar turismo é chega a R$ 6,47 em casas de câmbio no Brasil

BRASIL, 13 de novembro de 2024 – O dólar turismo alcançou R$ 6,47 no cartão e R$ 6,20 em espécie nas casas de câmbio na segunda-feira (11). O euro, por sua vez, foi encontrado a R$ 6,87 no cartão e R$ 6,61 em espécie. Esses valores incluem o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A alta do dólar turismo segue a valorização do dólar comercial, que encerrou o dia cotado a R$ 5,769, registrando uma variação de 0,56%. Especialistas apontam que essa valorização é influenciada por incertezas fiscais, como o corte de gastos do governo, e pela recente vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. COTAÇÕES DIFERENTES EM CASAS DE CÂMBIO Na Travelex Confidence, no Rio de Janeiro, o dólar turismo foi vendido a R$ 6,10 em espécie e a R$ 6,20 no cartão. O euro foi cotado a R$ 6,50 em espécie e R$ 6,61 no cartão pré-pago. Na zona Oeste do Rio, a DayCâmbio ofereceu o dólar a R$ 6,07 para compras em espécie e R$ 6,26 no cartão pré-pago. O euro foi negociado a R$ 6,48 em espécie e R$ 6,69 no cartão. As cotações incluem o IOF de 1,1% para compras em espécie e 4,38% para transações no cartão.
Milionários brasileiros guardam R$ 58 bilhões na poupança

BRASIL, 24 de setembro de 2024 – O Brasil possui 245,5 milhões de contas de poupança, segundo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O total acumulado nessas contas chega a R$ 966 bilhões. Dentre elas, 26,5 mil têm mais de R$ 1 milhão investido, somando R$ 58 bilhões. Embora representem apenas 0,01% das contas, esses milionários concentram 6% do valor investido na poupança. A poupança é vista como um investimento seguro, mas sua baixa rentabilidade pode resultar em perda de poder aquisitivo, especialmente em tempos de inflação alta. O rendimento da poupança muitas vezes não acompanha a inflação, o que gera desvalorização dos valores aplicados.
Inflação tem nova alta na projeção pela 9ª semana consecutiva

BRASIL, 16 de setembro de 2024 – Os analistas de mercado elevaram novamente a projeção da inflação para 2024, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 4,35%, contra os 4,3% previstos na semana anterior. Para 2025, a inflação projetada subiu para 3,95%, ante 3,92% na semana anterior. A tendência de alta se mantém também para 2026, com projeção de 3,61%, ligeiramente acima dos 3,6% estimados na semana anterior. A expectativa dos analistas também aponta para uma elevação da taxa básica de juros (Selic) em 2025, com previsão de 10,5%, acima dos 10,25% da semana anterior. Para 2024, a taxa permanece estimada em 11,25%. Além disso, o mercado prevê alta do dólar. A moeda norte-americana deve encerrar 2024 cotada a R$ 5,40, enquanto na semana anterior a previsão era de R$ 5,35.
Governo registra déficit primário de R$ 9 bilhões em julho

BRASIL, 06 de setembro de 2024 – O Governo Central apresentou um déficit primário de R$ 9,283 bilhões em julho, o oitavo maior para o mês desde 1997, segundo dados do Tesouro Nacional. Nos últimos 12 meses até julho, o déficit acumulado atingiu R$ 233,3 bilhões, representando 2,04% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado envolve o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, excluindo a dívida pública. Enquanto o Tesouro registrou um superávit de R$ 13,5 bilhões, a Previdência Social e o Banco Central apresentaram déficits de R$ 22,456 bilhões e R$ 327 milhões, respectivamente. Em julho de 2023, o déficit foi de R$ 35,921 bilhões, e o acumulado daquele ano alcançou R$ 230,535 bilhões, equivalente a 2,12% do PIB. Até julho de 2024, o déficit acumulado do governo central é de R$ 77,858 bilhões, com um superávit de R$ 143,416 bilhões do Tesouro Nacional e déficits de R$ 220,678 bilhões da Previdência e R$ 596 milhões do Banco Central. A meta fiscal para o ano é de déficit zero, com uma margem de tolerância de até 0,25% do PIB, ou R$ 28,8 bilhões. As projeções dos ministérios da Fazenda e do Planejamento indicam um déficit de R$ 28,8 bilhões para o fechamento de 2024, considerando os ajustes orçamentários previstos em julho.
A política da inveja

Socialistas e outros esquerdistas apoiam a tributação da renda e da riqueza dos ricos. Eles dizem que querem promover a “igualdade” e a “justiça social”, mas na verdade são motivados pela inveja. Eles querem o que os outros têm. Eles não suportam a ideia de outras pessoas terem mais dinheiro do que eles. Aqui está o que Rob Larson, professor de economia do Tacoma Community College, diz sobre certos apartamentos muito caros: “Além do retorno das mansões na cidade para os ricos e seus carros, Nova York e Londres também viram o crescimento de ‘portas para pobres’. Estas são entradas para novos edifícios de luxo, erguidos com a exigência da cidade de incluir algumas unidades habitacionais acessíveis para trabalhadores regulares, além de unidades de ‘taxa de mercado’ que são vendidas por sete dígitos ou mais. O The Guardian descreve um empreendimento de luxo em Londres, onde a porta principal se abre para revestimentos de mármore de luxo e portas macias, e uma placa na parede informa os moradores que o concierge está disponível. Na parte de trás, a entrada para as casas acessíveis é um corredor creme, decorado apenas com caixas de correio cinza e um cartaz avisando os inquilinos de que eles estão sendo filmados e serão processados se causarem algum dano.” Para mim, esta é uma passagem incrível. No exemplo de Larson, algumas “pessoas que trabalham regularmente” estão alojadas em alguns dos apartamentos mais luxuosos do mundo. Mas Larson ainda se opõe porque essas pessoas não conseguem usar as entradas mais sofisticadas feitas para os super-ricos que pagam taxas de mercado. Ao ler Larson, você pode sentir seu ódio doentio pelos ricos: ele gostaria de ofende-los, só porque eles são capazes de pagar coisas que outros não podem pagar. Ele não oferece nenhuma evidência de que os trabalhadores dos apartamentos estejam insatisfeitos. Se eu tivesse que adivinhar, imagino que eles estejam felizes por estarem recebendo o lucro inesperado que resulta da interferência do governo no livre mercado em seu nome; mas se estou certo no presente contexto não importa. O objetivo é simplesmente expor a emoção de Larson pelo que ela é. Como analogia, considere alguém que se ressente de viagens aéreas de primeira classe, não porque ache a classe econômica desconfortável, mas apenas porque outros viajam em melhores condições do que ele. E o argumento de que a inveja e o ódio estão envolvidos no exemplo de Larson é mais forte do que no caso das viagens aéreas. Exceto pela entrada, os trabalhadores estão recebendo o bem de luxo – mas isso não é suficiente para Larson.
São Luís aumenta superavit pós-pandemia

BRASIL, 19 de agosto de 2024 – As contas públicas de 15 capitais brasileiras deterioraram em 2023 em comparação a 2019, o último ano antes da pandemia e das eleições de 2020. Em oito dessas cidades, superavits se transformaram em deficits. São Paulo teve a maior reversão, acumulando um deficit de R$ 7,97 bilhões no final de 2022. O Rio de Janeiro, que havia registrado um superavit de R$ 1,3 bilhão em 2019, apresentou um saldo negativo de R$ 2,5 bilhões quatro anos depois.
The Economist: Governo Lula leva Brasil ao caminho do declínio

BRASIL, 22 de julho de 2024 – Um artigo da revista britânica The Economist, publicado na última quinta (18), aponta que o governo Lula leva Brasil ao caminho do declínio. De janeiro até a metade de junho de 2024, o real acumulou uma desvalorização de 17% em relação ao dólar, registrando o pior desempenho entre as principais moedas globais. Além disso, a bolsa de valores caiu 8%, apesar da recuperação em outros mercados emergentes. A publicação atribui esses resultados ao ceticismo dos investidores sobre o compromisso de Lula (PT) com políticas fiscais e monetárias responsáveis e ao seu retorno a uma abordagem de Estado grande. Em resposta, Lula e sua esposa, Janja, têm intensificado o apoio ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para reduzir o déficit fiscal. O mercado reagiu positivamente, com o real valorizando cerca de 5% e o Ibovespa também apresentando alta. No entanto, The Economist observa que a situação continua incerta. O governo Lula é criticado por altos níveis de gasto e por interferências em empresas estatais. Um exemplo é o próximo término do mandato de Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central, que, apesar de sua independência desde 2021, pode ter seis dos nove novos membros indicados por Lula. A preocupação imediata gira em torno das finanças públicas. Após dois anos de superávits primários, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Brasil registrou um déficit primário de 2% do PIB em 2023, prevendo uma redução para 0,7% este ano. The Economist aponta que a política fiscal frouxa requer uma política monetária restritiva para controlar a inflação, o que tem ampliado o déficit global para 9,4% do PIB, em comparação com 5,8% no período anterior. A dívida pública, que era de 60% do PIB em 2011, pode atingir 95% em 2029, segundo o FMI. O artigo também ressalta que o aumento dos gastos de Lula não é totalmente oriundo do governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). Os gastos deste ano subiram 13% em termos reais em relação ao ano passado. Lula também ampliou os benefícios sociais, aumentando o salário mínimo acima da inflação, o que elevou os gastos com segurança social em 10% anuais, e introduziu novas políticas industriais que devem custar R$ 1,3 bilhão até 2026. Para conter a dívida, Haddad estabeleceu um novo arcabouço fiscal, que limita o crescimento dos gastos do governo a 2,5% reais por ano e prometeu eliminar o déficit primário neste ano. No entanto, em abril, ele pediu ao Congresso que suavizasse as metas fiscais, gerando temores de que o governo não esteja comprometido com o equilíbrio das contas. A pressão sobre o Banco Central e a dificuldade em reduzir a Selic, atualmente em 10,5%, são fatores adicionais de preocupação. O Partido dos Trabalhadores (PT) moveu uma ação contra Campos Neto para impedir declarações políticas, complicando ainda mais a política monetária. Embora The Economist não preveja uma crise financeira imediata devido às reservas de US$ 360 bilhões do Banco Central, a revista adverte que o Brasil não pode se dar ao luxo de ser complacente. O envelhecimento da população, o aumento dos gastos com a Previdência, a estagnação da produtividade, a deficiência na educação e a infraestrutura deficiente são desafios que permanecem. O artigo conclui que, apesar das expectativas de que preços elevados de matérias-primas e subsídios possam reanimar a economia, há poucas evidências de que essa abordagem seja eficaz.