Brasil pode fechar contas externas no azul após 14 anos

Devido à ascensão das commodities no mercado internacional, neste ano o Brasil deve voltar a fechar as contas externas no azul após 14 anos no vermelho. O país é referência na exportação de milho, soja, minério e petróleo. De acordo com o Banco Central, a expectativa é de saldo positivo de US$ 2 bilhões neste ano, o que significa que 2021 pode ser o primeiro ano com superávit desde 2007. Vale ressaltar que o peso destes produtos nas exportações nacionais já vinham numa crescente. Em 2019, o Brasil embarcou um total de 53% nas exportações nacionais e, no ano seguinte, passou para 57%.
Uma economia que não respeita o sistema de preços não funcionará

A Argentina voltou a controlar os preços para tentar conter sua inflação – a mais alta em 18 meses. Não deveria ser uma surpresa, pois, de acordo com Luan Sperandio, 86% dos argentinos são favoráveis à medida, o que mostra como a mentalidade peronista está enraizada na psiquê dos portenhos. Obviamente, além de não funcionar, a medida terá consequências negativas à economia do país. O sistema de preços é algo extremamente importante para o bom funcionamento da economia e uma história envolvendo a rede americana The Cheesecake Factory mostra bem isso. Conhecida no Brasil por ser o local de trabalho da personagem Penny, do seriado The Big Bang Theory, a Cheesecake Factory possui 211 restaurantes, quase 50 mil empregados e fatura na casa dos bilhões de dólares. Em 2018, para comemorar seu quadragésimo aniversário, a empresa resolveu oferecer 40 mil pedaços de cheesecake de graça. Como diria Jorge Aragão, “aí foi que o barraco desabou”. Os restaurantes da rede ficaram abarrotados de pessoas que queriam o doce e em menos de 1 hora todos os pedaços foram distribuídos. Uma briga chegou a ocorrer, a polícia foi chamada e uma pessoa acabou presa por desordem pública. Simplesmente não havia cheesecakes suficientes para atender à demanda de todos – e este é o princípio básico da escassez. De acordo com a “Library of Economics and Liberty”, a escassez “refere-se ao problema econômico básico, a lacuna entre recursos limitados – isto é, escassos – e as necessidades, em tese, ilimitadas. Esta situação exige que as pessoas tomem decisões sobre como alocar recursos de forma eficiente, de modo a satisfazer as necessidades básicas e desejos adicionais da melhor maneira possível” (Tradução livre). Cheesecake é um recurso limitado e, pelo que observamos no parágrafo anterior, não havia limites para a necessidade por cheesecakes gratuitos. Para permitir que os recursos sejam alocados de uma maneira mais eficiente, a humanidade desenvolveu uma importante ferramenta: o sistema de preços. Thomas Sowell, em seu livro Economia Básica, escreveu: “o sistema de preços tem um papel crucial em determinar onde cada recurso será utilizado e como os produtos gerados serão transmitidos para milhões de pessoas.” (Tradução livre). É importante que as coisas tenham preços livres. Isto permite que recursos sejam alocados de maneira efetiva. Ao remover os preços de um recurso tão apreciado como os doces da Cheesecake Factory, o caos ocorreu. E a rede não está só. Em 2017, no Reino Unido, a polícia de Cúmbria teve que ser acionada para manter a ordem pública, porque a Domino’s Pizza resolveu dar 100 pizzas de graça para os primeiros clientes em uma inauguração. No Brasil, os cariocas estão acostumados a ver caos, brigas e falta de produtos no aniversário do Supermercados Guanabara. O papel do sistema de preços raramente é compreendido pelo público e muitas vezes é considerado sem importância pelos políticos. A história está repleta de exemplos de governantes que tentaram mexer no sistema de preços sem sucesso. O imperador Diocleciano tentou fixar o preço de itens básicos, como grãos, ovos e carne em Roma. No século XX, Richard Nixon tentou controlar o preço da gasolina. Uma economia que não respeita o sistema de preços não funcionará. Mário Henrique Simonsen certa vez brincou que os economistas heterodoxos criaram o Princípio da Contraindução de Bacon: “uma experiência que dá errado várias vezes deve ser repetida até que dê certo”. Mais uma vez a Argentina tenta controlar os preços. Mais uma vez dará errado. Fontes: https://www.infomoney.com.br/mercados/argentina-lanca-medidas-para-conter-precos-apos-maior-inflacao-em-18-meses/ http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/10/video-mostra-briga-em-promocao-de-supermercado-no-rio.html
Jair Bolsonaro reclama de aumento de 39% no gás

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou indignação com o recente aumento do preço do gás. “É inadmissível se anunciar agora […] o reajuste de 39% no gás”, disse. A declaração foi data quarta-feira (7) durante a posse do novo diretor-geral brasileiro da usina Itaipu Binacional, o general da reserva João Francisco Ferreira. Bolsonaro voltou a defender a tese de que a Petrobras deve ter preços previsíveis. Segundo ele, isso denota transparência na gestão. As justificativas para o aumento também foram questionadas. “É inadmissível, que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil num período de 3 meses? Não vou interferir, a imprensa vai dizer o contrário, mas podemos mudar essa política de preço lá.”
Ford preferiu ter prejuízo de R$ 20 bilhões a continuar o Brasil

Após fechar várias unidades pelo mundo nos últimos anos e de um prejuízo de 40% com a diminuição das vendas entre 2019 e 2020, a Ford anunciou o fechamento de suas fábricas no Brasil. O programa de reestruturação da empresa fora anunciado anos atrás e, desde então, já resultou na demissão de milhares de funcionários pelo mundo inteiro e em um prejuízo que ultrapassa R$ 50 bilhões. Devido ao sistema tributário e trabalhista brasileiro, quase metade do prejuízo global da empresa acontecerá no Brasil. O impacto negativo nas contas da empresa no país será de aproximadamente R$ 20 bilhões em despesas. Desse total, R$ 13 bilhões são relacionados a compensações, rescisões trabalhistas, acordos e outros pagamentos. Outros R$ 7 bilhões decorrem a impacto contábil. A empresa afirmou que o impacto da pandemia de coronavírus aumentou sua ociosidade industrial em níveis considerados inaceitáveis, o que motivou a decisão para reduzir perdas. SUPRESA? Em janeiro de 2019, o presidente-executivo da Ford, Jim Hackett, afirmou que 2018 tinha sido “medíocre” e continuou que era “hora de enterrar o ano em um túmulo profundo, chorar o que poderia ter sido e se tornar super focado em atingir e exceder o plano deste ano”. Naquele mesmo ano a companhia anunciou o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O encerramento das operações proporcionou um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões com indenizações e contabilização de baixas de ativos. No anúncio desta semana, a empresa anunciou que “desde a crise econômica em 2013, a Ford América do Sul acumulou perdas significativas” e que a matriz, nos Estados Unidos, estava sustentando a sucursal, “o que não é mais sustentável”, disse o comunicado. EMPREGOS A Ford informou que o fim das atividades irá implicar no desligamento de cerca de 5 mil empregados. Esses empregados irão receber indenizações que podem variar de R$ 28 a R$ 150 mil. Dependendo do cargo e tempo de trabalho. Apesar de não ser noticiado, mesmo com a continuidade das operações no Uruguai e Argentina, parte dos trabalhadores nestes países também devem ser demitidos.
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Extrena
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