Mensagens de Moraes contrastam com condenação de Débora

BRASÍLIA, 06 de março de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mencionou a ausência de mensagens no celular de Débora Rodrigues dos Santos ao votar por sua condenação pelos atos de 8 de janeiro. No julgamento, Moraes afirmou que a falta de conversas poderia indicar tentativa de ocultação de provas durante o período investigado pelas autoridades. Débora foi acusada de pintar com batom uma estátua durante as manifestações registradas em Brasília. Segundo o ministro, a inexistência de diálogos no aparelho da investigada naquele intervalo demonstraria desrespeito ao Poder Judiciário e à ordem pública. Moraes baseou parte do voto em relatório da Polícia Federal que examinou o celular da acusada. O documento registrou que não foram localizadas conversas relevantes no WhatsApp relacionadas ao objeto das investigações, especialmente no período entre dezembro de 2022 e a primeira quinzena de fevereiro de 2023. Entretanto, o próprio relatório da Polícia Federal não afirmou que houve exclusão comprovada de mensagens. O texto apenas indicou que a ausência de registros poderia representar um possível indício de apagamento de dados referentes às manifestações investigadas. Além disso, a análise técnica destacou que a hipótese não era conclusiva. O relatório afirmou que a inexistência de conversas poderia indicar que Débora Rodrigues dos Santos teria apagado conteúdos do aparelho relacionados ao período das manifestações.
Supremo Tribunal Federal condena Débora “do batom”

SÃO PAULO, 25 de abril de 2025 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta sexta (25), para condenar Débora Rodrigues dos Santos, acusada de pichar a estátua “A Justiça”, localizada em frente ao prédio da Corte. O julgamento gira em torno da frase “Perdeu, mané”, escrita durante os atos de 8 de janeiro. Embora o conteúdo da pichação já tenha sido apagado, o impacto simbólico parece permanecer em mármore. A condenação de Débora já é considerada certa. A dúvida agora é apenas o quão longa deve ser sua estadia longe da liberdade. A pena pode variar entre 1 ano e 14 anos de prisão, a depender do ministro. O relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Flávio Dino defenderam pena de 14 anos. Já Luiz Fux propôs 1 ano e 6 meses, enquanto Cristiano Zanin sugeriu 11 anos.