Ditador da Nicarágua fecha outra fundação católica e confisca bens

EL SALVADOR, 05 de junho de 2023 – A ditadura de Daniel Ortega na Nicarágua fechou mais uma fundação católica e confiscou seus bens. A Fraternidade Pobres de Jesus cristo, administrada por quatro freiras brasileiras, teve suas atividades encerradas e seus bens transferidos para o Estado. O fechamento da organização ocorreu devido à falta de renovação de diretoria e relatórios financeiros desde 2021. Esses argumentos são semelhantes aos utilizados para o fechamento de mais de 3.300 ONGs nos últimos anos pelo governo de Ortega. Além de dissolver a fundação, o Ministério do Interior ordenou a confiscação de seus bens, que serão transferidos para o Estado da Nicarágua. As quatro freiras brasileiras que administravam a sede da fundação em León deixaram o país e foram para El Salvador continuar seu trabalho religioso. Essa ação ocorre em meio a tensões crescentes entre o governo sandinista e a Igreja Católica, cujo bispo Monsenhor Rolando Álvarez foi condenado a uma longa pena de prisão. O governo também está investigando a Igreja Católica por suposta participação em uma rede de lavagem de dinheiro. Contas bancárias de paróquias e dioceses foram canceladas em diferentes partes do país. Desde 2018, muitas freiras e padres têm deixado a Nicarágua, resultando no fechamento de milhares de associações sem fins lucrativos, perdas de projetos, empregos e vulnerabilidade para milhões de nicaraguenses que perderam ajuda para sua subsistência básica.
PT comemora eleição fraudada de ditador na Nicarágua

O PT emitiu nota oficial saudando a vitória do ditador Daniel Ortega nas eleições da Nicarágua. Escrita e assinado pelo Secretário de Relações Internacionais do PT, Romenio Pereira, a nota informa que o resultado da reeleição do ditador que mandou cassar e prender adversários confirma o “apoio da população a um projeto político que tem como principal objetivo a construção de um país socialmente justo e igualitário”. As eleições na Nicarágua foram realizadas com a reeleição do ditador que obteve 75% dos votos em chapa composta ao lado da esposa, Rosario Murillo. O pleito ocorreu após prisões de opositores e possíveis adversários políticos na disputa presidencial. As prisões de, pelo menos, sete opositores ocorreram nos últimos seis meses. Eles foram acusados de lavagem de dinheiro e traição a pátria. Dentre eles está a principal opositora Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Chamorro, que venceu Ortega em 1990. Nas eleições deste ano Ortega concorreu com aliados de seu regime e, por tanto, não teve adversários reais.