Conselho de Ética aprova afastamento de Janones por 3 meses

Janones Deputado

MARANHÃO, 15 de julho de 2025 – O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça (15), a suspensão do mandato do deputado André Janones (Avante-MG) por três meses. A penalidade foi aprovada por 16 votos a 3. A decisão ainda será submetida ao Plenário da Casa, que tem competência final sobre a aplicação da sanção. A representação contra Janones foi motivada por sua conduta durante sessão ocorrida no último dia 9, quando, segundo a denúncia, ele teria proferido ofensas verbais contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). O documento acusa o parlamentar de usar palavras de baixo calão e provocativas, além de pedir suspensão cautelar de seis meses. O relator do caso, deputado Fausto Santos Jr. (União-AM), considerou que as falas de Janones resultaram em tumulto generalizado no Plenário. A confusão levou à suspensão da sessão e exigiu a intervenção da Polícia Legislativa. Para o relator, o comportamento do deputado agravou a situação. Em sua fala, Fausto destacou o uso de termos homofóbicos como agravante. Segundo ele, utilizar essas expressões para atacar adversários políticos representa uma conduta discriminatória. O relator afirmou que esse tipo de linguagem perpetua estigmas e contribui para a marginalização de grupos no ambiente institucional. JANONES NEGOU RESPONSABILIDADE E ALEGOU AGRESSÃO Durante a reunião do Conselho, Janones apresentou sua versão dos fatos. Ele afirmou estar no Plenário para gravar vídeos sobre taxações impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O parlamentar disse que sua fala não interferiu em nenhuma manifestação na tribuna. Janones também afirmou ter sido vítima de agressões físicas. Segundo ele, sofreu chutes intensos nas pernas e chegou a ser tocado na região genital. O deputado declarou que há registros em vídeo das supostas agressões.

Arquivada investigação sobre escritório de Janja no Planalto

Janja escritório

BRASÍLIA, 31 de janeiro de 2024 – O Conselho de Ética Pública da Presidência da República (CEP) arquivou uma investigação relacionada ao escritório da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, no Palácio do Planalto, onde o presidente Lula despacha. A decisão, relatada pela conselheira Kenarik Boujikian, foi publicada na última terça (23). A investigação avaliava um possível “desvio ético” do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e da secretária-executiva do órgão, Miriam Belchior. O CEP justificou o arquivamento com base na “ausência de materialidade” e na falta de indícios de “infração ética”. A ocupação da sala no Palácio do Planalto por Janja começou em janeiro de 2023, coincidindo com o retorno de Lula à Presidência. Além disso, Janja reivindica um gabinete oficial nos moldes das primeiras-damas norte-americanas. Em entrevista ao jornal O Globo em novembro do ano passado, ela argumentou que as primeiras-damas dos EUA têm “agenda e protagonismo” e questionou por que isso seria questionado no Brasil. “Por que se questiona no Brasil? […] Vou continuar fazendo o que acho correto. Sei os limites. Quero saber das discussões, me informar, não quero ouvir de terceiros.” A primeira-dama brasileira também esclareceu que suas conversas com o presidente ocorrem no ambiente privado e não influenciam diretamente nas decisões do governo. “Minhas conversas com o presidente são dentro de casa, no nosso dia a dia, no fim de semana, quando a gente toma cerveja. Quando estou incomodada, vou lá e questiono. Não é porque sou mulher do presidente que vou falar só de marca de batom.”

Conselho de Ética aprova cassação de Arthur do Val

Copia de Imagem Principal BRANCA

Por unanimidade, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou, nesta terça (12), o voto do relator Delegado Olim (PP), que pediu a cassação do deputado estadual Arthur do Val (União Brasil), conhecido como ‘Mamãe Falei’. Votaram a favor da cassação: Maria Lúcia Amary, Barros Munhoz, Enio Tatto (PT), Adalberto Freitas (PSDB), Wellington Moura (Republicanos), Delegado Olim, Erica Malunguinho (PSOL), Campos Machado (Avante), Marina Helou e Estevam Galvão (União). A decisão agora segue para plenário. A sessão foi marcada por confusão do lado de fora da Assembleia e briga entre deputados. Mulheres ucranianas aguardavam do lado de fora da Alesp junto com apoiadores do deputado, em sua maioria homens. O pedido de cassação foi feito após a divulgação de mensagens do parlamentar consideradas sexistas sobre as refugiadas ucranianas.

Câmara do Rio autoriza cassação do vereador Doutor Jairinho

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Conselho de Ética da Câmara do Rio autorizou por unanimidade, nesta segunda-feira (28), o relatório que solicita a cassação do vereador Doutor Jairinho. O parlamentar e sua namorada são acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, e está preso. O relatório de cassação será apreciado nesta semana e serão necessários 34 votos dentre os 51 vereadores que integram a Casa Legislativa. O relator do processo solicitou a cassação por quebra de decoro parlamentar. “Nenhum vereador gostaria de estar aqui, julgando um caso tão triste, a morte de uma criança. O relatório foi embasado no inquérito policial, nos depoimentos das testemunhas e nas provas técnicas. Procuramos fazer um trabalho imparcial, com base nos fatos”, disse Luiz Ramos Filho (PMN). Doutor Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, estão presos desde abril desde ano e são acusados de coação de testemunhas, fraude processual, homicídio triplamente qualificado e tortura de incapaz.

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