Dólar sobe para R$ 5,77 e mercado espera ajuste fiscal

BRASIL, 30 de outubro de 2024 – O dólar subiu frente ao real nesta quarta (30), alcançando R$ 5,77, em um movimento inicial de alta seguido de perda de força. Às 12h30, o dólar registrava alta de 0,21%, sendo cotado a R$ 5,77, enquanto o Ibovespa avançava 0,08%, atingindo 130,8 mil pontos. A cautela predominava no mercado, à espera do pacote fiscal prometido pelo governo para controle de gastos. Haddad afirmou que houve acordo com a Casa Civil para implementar medidas que garantam o cumprimento do arcabouço fiscal, mas não deu prazo para o anúncio, o que manteve o mercado em alerta. O dólar alcançou a máxima de R$ 5,79, subindo 0,51% pela manhã, em resposta a dados econômicos fortes dos EUA. O relatório da ADP mostrou criação de 233 mil vagas no setor privado americano em outubro, superando as expectativas de 114 mil.
Inflação do real foi 7 vezes maior que do dólar em 30 anos

BRASIL, 14 de junho de 2024 – A inflação do real foi 7 vezes maior que do dólar desde o Plano Real, que entrou em vigor em julho de 1994, há quase 30 anos. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou uma variação de 710% no período, enquanto o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) teve taxa acumulada de 112% no período. O levantamento foi feito pelo economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a pedido do Poder360. Utilizou a base de dados da Ptax –a taxa média de câmbio oficial do Banco Central. Em 1994, US$ 1 era R$ 1. O mesmo US$ 1 de 1994 custa US$ 2,12 hoje ao corrigir o valor somente pela inflação dos Estados Unidos. Neste caso, se a inflação acumulada do Brasil fosse igual ou menor, seria possível esperar que a cotação fosse de mesmo valor (R$ 2,12). Continue lendo…
Banco Central projeta crescimento do PIB de 5% em 2021

O Mercado financeiro subiu de 4,85% para 5% a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2021. Com base em consultas a instituições financeiras, para 2023 e 2024 a projeção é de expansão do PIB em 2,50%. Para 2022, houve um recuo na estimativa, com um crescimento anual menor do que o esperado há uma semana, reduzindo de 2,2% para 2,1%. A estimativa do mercado financeiro para a inflação (IPCA) deste ano cresceu de 5,82% para 5,90%. Para o próximo ano, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo se manteve em 3,78%. Tanto para 2023 como para 2024, a projeção para o índice se mantém em 3,25%. A expectativa para 2021 supera o limite da meta do IPCA que deve ser perseguida pelo Banco Central. Fixado pelo Conselho Monetário Nacional, o centro da meta é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. O centro da meta de inflação para o próximo ano é 3,50% e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para 2022 e 2023. Para alcançar a meta de inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) implementa a taxa básica de juros (Selic), cuja previsão das instituições financeiras registrou alta, ultrapassando dos 6,25% esperados há uma semana para 6,50%. O mesmo índice é aguardado para 2022, 2023 e 2024. A projeção do mercado para o valor do dólar está menor do que divulgada na semana passada, passando de R$ 5,18 para R$ 5,10. A expectativa é estável quanto ao valor da moeda norte-americana para os próximos três anos, em R$ 5,20 para 2022; em R$ 5,10 para 2023 e em R$ 5 para 2024.