Falência ameaça 30 mil empresas em uma década no Brasil

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BRASIL, 20 de junho de 2025 –  Entre 2015 e 2025, o Brasil registrou 31.773 pedidos de recuperação judicial, segundo dados da Predictus, maior banco de dados judiciais do país. Os processos impactaram diretamente outras 33.945 empresas credoras, totalizando 65.718 organizações envolvidas em 48.205 ações judiciais. O levantamento, divulgado na quarta (18), traça um panorama das empresas em crise financeira e os efeitos de eventos como a pandemia de covid-19. O setor industrial liderou o número de casos, enquanto São Paulo concentrou 71% dos processos, a maioria na Região Sudeste. O ano de 2017 teve o maior volume de pedidos, possivelmente reflexo da crise econômica de 2014 a 2016.

Pedidos de refúgio no Brasil passam de 68 mil em 2024

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BRASIL, 16 de junho de 2025 – O Brasil registrou 68.159 pedidos de refúgio ao longo de 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número representa um aumento de 16,3% em comparação com 2023, conforme apontado pelo relatório Refúgio em Números 2025, elaborado pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). O levantamento mostra que a maioria dos pedidos partiu de cidadãos da Venezuela, com 27.150 solicitações. Em seguida, vieram os cubanos, com 22.288 registros, e os angolanos, com 3.421 pedidos. As solicitações partiram de pessoas de 130 nacionalidades diferentes ao longo do ano. CRESCIMENTO ENTRE CUBANOS O relatório destaca o expressivo crescimento no número de pedidos feitos por cubanos, com uma alta de 94,2% em relação ao ano anterior. Esse aumento chama atenção diante da estabilidade observada entre outras nacionalidades. Homens foram responsáveis por 59,1% do total de pedidos de refúgio registrados em 2024, enquanto mulheres representaram 40,9%. No recorte por nacionalidade, entre os venezuelanos, as mulheres somaram 43% e os homens 37,6% dos solicitantes. Todos os grupos etários tiveram predominância de solicitantes do sexo masculino. A faixa de 25 a 39 anos foi a que mais concentrou homens, com 63,2%. Já as mulheres dessa faixa etária somaram 36,7%. Entre elas, 24,3% tinham menos de 15 anos de idade. Em relação ao reconhecimento, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), vinculado ao Ministério da Justiça, reconheceu 13.632 pessoas como refugiadas em 2024, sendo a maioria originária da Venezuela. Também houve registros expressivos de afegãos, colombianos e sírios.

Cardiopatias congênitas atingem 10 a cada mil bebês no país

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BRASIL, 16 de junho de 2025 – Cerca de 10 em cada mil bebês nascidos no Brasil apresentam cardiopatias congênitas, má formações cardíacas que surgem durante a gestação. Dados do Ministério da Saúde indicam que, anualmente, 30 mil bebês são afetados, sendo que 40% precisam de intervenção cirúrgica ainda no primeiro ano. Essas condições representam a terceira maior causa de mortes neonatais no país. Isabela Rangel, diretora médica da Pró Criança Cardíaca, destaca que muitas mortes podem ser evitadas com diagnóstico rápido. O teste do coraçãozinho, um exame simples de oximetria realizado após o nascimento, identifica cardiopatias graves. A médica ressalta que a gravidade varia desde casos assintomáticos até situações críticas, que exigem tratamento imediato. Além disso, cuidadores devem observar sinais como coloração azulada na pele, sudorese excessiva e dificuldade respiratória.

Brasil ultrapassa 12 milhões de MEIs entre empresas ativas

MEI BRASIL

BRASIL, 15 de junho de 2025 – O Brasil atingiu a marca de 23.452.457 empresas em funcionamento, de acordo com dados atualizados da Receita Federal. Desse total, 12.713.060 empresas estão registradas na modalidade de Microempreendedor Individual (MEI), que corresponde a mais da metade do universo empresarial do país. Criada pela Lei Complementar 128/2008 e em vigor desde julho de 2009, a figura do MEI tornou-se a principal porta de entrada para empreendedores no Brasil. A distribuição regional também reforça essa predominância, com presença significativa em todas as regiões. A Região Sudeste lidera em números absolutos, com 11.805.746 empresas ativas, das quais 6.594.072 são MEIs. Na sequência, aparecem as regiões Sul (2.369.192 MEIs), Nordeste (2.071.798), Centro-Oeste (1.113.089) e Norte (564.899). Esses dados constam no Painel de Dados do Governo Federal, que detalha a atividade empresarial em todo o território nacional e reforça o crescimento da formalização via MEI em diferentes perfis econômicos e geográficos. MEIs DOMINAM NOVAS ABERTURAS EM 2025 Segundo o Painel de Abertura de Pequenas Empresas do Data Sebrae, foram registrados 1.792.342 novos MEIs no primeiro semestre de 2025. No mesmo período, o país contabilizou a abertura de 2.384.864 pequenos negócios — incluindo também Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). Em 2024, o número foi ainda maior: 3.144.185 MEIs formalizados em um universo de 4.323.199 novas pequenas empresas.

Favelas crescem 95% em 12 anos e atingem 16,4 milhões

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BRASIL, 12 de junho de 2025 – O número de favelas e comunidades urbanas no Brasil cresceu 95% nos últimos 12 anos. Segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 12.348 territórios populares do tipo. Em 2010, existiam 6.329. Atualmente, 16,4 milhões de pessoas vivem nessas áreas, o que equivale a 8,1% da população brasileira. Em 2010, 11,4 milhões de pessoas residiam em favelas, ou 6% da população do país naquele ano. Esse aumento, de acordo com o IBGE, pode estar ligado ao aprimoramento da coleta de dados na última década. As comunidades hoje estão distribuídas em 656 municípios, uma expansão que representa um aumento de 103% quando comparado a 2010, período em que 323 cidades tinham comunidades mapeadas.

Brasil produz adultos pobres de pais pobres

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BRASIL, 12 de junho de 2025 – Que o Brasil tem mobilidade social muito baixa é algo evidente até pela paisagem urbana que afronta o dia a dia de seus cidadãos. Fosse diferente, o país não teria dobrado em 12 anos o número de favelas em seu território, de 6,3 mil para 12,3 mil, segundo o Censo de 2022 —e o de cidades com essas aglomerações, de 323 para 656. No período, os favelados passaram de 11,4 milhões a 16,4 milhões, ou 8,1% da população. Um novo levantamento do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), com dados oficiais de renda de IBGE, Receita Federal e CadÚnico, entre outros, traz números mais precisos e inquietantes sobre as barreiras à ascensão social dos mais pobres. Considerando um período de 36 anos, suficiente para averiguar o que se passou entre uma geração e outra, o Atlas da Mobilidade Social aponta que a probabilidade de uma criança que faz parte da metade mais pobre dos brasileiros chegar ao estrato dos 10% mais ricos quando adulta é menor do que 2%. Dois terços delas muito provavelmente permanecerão entre os 50% mais pobres no futuro, e apenas 10,8% subirão ao patamar dos 25% mais ricos. O trabalho revela ainda que menos de 2% terminarão uma faculdade. Esse quadro lúgubre explica o fato de o Brasil ter uma profusão de programas assistenciais para os mais pobres, com o Bolsa Família à frente —este detém orçamento de R$ 158 bilhões e, lamentavelmente, não possui programa acoplado de inclusão produtiva. A pergunta que se impõe, no entanto, é: como se chegou a essa situação? Há duas respostas principais: educação e ambiente macroeconômico. É praticamente consensual entre especialistas que a educação é a mola para a ascensão social e aumento da renda futura. No Brasil, no entanto, as deficiências no ensino condenam a maioria dos alunos a entrar despreparados no mercado de trabalho. Há professores mal formados, sem cursos de gestão, e prefeituras que mudam a seu bel-prazer currículos até a quinta série fundamental. A oferta de empregos para os que saem da escola, por sua vez, depende da economia. Esta é marcada por altos e baixos devido a uma crônica crise fiscal. Sem estabilidade, até a educação perde seu potencial de levar estudantes a uma vida melhor. Entre 2012 e 2021, apesar do aumento de 27% nos anos de estudo dos jovens da metade mais pobre, a renda do trabalho deles caiu 26,2%, segundo a FGV Social. No período, um colapso orçamentário, na gestão de Dilma Rousseff (PT), derrubou o PIB em mais de 7% no biênio 2015-2016. É lastimável que o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se pretende comprometido com os mais pobres, não persiga solução duradoura para o equilíbrio das contas públicas. Afinal, por causa de gastos excessivos, que empurram juros para cima, os rentistas tão criticados pelo PT receberão neste ano R$ 1 trilhão do Estado. Por: Folha de S. Paulo.

1 em cada 4 brasileiros é evangélico, aponta Censo

Censo evangelicos

BRASIL, 06 de junho de 2025 – Os evangélicos representam 26,9% da população brasileira, segundo o Censo 2022 do IBGE, divulgado nesta sexta (4). O grupo religioso cresceu 5,3 pontos percentuais desde 2010, quando era 21,6%. Enquanto isso, os católicos caíram de 65% para 56,7% no mesmo período. Apesar do avanço, de acordo com o censo, o ritmo de crescimento dos evangélicos diminuiu. Entre 2000 e 2010, o aumento foi de 6,5 pontos percentuais, contra 5,3 pontos na última década. Os sem religião também cresceram, passando de 7,9% para 9,3%, incluindo ateus e agnósticos. As religiões como umbanda e candomblé subiram de 0,3% para 1%, reflexo de maior visibilidade e combate à intolerância. Já os espíritas recuaram de 2,1% para 1,8%. A queda dos católicos é histórica: eram 99,7% em 1872 e 74,1% em 2000. Em 2022, o Nordeste (63,9%) e o Sul (62,4%) concentravam as maiores proporções. O Piauí lidera (77,4%), enquanto Roraima tem o menor percentual (37,9%).

Brasil lidera ranking global de vazamento de dados online

Brasil dados

BRASIL, 05 de junho de 2025 – O Brasil ocupa a primeira posição no ranking mundial de vazamento de cookies na internet, segundo levantamento da NordStellar, braço de segurança digital da NordVPN. A pesquisa identificou 7 bilhões de arquivos associados a usuários brasileiros entre os 93,7 bilhões de cookies encontrados em fóruns clandestinos e canais do Telegram. Cookies são pequenos arquivos de texto que armazenam preferências, hábitos de navegação e credenciais. De acordo com o relatório, embora nem todos representem riscos diretos, muitos carregam informações sensíveis. A aceitação indiscriminada desses arquivos pode comprometer a privacidade e facilitar ataques cibernéticos. O estudo detalha diferentes tipos de cookies, como os próprios, de terceiros, supercookies e zumbis. Estes últimos, por exemplo, se regeneram automaticamente mesmo após a exclusão e são difíceis de remover. Supercookies, por sua vez, ficam ocultos em áreas pouco acessíveis do sistema, dificultando sua detecção.

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