Quase 900 mil famílias ganham mais de 1 salário em benefícios

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BRASIL, 13 de abril de 2026 – Ao final de 2025, ao menos 894,9 mil famílias brasileiras recebiam o equivalente a um salário mínimo ou mais por mês em benefícios sociais. Parte desse acúmulo ocorre dentro das regras vigentes, mas há indícios relevantes de irregularidades. Centenas de milhares de famílias teriam omitido vínculos familiares para obter mais de um benefício por residência. Ao todo, 259,8 mil núcleos familiares recebiam entre R$ 2 mil e R$ 2.785 mensais, enquanto outros 39,2 mil ultrapassavam R$ 2.786 — valor superior à renda de metade dos trabalhadores formais do país. Os dados são de um levantamento da empresa DataBrasil, obtidos a partir do cruzamento de bases públicas e divulgados pelo portal Poder360. A pesquisa considera o valor líquido do piso nacional no período, de R$ 1.404,15. A análise toma como base o salário mínimo líquido de 2025 para identificar famílias cuja renda proveniente de transferências supera ganhos do mercado de trabalho. Ainda assim, o universo pode ser maior, já que Estados e municípios não fornecem integralmente os dados de beneficiários. Também ficam de fora pessoas fora da idade ativa ou incapacitadas para o trabalho. O levantamento aponta dezenas de milhares de indícios de fraudes, alguns confirmados por meio do Portal da Transparência. Entre as irregularidades mais comuns estão cadastros duplicados, viabilizados por registros em diferentes cidades ou alterações em documentos como CPF e NIS.

Maranhão mantém Bolsa Família acima do emprego formal

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MARANHÃO, 04 de abril de 2026 – O Maranhão registrou, em fevereiro de 2026, mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. Os dados indicam que o estado integra um grupo de nove unidades da federação onde o programa social supera o emprego formal. Além do Maranhão, também apresentam esse cenário os estados do Pará, Piauí, Bahia, Paraíba, Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. Em comparação com fevereiro de 2025, três estados deixaram a lista: Sergipe, Pernambuco e Ceará. No Brasil, o total de pessoas com emprego formal chegou a 48,8 milhões, enquanto 18,8 milhões de famílias recebem o Bolsa Família. Dessa forma, os dados mostram a dimensão do programa social em relação ao mercado formal de trabalho no país. Em fevereiro de 2026, havia 38,6 beneficiários do Bolsa Família para cada 100 trabalhadores com carteira assinada. Esse índice permanece estável desde agosto de 2025, após uma redução registrada ao longo do mesmo ano. O nível de dependência do programa social atingiu seu ponto mais alto em janeiro de 2023. Naquele momento, o país contabilizou 49,6 beneficiários para cada 100 trabalhadores formais, marcando o maior patamar da série recente.

Beneficiário do Bolsa Família assume empresa de ônibus de SL

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SÃO LUÍS, 1º de abril de 2026 – Um beneficiário do Bolsa Família, identificado como Willame Alves dos Santos, de 26 anos, assumiu a administração de uma empresa de ônibus em São Luís (MA), no dia 29 de janeiro, ao tornar-se sócio da DAJP Participações, holding com capital de R$ 3 milhões. A DAJP Participações controla a Expresso Rei de França e a Expresso Grapiúna, empresas que operam na capital maranhense e integram o Consórcio Via SL. Ambas enfrentam recuperação judicial devido a dívidas que somam R$ 177 milhões. Documentos registrados na Junta Comercial do Maranhão indicam que Willame adquiriu 100% das cotas da holding. Até então, a empresa estava em nome de Deborah Piorski Ferreira, ligada ao empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira. Pedro Paulo, conhecido como PP, é apontado como sócio oculto do grupo. A mudança societária não teve manifestação pública da defesa das empresas nem do administrador judicial responsável pelo processo de recuperação. Além disso, as empresas anunciaram, em 27 de março, a paralisação temporária dos ônibus em São Luís. Segundo as companhias, a decisão ocorreu por falta de repasses financeiros da Prefeitura. MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS E INVESTIGAÇÕES Registros bancários indicam que valores recebidos do poder público foram transferidos para outras empresas. Entre os dados, consta o repasse de R$ 1,6 milhão à mineradora Goldcoltan em cerca de três meses. No total, as movimentações identificadas somam R$ 6,7 milhões em débitos. As informações apontam a utilização de estruturas empresariais distintas para movimentação de recursos vinculados ao grupo. Atualmente, Pedro Paulo ocupa o cargo de vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís. A entidade gerencia a arrecadação do sistema de transporte e distribui recursos às operadoras. Credores apontam que familiares de Pedro Paulo aparecem como sócios em diversas empresas. Deborah Piorski Ferreira figurava como responsável formal pelas companhias de transporte antes da alteração recente. Jessica Piorski, filha do empresário, consta como proprietária de empresas em diferentes setores, incluindo transporte, mineração, comércio e serviços financeiros, conforme registros empresariais disponíveis. Inclusive, Adriana Piorski integra o quadro societário de uma empresa de mineração. Já Simone Piorski, apontada como matriarca da família, aparece como sócia de mineradoras e de uma empresa de transporte.

Bolsa Família pagou R$ 1,5 bilhão a estrangeiros em 2024

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BRASIL, 04 de novembro de 2025 – O governo federal pagou R$ 1,5 bilhão do Bolsa Família em 2024 a pessoas nascidas fora do Brasil, segundo dados obtidos pelo Poder360 por meio da LAI (Lei de Acesso à Informação). Em 2025, o programa faz pagamentos a 188 mil pessoas que não nasceram no Brasil, mas vivem no país. Esses benefícios atingem 404.519 pessoas – número equivalente a 40% dos cerca de 1 milhão de estrangeiros vivendo no Brasil. O volume de estrangeiros do Censo foi divulgado em junho pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Refere-se à população brasileira em 2022. Não há dados mais recentes. Estrangeiros podem receber o benefício desde que estejam regularizados. Imigrantes ilegais não têm acesso. Em 2024, foram gastos R$ 168 bilhões no programa. O número de pessoas nascidas fora do Brasil atendidas cresceu 627% em 10 anos. Eram 59.980 beneficiados ante 404.519 em 2024. No mesmo período, o valor médio repassado subiu 1.103%, já descontada a inflação. Parte desse salto se deve à ampliação do programa durante a pandemia e à reformulação promovida no novo governo Lula (PT). Desde que o petista voltou ao Palácio do Planalto, em 2023, o gasto com Bolsa Família a nascidos em outros países aumentou 159%. Eram R$ 590 milhões, ajustados pela inflação. Em 2024 foram R$ 1,5 bilhão. O IBGE divulgou que, pela 1ª vez desde 1960, o Brasil teve alta no número de estrangeiros vivendo no país. Eram 600 mil em 2010. Passaram para 1 milhão em 2022 –último ano em que a contagem foi feita. São sobretudo venezuelanos. A diferença entre os números é próxima ao total de estrangeiros que recebem o benefício.

Quase metade dos brasileiros depende de programas sociais

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BRASIL, 17 de setembro de 2025 – Mais de 94 milhões de brasileiros, o equivalente a 44% da população, independente de algum tipo de programa social do Governo Federal. O número é revelado à população total do Egito, revelando a dimensão da política de assistência no país. Grande parte desses beneficiários está registrada no Cadastro Único (CadÚnico), sistema que garante acesso a mais de 40 programas sociais. Entre eles, o destaque é o Bolsa Família, que concentra 57% dos 94 milhões de dependentes. O custo da rede de proteção social é expressivo: chega a R$ 500 bilhões por ano, valor equivalente a meio trilhão de reais. Emprego formal e vulnerabilidade Apesar da dependência, os dados do governo apontam sinais de inclusão produtiva. Entre janeiro e julho, o país criou 1,49 milhão de empregos formais, sendo que 77% dessas vagas foram preenchidas por inscritos no CadÚnico. No entanto, especialistas avaliam que a forte presença de beneficiários entre os novos trabalhadores também reflete a fragilidade da renda e a dificuldade de romper o ciclo de vulnerabilidade econômica. Pobreza no Brasil  Em dois anos, o número de brasileiros em situação de pobreza no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) caiu 25%. Foram 26,1 milhões de domicílios nesta situação em maio de 2023 e 19,56 milhões em julho de 2025. Isso significa que 6,55 milhões de famílias aumentaram o patamar de renda acima de R$ 218 mensais por pessoa. Se considerarmos o número de indivíduos, isso significa que 14,17 milhões de pessoas passaram a viver com renda maior. Os dados foram revelados pelo Monitora MDS, ferramenta do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) que oferece informações, objetivos, metas e resultados alcançados das políticas públicas sociais. “A renda é um componente fundamental para que as pessoas tenham acesso aos alimentos e o resultado é que, combinando desenvolvimento econômico e social, tiramos o Brasil do Mapa da Fome e as pessoas saem da pobreza, seja pelo trabalho ou pelo empreendedorismo”, afirmou o ministro Wellington Dias (MDS). Estudo contínuo pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único (Sagicad) do MDS revelou ainda um aumento de renda no recorte superior à situação de pobreza. Para o secretário da Sagicad, Rafael Osório, isso reflete avanços dos programas sociais, a melhoria no mercado de trabalho e no processo de qualificação do CadÚnico, que incorporou automaticamente dados sobre renda formal dos trabalhadores. “Com a integração das informações com outras bases de dados, reduzimos a dependência da autodeclaração. Este avanço diminui o esforço das famílias, alivia a carga sobre os municípios na atualização cadastral e qualifica as informações usadas pelos programas sociais, o que contribui para focalizar as políticas públicas”, explicou Osório.

Bolsa Família ampliado afasta metade das famílias do emprego

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BRASIL, 20 de agosto de 2025 – Para cada duas famílias que recebem o Bolsa Família, uma sai da força de trabalho. A conclusão, de pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), comprova um efeito colateral da forte expansão do programa nos últimos anos: ele passou a desestimular a busca por emprego formal. O Bolsa Família se agigantou desde a pandemia: o valor médio mais que triplicado e o número de famílias atendidas tiveram forte aumento. Uma das consequências é a redução da oferta de mão de obra. Com mais dinheiro vindo do governo, parte dos beneficiários não está interessada em emprego com carteira assinada. Essa influência do Bolsa Família sobre a oferta de mão de obra ocorre em meio ao cenário de aquecimento do mercado de trabalho, ainda que as contratações estejam subindo em ritmo mais moderado. A taxa de desemprego em junho foi de 5,8%, a menor da série histórica, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse índice reflete a fração da força de trabalho que está em busca de ocupação. Ao mesmo tempo, a taxa de participação das maiores pessoas de 14 anos na força de trabalho ainda não voltou aos níveis anteriores à pandemia da Covid-19, em 2020. Em dezembro de 2019, 63,4% dos brasileiros em idade ativa trabalhavam ou procuravam emprego. Em junho de 2025, esse índice era de 62,4%. O Bolsa Família passou por uma transformação radical desde a pandemia. De um auxílio modesto, tornou-se um programa de R$ 170 bilhões anuais. Essa expansão trouxe benefícios sociais, mas também revelou um “custo oculto”: a redução da participação no mercado de trabalho, especialmente entre jovens homens das regiões Norte e Nordeste. O problema maior está no Nordeste. A taxa de participação, que era de 56% no último trimestre de 2019, ficou em 54,1% no primeiro trimestre deste ano. A única região que teve um avanço – e, mesmo assim, considerada marginal pelos economistas – foi o Sul, onde a participação no mercado de trabalho passou de 66,8% para 66,9% no mesmo período. DO AUXÍLIO MODESTO AO ORÇAMENTO DE R$ 170 BILHÕES A transformação do Bolsa Família começou em 2020, no governo de Jair Bolsonaro (PL), com a instituição do Auxílio Emergencial, que se consolidou no Auxílio Brasil. Os valores pagos por família saltaram de uma média de R$ 190 ao mês em 2019 para R$ 600. Em 2023, com a posse de Lula (PT), o nome original foi retomado. Houve uma redesenho nos benefícios, e o valor médio chegou aos atuais R$ 670 — um aumento de 253% em relação a 2019. O número de famílias atendidas passou de 14 milhões para 21 milhões desde 2017. E o orçamento disparou de R$ 35 bilhões para R$ 170 bilhões.

Maranhão tem mais de 500 mil a mais no Bolsa Família que CLT

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MARANHÃO, 18 de agosto de 2025 – O Maranhão mantém a primeira posição entre os estados com maior desproporção entre beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores formais. Dados de julho de 2025 revelam 521,6 mil famílias a mais no programa do que empregados com carteira assinada – proporção de 1,77 beneficiários para cada contrato CLT. Apesar da melhora frente a 2024 (1,87), o índice ainda supera a média nacional, com outros cinco estados nordestinos e quatro da região Norte em situação similar. Em agosto, o Maranhão receberá R$ 814,8 milhões em repasses do Bolsa Família, atendendo 1,17 milhão de famílias com valor médio de R$ 695,89. O calendário de pagamentos ocorre entre 18 e 29 de agosto, conforme o Número de Identificação Social (NIS). Complementarmente, 283,3 mil famílias receberão o Auxílio Gás de R$ 108, totalizando R$ 30,6 milhões em recursos federais.

Ex-servidor é condenado por fraude no Bolsa Família

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BARRA DO CORDA, 22 de julho de 2025 – Perseu Brasil Melo, ex-servidor da Prefeitura de Barra do Corda (MA), foi condenado pela Justiça Federal por fraudar o programa Bolsa Família. As investigações apontaram que ele se apropriou indevidamente do benefício de uma cidadã após alterar seu cadastro, inserindo 14 parentes fictícios para aumentar o valor recebido. O ex-servidor, que atuava no setor de cadastros, reteve o cartão da beneficiária sob a alegação de que entraria em contato após a atualização. No entanto, passou a sacar os valores, que chegaram a R$ 1.200 mensais. A vítima ficou sem acesso ao auxílio e enfrentou dificuldades financeiras durante o período.

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