Deputado solicita sorologia em vacinados com CoronaVac

O deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) protocolou na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (9), indicação pedindo ao Governo do Maranhão e à Prefeitura de São Luís realização de sorologia em pessoas vacinadas com a Coronavac em combate à Covid-19. “Diante do risco iminente de uma terceira onda de contaminação e o aumento da letalidade do vírus devido a novas cepas, protocolei indicação solicitando ao Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís, que seja realizada testagem em massa para detecção de anticorpos em todas aqueles que foram imunizadas com CoronaVac no Maranhão”, afirmou o parlamentar. Ao justificar a solicitação, o deputado destacou um estudo preliminar feito por pesquisadores brasileiros que indicam a pouca eficácia do imunizante, além do crescimento do número de casos de pessoas doentes já vacinadas no Estado. “A solicitação tem como fundamento a necessidade de garantir segurança para essas pessoas, tendo em vista o grande número de doentes mesmo já vacinados e a baixa eficácia do imunizante, principalmente em idosos, fato apontado por pesquisadores brasileiros em estudo preliminar. Queremos ter a certeza que essas pessoas estejam protegidas e, para isso, devem ser realizados testes de antígenos em todos que tomaram essa vacina”, declarou Wellington do Curso. O tema já havia sido levantado por Yglésio Moyses, deputado estadual, nesta terça-feita. O assunto, inclusive, foi rebatido pelo secretário de Estado de Saúde do Maranhão e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, quando pediu cautela para não assustar a população. Por conta disso, o deputado Wellington do Curso reforça testagem para detectar produção de antígenos para o novo coronavírus. “O momento atual é de redobrar os cuidados e aumentar o número de imunizadas e, por esse motivo, é necessário que os vacinados com CoronaVac tenham certeza que estão produzindo anticorpos”, disse o deputado estadual.
China admite baixa eficácia de sua vacina contra a Covid-19

O diretor do Centro Chinês de Controle de Doenças, Gao Fu, declarou, neste sábado (10), que as fórmulas chinesas não têm taxas de proteção muito altas. No dia seguinte (11), a autoridade máxima da Agência Chinesa de Controle de Doenças disse que o governo do Partido Comunista da China analisa possibilidade de misturar vários imunizantes devido a baixa eficâcia das vacinas chinesas contra o coronavírus. É a primeira vez que um cientista chinês discute de forma pública a baixa eficácia das vacinas, considerando a possibilidade de usar vacinas diferentes de linhas técnicas diferentes para o processo de imunização. Além de modificar a tecnologia utilizada e de combinar as fórmulas, a modificação do intervalo entre as inoculações e o acréscimo de uma terceira dose ao programa de vacinação são outras opções analisadas. Até o momento, a China ainda não aprovou o uso de nenhuma vacina estrangeira no país. Pesquisadores brasileiros concluíram que a eficácia da vacina Sinovac (empresa farmacêutica estatal da China) na prevenção de infecções sintomáticas foi de 50,4%, sendo considerada útil. Autoridades que deram entrevista coletiva neste domingo (11) não responderam às perguntas sobre prováveis mudanças nos planos oficiais sobre a vacina e comentários de Gao Fu.