Ceres Murad é eleita para a Academia Maranhense de Letras

MARANHÃO, 06 de dezembro de 2024 – A Academia Maranhense de Letras (AML) elegeu nesta quinta (5) a escritora e pedagoga Maria Ceres Rodrigues Murad para a Cadeira 4, anteriormente ocupada pelo escritor Joaquim Itapary. A eleição ocorreu em primeiro escrutínio, e Murad recebeu 25 dos 38 votos válidos. TRAJETÓRIA E CONTRIBUIÇÕES Ceres Murad é doutora em Psicologia da Educação pela PUC de São Paulo e reitora do Centro Universitário UNDB. Durante três décadas, atuou como diretora pedagógica do Colégio Dom Bosco do Maranhão. Em 2003, foi agraciada com o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação pela Câmara dos Deputados, em reconhecimento ao projeto “Ópera para Todos”. O programa alfabetiza crianças e desenvolve competências socioemocionais por meio de atividades artísticas, incluindo leitura, escrita, dramatização, música e arte, beneficiando alunos de escolas públicas e privadas de São Luís desde 1997.
Após pedir ajuda de Sarney, Flávio Dino entra para a Academia Maranhense de Letras

Em um dos episódios mais irônicos da história recente do Maranhão, o comunista Flávio Dino foi eleito nesta quarta (21) membro da Academia Maranhense de Letras (AML). Tudo indica que não assumirá a cadeira de imortal por méritos no ramo, mas por usar a política para transforma em propriedade familiar um símbolo cultural. Inexistente enquanto homem das letras, Dino ganhou notoriedade ao enfrentar e derrotar o que ele mesmo chama de “Oligarquia Sarney”. Ironia que o comunista tenha defendido de forma tão escancarada a hereditariedade da cadeira no 32 da AML, que teve Sálvio Dino, seu pai, como último ocupante. Tanto foi assim que, na semana passada, Flávio Dino decidiu pedir o apoio do ex-presidente José Sarney apoio na eleição. A reunião entre os dois e o pedido é de conhecimento público. O apoio do ex-presidente foi decisivo para que Flávio Dino pudesse transformar em propriedade familiar a cadeira 32 da AML. A política de Flávio Dino derrotou outros quatro candidatos (Antônio Guimarães de Oliveira, José Rossini Corrêa, José Carlos Sanches e Azenate de Oliveira) que tinham apenas méritos literários (esses que Flávio Dino não possui) a apresentar. Para justificar o abuso político da eleição de Flávio Dino para a Academia Maranhense de Letras (AML), bajuladores expõem a carreira jurídica e acadêmica do comunista como cortina de fumaça para o que ela realmente foi: uma intromissão da política no maior símbolo cultural do estado. É muito difícil acreditar que entre os outros quatro postulantes não exista alguém que tenha credenciais que superem passar em concurso público, escrever livros técnicos e uma carreira acadêmica de faz-de-conta. A imortalidade de Flávio Dino é uma mentira contada pela política nos ouvidos da cultura.