São Luís ocupa 3º lugar nacional em casos de HIV e Aids

SÃO LUÍS, 14 de janeiro de 2026 – São Luís é a terceira capital brasileira com o maior índice composto de HIV e Aids, conforme dados do Ministério da Saúde consolidados entre 2020 e 2024. A capital maranhense fica atrás apenas de Porto Alegre e Belém no ranking, que considera taxas de detecção, mortalidade e diagnóstico tardio. Em 2024, a taxa de detecção de HIV na cidade foi de 42,3 casos por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, de 18,4. O Maranhão registra uma das maiores taxas de diagnóstico tardio da região Nordeste, com 7,5% das pessoas em acompanhamento apresentando imunidade gravemente comprometida em 2024. No estado, 21% das pessoas em tratamento contra o HIV o abandonaram, totalizando mais de cinco mil indivíduos. Além disso, 43% das pessoas em acompanhamento no estado não tinham registro de exame de carga viral no último ano, impossibilitando a avaliação da eficácia do tratamento. O estado tem 27.218 pessoas vivendo com HIV ou Aids, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A taxa de supressão viral, principal indicador de sucesso do tratamento, caiu de 89,2% em 2020 para 82,2% em 2024. Este recuo preocupa especialistas, pois indica mais pessoas com o vírus ativo, o que eleva o risco de transmissão e de desenvolvimento da Aids. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO ESTADUAL Um estudo publicado em 2025 analisou mais de 12 mil casos no Maranhão entre 2014 e 2023. A transmissão heterossexual responde por 33% dos casos com categoria informada, enquanto a transmissão entre homens que fazem sexo com homens representa 9,7%. No recorte racial, os dados nacionais de 2024 mostram que 59,7% dos novos casos de HIV ocorreram entre pessoas negras, percentual que sobe para 62,5% entre as mulheres. São Luís também ocupa a quinta posição entre as capitais em taxa de Aids em crianças menores de cinco anos, com 4,9 casos por 100 mil habitantes em 2024.
Maranhão registra mais de 9 mil novos casos de HIV em 3 anos

MARANHÃO, 04 de dezembro de 2025 – O Maranhão registrou 9.049 novos casos de HIV entre 2022 e 2025, além de 3.284 diagnósticos de aids, 782 gestantes vivendo com o vírus e 1.405 mortes relacionadas, conforme dados oficiais que reforçam a urgência de ampliar ações de prevenção. Em 2024, o Maranhão identificou 2.568 novos casos de HIV, 629 ocorrências de aids, 201 gestantes diagnosticadas e 358 óbitos, enquanto até outubro de 2025 foram contabilizados 1.414 novos registros, 124 grávidas vivendo com HIV e 265 mortes decorrentes. Os serviços de saúde orientam que a prevenção depende de estratégias combinadas, incluindo o uso regular de preservativos, testagem periódica e acesso à Profilaxia Pré-Exposição e à Profilaxia Pós-Exposição, indicadas conforme o risco de contaminação. A PEP deve ser iniciada em até 72 horas após a exposição e está disponível gratuitamente em CTAs e SAEs, onde o paciente é testado, acolhido e recebe orientações adequadas para reduzir o risco de infecção pelo vírus. Especialistas também reforçam a importância das vacinas contra HPV e hepatite B como parte do cuidado preventivo, destacando que o diagnóstico precoce favorece intervenções rápidas e evita agravamentos associados ao HIV.
Maranhão registra 860 casos de HIV/Aids em 2024

SÃO LUÍS, 12 de junho de 2024 – Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Maranhão registrou 789 novos casos de HIV e 71 novos casos de Aids em 2024, totalizando 860 casos. Os dados da SES mostram que, em 2023, 3.158 pessoas viviam com HIV/Aids no Maranhão, representando um aumento de 12% nos casos em comparação com 2022. Em 2024, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde registrou 789 novos casos de HIV e 71 novos casos de Aids no estado.