Pulverização de agrotóxicos em Duque Bacelar gera denúncias

DUQUE BACELAR, 14 de abril de 2026 – Moradores denunciaram pulverização de agrotóxicos em Duque Bacelar na última sexta (10), no povoado Santo Antônio. Segundo relatos, drones aplicaram produtos químicos sobre lavouras próximas, atingindo residências, roças e fontes de água. De acordo com a comunidade, o material pulverizado alcançou dois cacimbões utilizados para consumo diário, tornando a água imprópria. Por isso, parte dos moradores ficou sem acesso à água potável. Além disso, os relatos indicam que não houve aviso prévio sobre a ação. A pulverização de agrotóxicos em Duque Bacelar também gerou relatos de sintomas entre moradores. Crianças e idosos apresentaram tosse, vômito e irritações na pele. Segundo os residentes, os sinais surgiram após o contato com o ambiente contaminado ou com a ingestão da água afetada. Os moradores associam, inclusive, os sintomas à exposição direta aos defensivos. Dessa forma, cresce a preocupação com possíveis efeitos à saúde pública. A comunidade reforça que os casos começaram logo após a aplicação dos produtos.
Bacabal proíbe pulverização aérea de agrotóxicos com drones

BACABAL, 19 de março de 2026 – A Câmara Municipal de Bacabal aprovou, em votação unânime, um projeto de lei de autoria da Prefeitura que veda a pulverização aérea de agrotóxicos utilizando drones e aeronaves no território municipal. A legislação prevê penalidade inicial de R$ 50 mil para os responsáveis que violarem a determinação. Trabalhadores rurais que alegam terem sido prejudicados por essa modalidade de aplicação compareceram à sessão legislativa para acompanhar a deliberação. O tema passou a ter maior repercussão a partir de queixas de residentes da localidade Pau D’Arco.
Justiça barra pulverização aérea com agrotóxicos no MA

GOVERNADOR EUGÊNIO BARROS, 6 de agosto de 2025 – A Justiça determinou que o fazendeiro Hugo Prado Filho suspenda imediatamente o uso de avião para aplicar agrotóxicos em suas propriedades, localizadas no povoado Patrimônio, zona rural de Governador Eugênio Barros (MA). A medida foi concedida em 1º de agosto pelo juiz Ângelo Antônio Alencar dos Santos, atendendo a um pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA). A Promotoria de Justiça local acionou a Justiça após denúncias da população. Além da suspensão, o produtor terá até 60 dias para regularizar toda a atividade. Caso descumpra a determinação, ele poderá ser multado. O município e o Estado do Maranhão devem fiscalizar o cumprimento da ordem. De acordo com o MPMA, o uso de agrotóxicos por meio de aeronave causava transtornos à população, como odor intenso, além de prejudicar pastagens, animais e o ecossistema do entorno das plantações.
Uso de agrotóxicos no Maranhão chega a quase 200% em 10 anos

MARANHÃO, 05 de fevereiro de 2025 – O uso de agrotóxicos no Maranhão cresceu 191,5% desde 2013, segundo análise da InfoAmazonia. Em 2022, o estado atingiu o recorde de 15.649,67 toneladas de pesticidas adquiridos, consolidando-se como o quarto maior consumidor da Amazônia Legal e o segundo do Nordeste. Esse cenário tem provocado preocupação entre moradores, que relatam pulverização aérea constante em áreas de produção de soja. A ampliação do plantio de soja, que alcançou 1.099.871 hectares em 2022, é um dos principais fatores para o aumento no consumo de agrotóxicos. O volume registrado em 2022 foi quase o dobro do observado em 2013, quando o estado adquiriu 8.169,65 toneladas.
Governo Lula eleva liberação de agrotóxicos e bate recorde

BRASIL, 28 de janeiro de 2025 – Dados publicados pelo Mapa (Ministério da Agricultura e da Pecuária) mostram que o governo do presidente Lula (PT) elevou a liberação de agrotóxicos e defensivos biológicos em 2024 e bateu recorde. Foram 663 “agrotóxicos, componentes e afins” aprovados ao longo do ano passado, contra 555 em 2023, o que representa um aumento de 19,4%. Leia aqui a tabela divulgada pelo Mapa. Esse foi maior número de liberações desde que o levantamento começou a ser feito pelo ministério, em 2000. A alta coincide com a vigência da nova legislação que modificou as regras de aprovação e comercialização de agrotóxicos, facilitando as liberações.
Mais de 8 em 10 casos de contaminação ocorrem no Maranhão

MARANHÃO, 17 de janeiro de 2025 – No Maranhão, a pulverização aérea de agrotóxicos tem causado danos graves às comunidades tradicionais, como a de Manuel do Santo, em Timbiras. Durante colheitas de milho e arroz, moradores relataram aviões despejando veneno sobre casas e roçados, afetando a saúde mental e física dos habitantes. A prática tem levado os moradores a pedirem intervenção das autoridades. A legislação brasileira permite o uso de agrotóxicos banidos em diversos países, inclusive nas proximidades de comunidades indígenas e quilombolas.