Agiotagem rende prisões no Maranhão, Piauí e Ceará

MARANHÃO, 05 de fevereiro de 2026 – Uma operação policial contra agiotagem prendeu 18 suspeitos e bloqueou judicialmente até R$ 1 milhão em contas bancárias nesta quinta (5). A ação ocorreu simultaneamente em cidades do Piauí, Maranhão e Ceará, cumprindo mandados de prisão temporária, busca e apreensão. O grupo criminoso atuava com um esquema estruturado de empréstimos ilegais, focando em pequenos comerciantes e trabalhadores informais, com cobranças abusivas e intimidação para garantir os pagamentos. No Maranhão, as diligências atingiram a cidade de Timon, apontada pelas investigações como uma das bases do grupo. A Justiça autorizou dezenas de ordens, incluindo medidas cautelares, que evidenciaram a abrangência interestadual das atividades criminosas. Segundo a apuração, os investigados movimentavam valores altos e incompatíveis com suas rendas formais declaradas.
Ministro do STF quebra sigilo de agiota morto em esquema

BRASÍLIA, 16 de outubro de 2025 – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra do sigilo telefônico do empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan. A decisão, publicada nesta quinta (16), integra investigação sobre corrupção passiva e organização criminosa envolvendo emendas parlamentares. Pacovan foi morto a tiros em junho deste ano em Zé Doca, no interior do Maranhão, mas segue como peça central no inquérito. A Procuradoria-Geral da República apontou o empresário como um dos articuladores de um suposto esquema de desvio de recursos. Conforme a denúncia, Pacovan atuaria a mando do deputado federal Josimar Maranhãozinho para intermediar pagamento de propina. O alvo seria o então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio Nunes, em troca da liberação de verbas. A investigação também envolve os deputados Pastor Gil e Bosco Costa.
Pacovan é alvo de ataque a tiros na cidade de Zé Doca

PRESIDENTE DUTRA, 14 de junho de 2024 – Na tarde desta sexta (14), o empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan”, foi alvo de um ataque a tiros em Zé Doca, Maranhão. Informações preliminares indicam que Pacovan e seu motorista foram atingidos por disparos de arma de fogo. As circunstâncias do ataque ainda estão sob investigação, e o estado de saúde não foi divulgado até o momento.
Polícia Civil deflagra operação contra agiotagem na capital

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta (21), a “Operação Mihnea” que investiga o crime de agiotagem em São Luís. Segundo informações, a operação foi originada através de um inquérito instaurado que investiga o fato de veículos alugados estarem sendo entregues a agiotas como forma de garantia de empréstimos. Na ação dos policiais civis, os agentes de segurança localizaram um imóvel no bairro do Olho d’Água que, conforme apurações, servia como depósito de automóveis dados em garantia de empréstimos ilegais junto aos agiotas. Veículos foram apreendidos e devem passar por uma perícia posteriormente. Não houve prisão e a investigação prossegue com o intuito de identificar todos os envolvidos.
Talvez prefeito de Ribamar vire herói depois que for assassinado. E olhe lá!

A operação contra agiotagem deflagrada nesta quinta (3) foi iniciada após o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, afirmar que fora ameaçado de morte. A informação foi dada pelo delegado Renato Madsen, superintendente da Polícia Federal no Maranhão. A repercussão absurda do ato de coragem de Eudes Sampaio diz muito sobre os tempos sombrios do Maranhão. O delegado afirmou que foi o próprio prefeito, em um ato de extrema coragem e bravura, procurou a PF para denunciar que estava sendo ameaçado de morte pelos criminosos. Daí a razão da criação da operação Ágio Final. Pois bem, há pessoas que estão querendo culpar e criminalizar o prefeito pela denúncia. Se fosse um estupro, seria como culpar a vítima pelos atos dos estupradores. Vereadores da cidade chegaram a ter a audácia de, a invés de cobrar a prisão dos agiotas, pedir o afastamento do prefeito. Levantando suspeitas e tentando fazer oposição com base em uma operação que nasceu de uma denúncia do próprio. É o expediente dos canalhas! Encurralados por uma situação que requer apoio irrestrito a adversários, acusam estes adversários de não serem santos. Portanto, indignos de apoio. O fato de Eudes Sampaio ser um prefeito que não foi reeleito não o torna passível de ser ameaçado de morte e muito menos minimiza suas tentativas de impedir ladrões de colocarem as garras no dinheiro da população. E toda essa insanidade acontece mesmo quando Renato Madsen deixou claro que os criminosos exigiam o repasse de 20% a 30% de recursos do Ministério da Saúde que tinham sido transferidos para uma das contas da Prefeitura. O valor dos repasses era de aproximadamente R$ 5 milhões. “A partir de agora começa uma nova etapa da investigação para saber quais os demais envolvidos nessa trama”, disse o superintendente da Polícia Federal do Maranhão. A CORAGEM DESPREZADA Antes de mais nada, suposições sobre caráter de Sampaio são argumentos indignos de qualquer atenção. A generalização de uma tentativa de extorsão e ameaça de morte só interessa aos criminosos. Toda e qualquer pessoa que levantar suspeitas sobre Eudes Sampaio está agindo, mesmo que inconscientemente, de ladrões, chantagistas e assassinos. Eudes Sampaio cometeu o maior ato de coragem de um prefeito do Maranhão nas últimas décadas. Mesmo sabedor que dificilmente iria reeleger-se, negou aos criminosos a chave dos cofres públicos. Arriscou a própria vida duas vezes: ao negar o esquema e ao denunciar o esquema. Não é de hoje que agiotas extorquem prefeitos pelo interior do estado e condenam milhões de maranhenses. Se há um grupo responsável pela miséria em nosso estado, são os agiotas que parasitam as prefeituras do interior do estado com, no mínimo desprezo, para não falar em anuência, das autoridades. O ato de Eudes Sampaio (PTB) foi heróico e deveria servir de inspiração para todos os que pretendem mudar verdadeiramente o Maranhão. Como ele não é filiado ao Psol e não costuma lacrar nas redes sociais com pautas imbecis, talvez, quem sabe e olhe lá, ele vire um herói depois de ser assassinado.