PLENÁRIO VIRTUAL

STF vai decidir que Carla Zambelli será ré por porte ilegal de arma

Compartilhe
Carla Zambelli
O julgamento do Supremo Tribunal Federal está ocorrendo no plenário virtual e tem previsão de continuar até a próxima segunda (21).

BRASÍLIA, 18 de agosto de 2023 – O Supremo Tribunal Federal (STF) obteve maioria na decisão de tornar a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ré em um processo que envolve acusações de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma. Seis dos onze ministros já emitiram votos nesse sentido.

A denúncia contra Zambelli foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação a um incidente em que ela apontou uma arma de fogo para um homem em uma rua de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições, em outubro. O relator do caso, Gilmar Mendes, votou para aceitar a denúncia, sendo seguido por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.

Em seu voto, Gilmar Mendes ressaltou que, “ainda que a acusada possua porte de arma, o uso fora dos limites da defesa pessoal, em um contexto público e ostensivo, especialmente às vésperas das eleições, em tese, pode implicar em responsabilidade penal”. O ministro também enfatizou que “a legítima defesa alegada exigiria uma demonstração clara, que não está presente no contexto, sem prejudicar uma avaliação apropriada”.

A única divergência, até então, partiu do ministro André Mendonça, que argumentou que o caso não deveria ser julgado pelo STF. Mendonça alegou que o incidente não tem relação com o mandato de Zambelli — um requisito para que o caso seja de competência do STF — e, portanto, ele não analisou o mérito das acusações.

“Muitas vezes, a discussão pode ter começado devido a diferenças ideológicas ou mesmo em razão da eleição presidencial iminente, mas esses aspectos não estabelecem uma relação direta e verdadeira com o desempenho das funções da parlamentar”, avaliou Mendonça.

Na semana passada, no início do julgamento, o advogado de Zambelli, Daniel Bialski, afirmou em comunicado que a deputada “estava almoçando com seu filho quando foi insultada, ofendida, humilhada, confrontada e ameaçada por um terceiro indivíduo, que inclusive está sendo investigado por essas ações” e que ela “agiu estritamente dentro do âmbito do exercício regular de seus direitos”.

De acordo com o advogado, Zambelli “possuía registro e autorização para porte de arma, emitido pelo poder público, e estava portando a arma naquela ocasião devido a dezenas de ameaças de morte e ameaças à sua integridade física e à de seu filho”.

O julgamento está ocorrendo no plenário virtual e tem previsão de continuar até a próxima segunda.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x