
BRASÍLIA, 02 de outubro de 2026 — A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha proibiu que a TV Globo exibisse uma cadeira vazia no lugar reservado a Lula durante o debate presidencial que aconteceria nesta quinta (1º).
A decisão gerou repercussão e foi apontada pelo analista de Política da CNN Caio Junqueira, no CNN Prime Time, como mais um exemplo do enviesamento de alas do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE em favor da reeleição de Lula.
“Essa reta final da campanha presidencial escancarou o apoio dessas alas dentro do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral a favor, principalmente, da reeleição do presidente Lula”, pontuou Junqueira.
A REGRA DA CADEIRA VAZIA
Segundo Caio Junqueira, a exibição da cadeira vazia de candidatos ausentes é uma regra histórica nos debates eleitorais. O item 7 da ata assinada pelos partidos participantes, incluindo o próprio PT (Partido dos Trabalhadores), estabelecia que “se algum candidato convidado faltar ao debate, o seu lugar permanecerá vazio, com a placa que o identifique pelo nome”.
Apesar de ter assinado o documento, o PT acionou o TSE pedindo a suspensão dessa regra. Estela Aranha, descrita como muito próxima ao ministro Flávio Dino — com quem já trabalhou no Ministério da Justiça —, acatou o pedido e autorizou a suspensão da norma.
Gilmar Mendes e a participação de Renan Santos
Outro episódio destacado por Caio Junqueira foi a decisão de Gilmar Mendes de autorizar a participação do candidato Renan Santos (Missão) no debate.
A medida foi tomada a pedido do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) e, segundo o analista, contrariou tanto uma decisão anterior de Cármen Lúcia — que havia recebido o recurso por sorteio e se posicionado pela manhã — quanto uma deliberação do próprio TSE.
“O ministro Gilmar Mendes acata um pedido do deputado Paulinho da Força e autoriza a ida do candidato Renan Santos ao debate, atropelando uma decisão tanto da sua colega na corte, Carmen Lúcia, quanto do próprio Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou Caio Junqueira.
Horas após as decisões, a TV Globo cancelou o último debate presidencial antes do 1° turno.
PADRÃO DE DECISÕES FAVORÁVEIS À REELEIÇÃO
Para o analista, os episódios do dia não são isolados. Caio Junqueira citou ainda a validação do reajuste do Bolsa Família e a suspensão, por Flávio Dino, de uma decisão do TSE sobre a chamada “fake news da Padroeira” como outros exemplos de decisões recentes que beneficiariam a campanha de reeleição de Lula.
“Isso mostra uma atuação intensa desse grupo do Supremo”, declarou.
Na avaliação de Caio Junqueira, a intensidade dessas ações estaria relacionada às dificuldades apontadas pelas pesquisas para a reeleição de Lula. O analista concluiu que o grupo formado por Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes teria depositado na vitória de Lula a sua “sobrevivência política”, uma vez que uma eventual vitória da oposição poderia resultar no impeachment de pelo menos um ministro do STF.










