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STF agenda interrogatório de deputados acusados de corrupção

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STF Josimar
STF marcou o interrogatório dos deputados federais Josimar Maranhãozinho, Gil e Bosco Costa, acusados pela PGR de cobrar propina sobre emendas.

BRASÍLIA, 26 de agosto de 2025 – O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) serão interrogados na quinta (28).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os parlamentares de solicitar 25% de propina em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís.

Em março, a Primeira Turma do STF tornou os três réus por corrupção no uso de recursos de emendas, decisão que ocorreu por unanimidade. As defesas negam as acusações e sustentam que não houve irregularidades na destinação dos recursos. Elas também pedem a extinção do processo alegando falta de provas.

O deputado Josimar Maranhãozinho declarou que não responderá a perguntas no interrogatório, alegando que sua defesa não teve acesso a documentos citados na denúncia. Ele ainda afirmou que nunca enviou emendas ao município de São José de Ribamar, citando o depoimento de um ex-prefeito prestado em agosto, que teria esclarecido a questão.

Os demais parlamentares não se manifestaram até a publicação do caso. A acusação envolve verbas destinadas à área da saúde. Segundo a PGR, os deputados exigiram R$ 1,66 milhão em propina em troca da liberação de R$ 6,67 milhões em recursos.

A investigação da Polícia Federal aponta conversas entre os deputados mencionando encontros para cobrança de propina e a organização de agendas com autoridades do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Josimar Maranhãozinho e Gil foram eleitos pelo Maranhão e integram a bancada evangélica da Câmara dos Deputados. Já Bosco Costa exerce seu quarto mandato como deputado federal pelo estado de Sergipe.

Em 2022, reportagem do Estadão revelou que a Polícia Federal investiga um esquema de compra e venda de emendas parlamentares, envolvendo inclusive agiotas. O caso segue sob sigilo e mostra como funcionaria a articulação entre parlamentares, prefeitos e empresas para o desvio de recursos públicos.

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