
BRASÍLIA, 26 de janeiro de 2026 – Investigadores do Caso Master consideram insustentável a situação do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). Eles alertaram outros ministros da Corte que o desgaste pode se agravar e arrastar todo o tribunal para o centro de uma crise política.
Toffoli assumiu a relatoria em dezembro, quando trouxe ao STF as investigações sobre o Banco Master, e agora enfrenta questionamentos por suas decisões no processo.
Entre as medidas que causaram estranheza, está a ordem para enviar material apreendido da Operação Compliance Zero diretamente ao STF, e não à Polícia Federal. Para investigadores, essa atitude concentrou o caso excessivamente no tribunal.
Além disso, a revelação de que fundos ligados ao banco compraram participação de irmãos do ministro em um resort no Paraná ampliou o desgaste. Consequentemente, uma sequência de desdobramentos fora do controle do relator mantém a crise ativa.
Parte relevante das apurações, como investigações sobre fundos de investimento em São Paulo, segue fora do alcance direto de Toffoli e do STF. Portanto, novos fatos podem surgir a qualquer momento, aumentando a pressão externa.
Essa avaliação foi apresentada a ministros do STF com o alerta de que o caso tem potencial para gerar um risco institucional amplo, transformando um problema individual em uma crise coletiva.
Nos bastidores do Supremo, parte dos ministros defende que o Caso Master seja enviado para a primeira instância. Essa solução é vista como técnica e pragmática, pois retiraria Toffoli do centro do caso e reduziria a pressão sobre o STF.
Ministros reconhecem que a medida não seria honrosa, mas a consideram a menos traumática para a Corte no cenário atual.
A possibilidade de Toffoli deixar a relatoria voluntariamente é considerada improvável pelos pares. Paralelamente, há uma crítica interna sobre a falta de uma articulação coordenada para buscar uma saída antes da crise ganhar dimensão própria.







