
SÃO LUÍS, 02 de fevereiro de 2026 – A greve dos rodoviários suspendeu totalmente a circulação de ônibus em São Luís desde sexta (30). O movimento foi organizado pelo sindicato da categoria, que manteve a paralisação mesmo após decisão judicial exigir 80% da frota nas ruas.
A medida afetou diretamente mais de 700 mil pessoas que dependem do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços essenciais.
Além disso, no domingo (1º), terminais ficaram vazios e paradas sem passageiros. O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região acompanhou o caso e buscou diálogo com trabalhadores e empresas. Ainda assim, a greve dos rodoviários continuou, o que ampliou impactos sociais e econômicos em diversos bairros da capital.
Para esta segunda (2), representantes do STTREMA, do SET e do Ministério Público do Trabalho agendaram reunião de mediação. Paralelamente, o TRT-16 informou que executará a liminar expedida pelo desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, que determinou a circulação mínima da frota para reduzir os prejuízos à população.
A decisão prevê multa diária de R$ 70 mil ao sindicato em caso de descumprimento. Além disso, a cada 48 horas sem atender à ordem, poderá ocorrer bloqueio de recursos financeiros via BacenJud. Dessa forma, o tribunal tenta forçar o cumprimento das regras durante a greve dos rodoviários e restabelecer parte do serviço.
Na prática, a falta de ônibus gerou efeito em cadeia. Trabalhadores relataram atrasos, estudantes perderam aulas e o acesso a unidades de saúde ficou limitado, sobretudo nas periferias. Muitos recorreram a vans e aplicativos, que encarecem deslocamentos.
O impasse envolve pedido de reajuste salarial de até 12%, ponto central da greve dos rodoviários.







