
MARANHÃO, 18 de janeiro de 2026 – A taxa de informalidade do Maranhão alcançou 58,4% em 2025, segundo o IBGE, e colocou o estado entre os que registraram maior número de trabalhadores sem carteira assinada no país.
O índice revelou que seis em cada dez maranhenses atuaram fora do mercado formal. Dessa forma, o trabalho autônomo tornou-se alternativa central para garantir sustento familiar, especialmente nas cidades em que o emprego é escasso e as oportunidades permanecem restritas.
Além disso, moradores relataram que o empreendedorismo de rua se consolidou como única fonte de renda para milhares de famílias. Entre esses trabalhadores está Geniel da Silva Santos, que administra um trailer e mantém rotina intensa para atender a demanda.
O vendedor informou que, em dias de maior movimento, vende entre 70 e 100 pastéis. Por isso, ele destacou que precisa abrir o ponto às cinco da tarde para atender clientes que aguardam diariamente.
As atividades informais incluem venda de alimentos, produtos regionais e serviços variados.
O IBGE registrou que o desemprego e a baixa remuneração no mercado formal impulsionam a expansão da informalidade no estado. Os trabalhadores relataram que a ausência de vagas e os salários reduzidos ampliam a dependência do comércio autônomo.
Por isso, muitos maranhenses recorreram a atividades informais como única alternativa de renda. A realidade repete-se em diversas regiões do estado e reflete dificuldades estruturais do mercado de trabalho local.







