
MARANHÃO, 27 de janeiro de 2026 – O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão informou, na terça (27), que poderá iniciar greve no transporte público de São Luís e da Região Metropolitana em até 72 horas.
A entidade notificou o sindicato patronal, as empresas e os órgãos competentes após quatro rodadas de negociação sem acordo sobre a convenção coletiva.
Segundo o STTREMA, as propostas apresentadas pelas empresas não atenderam às reivindicações econômicas e trabalhistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho 2026, protocolada em novembro de 2025. Por isso, a categoria realizou assembleia geral e aprovou indicativo de paralisação.
IMPASSE NAS NEGOCIAÇÕES
Durante a reunião, os rodoviários estabeleceram prazo de três dias para que o setor patronal apresente proposta formal. Caso não haja avanço, o sindicato poderá deflagrar a greve, o que pode comprometer a circulação do transporte público em toda a Grande São Luís.
Em comunicado, o STTREMA classificou a paralisação como medida extrema e afirmou que buscou diálogo antes da decisão. Além disso, a entidade declarou que permanece aberta à negociação e aguarda posicionamento das empresas para evitar a suspensão do serviço.
Dessa forma, a indefinição mantém o sistema sob alerta, pois o transporte público atende milhares de passageiros diariamente. Linhas urbanas e metropolitanas podem sofrer interrupções caso a categoria confirme a greve ao fim do prazo estabelecido.
HISTÓRICO RECENTE
O novo impasse ocorre após outra mobilização registrada na segunda (26), quando parte da frota operou de forma reduzida. Trabalhadores da empresa 1001, conhecida como Expresso Rei de França, paralisaram atividades por atrasos salariais e pendências no décimo terceiro e benefícios.
A paralisação começou na sexta (23). Depois do pagamento de parte dos débitos, alguns funcionários retomaram o trabalho. No entanto, diversas linhas continuaram com circulação irregular, o que afetou bairros da capital e cidades da região metropolitana atendidas pelo transporte público.
Segundo o presidente do sindicato, Marcelo Brito, o movimento na empresa partiu dos próprios empregados e só terminará após a quitação integral dos valores atrasados. Ele também havia alertado para a possibilidade de novos protestos diante do impasse na convenção coletiva.
Por outro lado, o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) informou anteriormente que não recebeu comunicação formal sobre a paralisação na 1001 e classificou o ato como irregular.








Os embates no transporte coletivo expõem prejuízos políticos ao prefeito e revelam negociações pouco transparentes.