
BRASIL, 19 de setembro de 2025 – O Brasil possuía um rebanho de 238,2 milhões de bovinos em 2024, uma quantidade 12% superior à população de 212,5 milhões de habitantes do país.
Esses dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta (18), são da Pesquisa da Pecuária Municipal. O rebanho de gado registrou o segundo maior número da série histórica, que começou em 1974, com uma ligeira redução de 0,2% em relação a 2023.
Além disso, o número de galináceos, como frangos e galinhas, atingiu a marca recorde de 1,6 bilhão de aves. Esse valor representa quase oito vezes a população humana do país. O município de São Félix do Xingu, no Pará, manteve a liderança na criação do maior rebanho bovino nacional.
A produção de ovos também alcançou um novo recorde na série do IBGE, com 5,4 bilhões de dúzias produzidas no ano. Esse total equivale a aproximadamente 305 ovos para cada habitante.
O crescimento ocorreu em 24 das 27 unidades da federação, impulsionando o setor. Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, consolidou-se como a maior produtora nacional de ovos e de galinhas, com 277,5 milhões de aves desse tipo.
A pesquisa ainda apontou que a produção de leite de vaca atingiu o volume inédito de 35,7 bilhões de litros. Esse resultado ocorreu mesmo com a redução no número de vacas ordenhadas para o menor patamar desde 1979. O valor da produção leiteira foi de R$ 87,5 bilhões no período.
O rebanho suíno totalizou 43,9 milhões de animais em 2024. Os caprinos, que são principalmente cabras, somaram 13,3 milhões de cabeças, um aumento de 3,1% e também um recorde histórico. Da mesma forma, o rebanho de ovinos, como ovelhas, chegou a 21,9 milhões de animais, o maior número da série.
A aquicultura, que é a criação de peixes e camarões, produziu 724,9 mil toneladas. Desse total, a tilápia representou cerca de 70% da produção. Por fim, a apicultura nacional gerou 67,3 milhões de quilos de mel, a maior quantidade já registrada pelo instituto.







