
MARANHÃO, 21 de julho de 2025 – Disputas internas têm provocado o rompimento entre prefeitos e seus vice-prefeitos em várias cidades do Maranhão. Eleitos em outubro de 2024 sob clima de união, muitos dos mandatários municipais já enfrentam divergências políticas com antigos aliados, apenas meses após o início dos mandatos.
Em diversos casos no Maranhão, a parceria eleitoral deu lugar a críticas públicas, isolamento institucional e até ações judiciais. A convivência entre gestores e vices vem sendo marcada por distanciamentos crescentes e episódios de constrangimento político.
CADA UM POR SI NA REGIÃO METROPOLITANA
Na Grande São Luís, apenas o município de Raposa mantém clima de harmonia entre o prefeito Eudes Barros (PL) e o vice Márcio Greik (PDT). Já na capital, embora não haja rompimento formal entre Eduardo Braide e Esmênia Miranda (ambos do PSD), fontes próximas apontam que os dois atuam de forma independente desde o início da gestão.
Em São José de Ribamar, o prefeito Dr. Julinho (Podemos) e o vice Natércio Santos (União) se distanciaram logo após a posse. Em entrevista à rádio Educadora FM, em maio, Julinho admitiu o esfriamento da relação, que já não se sustenta nos mesmos moldes da campanha eleitoral.
O caso de Paço do Lumiar ganhou visibilidade durante as festas juninas, quando a vice-prefeita Mariana Brandão (MDB) organizou um evento sem apoio institucional da gestão de Fred Campos (PSB). Blogs locais também relataram incômodos com a crescente exposição da vice-prefeita nas redes sociais, o que teria gerado ciúmes na primeira-dama, Maedja Campos.
CONSTRANGIMENTO EM ATO PÚBLICO E QUEBRA DE ACORDO
No interior do estado, a situação se repete em diferentes municípios. Em Cedral, a vice-prefeita Zica do Sindicato (PSB) fez críticas públicas ao prefeito Danilo Moraes (PSB), indicando um possível desgaste da aliança política que os levou à vitória em 2024.
Em Imperatriz, a vice-prefeita Carol Pereira (União) expressou desconforto com o prefeito Rildo Amaral (PP), ao afirmar em um evento oficial, em junho, que ele sequer atende suas ligações. A declaração ocorreu diante de autoridades, incluindo o governador Carlos Brandão (PSB), que também enfrenta tensões com seu vice, Felipe Camarão (PT).
Em Tutóia, o rompimento foi declarado após três meses de mandato. Um áudio vazado do vice-prefeito Francisco “Ben Ti Vi” (Avante) revelou críticas ao prefeito Viriato Cardoso (PL). A ruptura ocorreu após o vice alegar quebra de acordo político firmado ainda no período da campanha.
Em Buriti, o embate entre o prefeito André Gaúcho (Republicanos) e a vice Ana Lúcia Frazão (União Brasil) chegou à Justiça. Após o prefeito viajar ao exterior sem comunicar a Câmara Municipal, a vice assumiu o cargo por decisão judicial.







