
BRASIL, 23 de agosto de 2026 — O PT chega às eleições de 2026 com o menor número de candidaturas de sua história. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o partido registrou 1.097 nomes disputando vagas no Legislativo e no Executivo, o menor patamar desde 1994, quando passaram a estar disponíveis dados detalhados por sexo na série histórica do tribunal.
É a quarta eleição seguida em queda: o partido tinha 1.313 candidatos em 2018 e 1.119 em 2022.
A retração dos palanques estaduais também é o menor registro da história recente da legenda. O PT terá apenas 12 candidaturas próprias a governador neste ano.
Em 2022, foram 13; em 2002, ano da primeira vitória presidencial de Lula, o partido chegou a lançar 25 nomes ao Executivo estadual. No Rio Grande do Sul, a redução chama atenção por ser a primeira vez desde a redemocratização que o partido não lança candidato próprio ao governo estadual.
A retração no número de candidaturas ao Legislativo é puxada quase inteiramente pelos homens. Em 1994, o PT lançou 1.093 candidatos homens; hoje são 693, queda de 36,6%.
Já as candidaturas femininas seguiram trajetória inversa por décadas, saindo de 161 registros em 1994 para um pico de 443 em 2018, mas também recuaram para 404 neste ano, segunda queda seguida. Ainda assim, as mulheres somam 36,7% do total de candidaturas da legenda em 2026, a maior proporção da história do partido.
As eleições de 2026 têm cerca de 20,5 mil candidaturas registradas em todo o país, redução de aproximadamente 30% em relação a 2022, a maior queda da série histórica do TSE, iniciada em 1994.
Entre os fatores explicativos estão o fim das coligações nas eleições proporcionais, o avanço da cláusula de barreira e a formação de novas federações partidárias, que reduzem o número de candidatos ao concentrar siglas menores sob um limite compartilhado de vagas.







