
MARANHÃO, 17 de setembro de 2025 – A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu na terça (16) criar uma comissão provisória para conduzir a direção estadual no Maranhão. A medida foi adotada porque o Processo de Eleições Diretas (PED) no estado está judicializado.
Segundo a resolução aprovada, integrantes do partido que acionaram a Justiça contra o processo interno não poderão compor a comissão. O grupo terá validade de seis meses, prazo em que será elaborada a resolução para um novo pleito, chamado PEDEX.
As normas que vão nortear a composição da comissão provisória não foram estabelecidas. Elas devem ser discutidas na próxima reunião da direção nacional do partido. Até lá, a estrutura permanece sem definição prática.
O Maranhão é o único estado em que a eleição estadual foi judicializada, mas outras oito direções municipais do PT em diferentes regiões do país também tiveram o PED contestado e receberam comissões provisórias.
De acordo com a decisão, os candidatos a presidente do PT maranhense, Genilson Alves, Raimundo Monteiro e Rogério Sousa, não podem integrar a comissão provisória. No entanto, eles não estão impedidos de participar do futuro PEDEX.
Esta é a primeira vez que o PT do Maranhão adota uma comissão provisória em razão da judicialização de seu processo de eleições internas. A medida busca garantir a condução partidária até a definição do novo calendário.
ENTENDA O CASO
O PED estadual ocorreu em julho, mas recebeu vários recursos junto às instâncias partidárias. As contestações envolveram questionamentos sobre a apuração e a totalização de votos em municípios.
Além das disputas internas, o processo chegou ao Judiciário. Até agora, quatro decisões já foram emitidas, incluindo a que tornou inelegível Francimar Melo, considerado reeleito. O Tribunal de Justiça também suspendeu a posse da diretoria eleita em decisão proferida no meio do ano.







