
NOVA OLINDA DO MARANHÃO, 02 de agosto de 2026 — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a cassação do prefeito Ary Menezes e do vice Ronildo da Farmácia. A decisão é do ministro Nunes Marques, presidente da Corte. Ela vale até o julgamento final do recurso. Por isso, os dois seguem no comando de Nova Olinda do Maranhão.
O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) havia confirmado a cassação da chapa. A condenação também declarou os dois inelegíveis por oito anos. O processo é uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
A acusação diz que a campanha de 2024 usou práticas ilegais. Segundo as investigações, houve oferta de dinheiro, materiais de construção e empregos em troca de votos. Testemunhas relataram repasses em espécie e via PIX. Também houve distribuição de telhas e promessas de cargos. Alguns eleitores sofreram ameaças se não votassem na chapa.
A diferença entre Ary e a adversária Thaymara Muniz foi de apenas dois votos. Para a juíza, isso comprovou o impacto das irregularidades. O abuso de poder econômico e a compra de votos feriram a igualdade da disputa.
A defesa dos políticos alegou que as provas eram ilegais. Sustentou que parte do material foi obtida de forma irregular. Disse ainda que houve tumulto no processo. Mas a magistrada rejeitou esses argumentos.
Ao dar a liminar, Nunes Marques considerou dois pontos. Primeiro, viu indícios de irregularidades no julgamento do TRE-MA. A defesa citou falta de quórum completo na sessão, entre outros problemas. Segundo, entendeu que o afastamento imediato traria danos à administração da cidade. Novas eleições poderiam gerar efeitos difíceis de reverter.
Assim, o presidente do TSE suspendeu os efeitos da cassação. O caso agora aguarda a decisão final do ministro relator André Mendonça.







