
SÃO LUÍS, 1º de março de 2026 – O reajuste de medicamentos começa a valer a partir de hoje (1º), conforme decisão da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A medida prevê aumento médio de 1,95%, podendo variar entre 1,13% e 3,81%, após aval do governo federal, e deve impactar cerca de 13 mil produtos em todo o país.
O índice definido para o reajuste de medicamentos fica abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo IPCA, que alcançou 3,81%. Ainda assim, os percentuais variam conforme o nível de concorrência de cada produto no mercado farmacêutico.
Medicamentos com maior concorrência poderão registrar aumento de até 3,81%. Já aqueles com concorrência intermediária têm limite de reajuste de 2,47%. Por outro lado, produtos com menor concorrência poderão sofrer elevação de até 1,13%, conforme estimativas do setor.
Além disso, a legislação prevê exceções ao reajuste de medicamentos. De acordo com a Lei nº 10.742, de 2003, medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e isentos de prescrição, especialmente os de alta concorrência, não precisam seguir a regra anual de aumento.
Mesmo autorizado, o reajuste de medicamentos não ocorre automaticamente em todos os casos. Os preços podem variar, pois medicamentos com o mesmo princípio ativo são produzidos por diferentes fabricantes, o que resulta em valores distintos nas prateleiras.







