
SÃO LUÍS, 1º de julho de 2026 — A Polícia Civil do Maranhão investiga um contrato de quase R$ 1,9 milhão para compra de móveis destinados ao Complexo Trapiche Santo Ângelo, em São Luís. O inquérito foi aberto em setembro de 2025 após uma denúncia anônima encaminhada pela Polícia Federal, que repassou o caso à corporação estadual por não identificar competência federal.
Os investigadores apuram a contratação feita pela Secretaria Municipal de Administração, que dispensou uma licitação própria e aderiu a uma ata de registro de preços do Consórcio de Saúde e Desenvolvimento dos Vales do Noroeste de Minas, sediado em Arinos (MG).
A suspeita é de que o procedimento tenha beneficiado a empresa Flexibase Indústria e Comércio de Móveis.
A legislação permite esse tipo de contratação, conhecido como “carona”. No entanto, a administração precisa comprovar que a adesão é vantajosa e que os preços são compatíveis com o mercado. Por isso, a investigação busca verificar se essas exigências foram cumpridas e identificar possíveis responsáveis.
O contrato foi assinado durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), que deixou o cargo em março deste ano. Até o momento, ele não aparece como investigado.
Em maio, o Ministério Público pediu a prorrogação do inquérito por mais 90 dias para ouvir representantes da empresa, concluir uma perícia contábil e finalizar o relatório da investigação.







