
BRASÍLIA, 03 de agosto de 2026 — A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O filho do presidente Lula é investigado por suspeita de tráfico de influência.
O STF e a defesa confirmaram o pedido, mas não revelaram detalhes sobre o que motivou a nova investigação. Até agora, não divulgaram qual empresa ou negócio será alvo dessa apuração. Lulinha já responde a outros dois inquéritos no STF sobre o mesmo crime.
O ministro André Mendonça é o relator desses casos. Ainda não definiram quem vai cuidar do terceiro pedido.
No primeiro inquérito, a PF apura a atuação de Lulinha em negociações com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O caso envolve contratos do Ministério da Saúde para comercialização de medicamentos à base de Cannabis. No segundo, os investigadores analisam suspeitas de favorecimento a um empresário que queria fechar negócios com a Dataprev e outros órgãos federais.
A defesa de Lulinha nega todas as irregularidades. O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que o empresário está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Atualmente, Lulinha mora em Madri, na Espanha.
O defensor classificou o pedido de um terceiro inquérito como tentativa de perseguição contra o filho do presidente. Segundo ele, as investigações têm objetivo político e querem atingir Lula, que disputa a reeleição neste ano.
O advogado anunciou que vai se reunir com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para discutir a condução dos casos. Ele também criticou o vazamento de informações dos inquéritos.
Para a defesa, os pedidos da PF representam uma “pesca probatória”, ou seja, investigações genéricas em busca de elementos para futuras acusações.
A defesa afirmou ainda que a situação lembra práticas da Operação Lava Jato.







