
SÃO LUÍS, 27 de fevereiro de 2026 – O 1º Tribunal do Júri de São Luís condenou o policial militar Paulo Maiks Mendes Facuri a 11 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo homicídio de Enildo Penha Mota, ocorrido na madrugada de 5 de fevereiro de 2023, após desentendimento na saída de show no Espaço Reserva, na capital.
Além da pena de prisão, a decisão determinou a perda imediata do cargo público do réu, que integrava o 21º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão. O juiz Gilberto de Moura Lima presidiu o julgamento e decretou a execução imediata da sentença, com encaminhamento do condenado ao sistema penitenciário.
De acordo com os autos, o caso teve início na Avenida Daniel de La Touche, quando o veículo do policial atingiu o retrovisor do carro da vítima. Em seguida, os envolvidos discutiram e trocaram agressões físicas. Então, o militar efetuou um disparo de arma de fogo de dentro do automóvel.
O tiro atingiu o peito de Enildo Penha Mota, que morreu ainda no local, diante da esposa e de amigos. O crime ocorreu nas proximidades do Espaço Reserva, onde havia sido realizado um show do cantor Wesley Safadão, pouco antes da ocorrência.
Durante a sessão, o conselho de sentença reconheceu o homicídio qualificado por motivo fútil. Assim, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público. O magistrado ressaltou a gravidade da conduta e a desproporcionalidade da reação do agente diante do desentendimento.
O policial já estava preso preventivamente no Comando Geral da Polícia Militar. Após a condenação, o juiz determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado, com transferência ao sistema prisional.







