
BRASÍLIA, 06 de agosto de 2026 — A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou prematuras as buscas realizadas contra o advogado Willer Tomaz de Souza e familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvos da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, na terça (4).
O parecer defende que as quebras de sigilos bancário e fiscal seriam suficientes para o avanço da investigação.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou que medidas como buscas e apreensões podem comprometer a apuração ao se tornarem públicas.
Segundo ele, a análise dos dados bancários e fiscais poderá confirmar a origem dos recursos, as ligações financeiras entre os investigados e eventual incompatibilidade patrimonial.
Apesar da manifestação da PGR, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação. Para o ministro, as medidas eram necessárias para aprofundar a investigação sobre suposta lavagem de dinheiro relacionada ao inquérito que apura descontos irregulares de aposentados e pensionistas do INSS.
A investigação aponta indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que teriam usado empresas, contas de terceiros e operações em dinheiro para ocultar recursos. A PF também cita suspeitas de que Weverton Rocha seria o verdadeiro proprietário de um imóvel em Brasília registrado em nome de uma empresa ligada a Willer Tomaz.
Em nota, o advogado negou qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas e afirmou que todas as suas operações e relações profissionais são regulares.







