
BRASÍLIA, 06 de abril de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, tiveram aumento de 266% do patrimônio imobiliário desde 2017. Ele passou a integrar a mais alta instância do Poder Judiciário em março daquele ano.
Atualmente, o casal possui 17 imóveis avaliados em R$ 31,5 milhões. Nos últimos cinco anos, eles desembolsaram R$ 23,4 milhões na compra de imóveis em Brasília e em São Paulo. Todas as aquisições foram feitas à vista, conforme os registros em cartório.
As informações se baseiam nos contratos de compra obtidos pelo jornal Estadão. O valor considera os preços nominais pagos pelo casal na aquisição de casas, terrenos, apartamentos e salas comerciais de que são proprietários hoje.
O patrimônio atual é mais de três vezes superior aos R$ 8,6 milhões que eles tinham em 12 imóveis. Naquela época, o ex-presidente Michel Temer indicou Moraes para a Corte.
RENDA DO MINISTRO E DA ESPOSA
Em 2017, antes de assumir a vaga no STF, o ministro tinha salário de cerca de R$ 33 mil. Atualmente, ele ganha R$ 46 mil, o que equivale a um aumento de renda de 39%. Antes disso, Moraes exerceu os cargos de ministro de Estado, secretário estadual e municipal. Ele também foi membro do Ministério Público.
Todos esses cargos tiveram vencimentos próximos do teto do funcionalismo público. Já Viviane é sócia-administradora do Barci de Moraes Advogados. O escritório é mantido em sociedade com os filhos Alexandre e Giuliana.
ATUAÇÃO EM TRIBUNAIS SUPERIORES
Desde que o marido se tornou ministro, o número de ações de Viviane em tribunais superiores saltou de 27 para 152. A informação foi revelada pelo Estadão. O número considera processos com tramitação no STF e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Moraes e Viviane foram procurados por meio de suas assessorias de imprensa desde o dia 27 de março. Eles não responderam às solicitações de manifestação sobre essas informações.
O Estadão levantou matrículas de imóveis em consulta a cartórios de São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. De acordo com os documentos, o casal pagou R$ 34,8 milhões na aquisição de 27 imóveis nos últimos 29 anos.
Uma parte desses imóveis, contudo, foi vendida. Isso explica a diferença entre esses gastos e o valor da atual carteira imobiliária deles, de R$ 31,5 milhões.
O salto patrimonial mais expressivo se concentra nos últimos anos. Nesse período, Moraes já estava no STF e era responsável por investigações controversas na Corte. Ele é o relator do inquérito das fake news.
Desde 2021, o casal desembolsou R$ 23,4 milhões. Esse valor corresponde a mais de 67% de todos os investimentos nominais deles no mercado imobiliário ao longo de quase três décadas.
A maior parte das operações foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Apesar do nome, a empresa é usada para administrar os bens da família. A firma é uma sociedade limitada e tem como sócios Viviane e os dois filhos do casal.
Moraes não figura formalmente como sócio da empresa. Porém, ele é casado com Viviane sob o regime de comunhão parcial de bens. Isso significa que os bens adquiridos durante o casamento integram o patrimônio comum do casal.







