
BRASIL, 30 de junho de 2026 — Cada pagador de Imposto de Renda no Brasil acorda todos os dias com uma dívida de R$ 248,8 mil.
O cálculo considera o débito federal de R$ 9,033 trilhões registrado em maio dividido pelo total de pessoas que tiverem de declarar IRPF, já considerando a base pós-isenção para quem ganha até R$ 5.000 por mês. Esse grupo foi considerado por ser o que mais movimenta a economia brasileira.
Quando a conta é dividida pela população total do país (213,4 milhões de pessoas), o valor per capita da dívida pública federal fica em R$ 42.329.

A maior parte dessa dívida está no mercado interno, em títulos emitidos no Brasil. Uma parcela menor corresponde à dívida externa, contratada ou emitida fora do país.
Esses papéis podem ter diferentes formas de remuneração: parte acompanha a taxa Selic, parte é corrigida pela inflação, parte tem juros prefixados e uma fatia menor é vinculada ao câmbio. O montante total da dívida sobe de forma contínua, todos os meses.
Com o presidente Lula (PT), o deficit público subiu de 71,7% do PIB em janeiro de 2023 para 80,4% em abril de 2026, uma alta de 8,7 pontos percentuais.
O aumento da dívida se dá quando o governo emite mais títulos do que resgata e também quando os juros são incorporados ao estoque. Em maio, o avanço foi explicado por esses 2 fatores: novas emissões líquidas e apropriação de juros.
A administração petista aumentou o valor gasto em diversos programas lançados pelo presidente Lula. Por essa razão, precisa sempre arrecadar mais. Quando os impostos cobrados não cobrem as despesas, a dívida cresce.
Os pagadores de IR são um dos grupos que mais movimentam a economia brasileira. Em 2025, o total pago em imposto sobre a renda, considerando IRPF, IRPJ e o retido na fonte, foi 31,71% da arrecadação federal – a maior fatia entre todos os outros tributos.







