
BRASIL, 06 de abril de 2026 – Terminou no sábado (4) o prazo para desincompatibilização de agentes públicos. A regra eleitoral exige o afastamento de cargos no Executivo para candidatos a outros postos. Por isso, 11 governadores deixaram suas funções para entrar na disputa de outubro.
Entre os nomes está Ronaldo Caiado, que anunciou pré-candidatura à Presidência da República. Romeu Zema também deixou o governo de Minas Gerais após dois mandatos. Ele sinalizou intenção de concorrer ao Palácio do Planalto.
A maior parte dos governadores que deixou o cargo pretende disputar uma vaga no Senado. Nessa lista estão Gladson Cameli, Wilson Lima, Ibaneis Rocha, Renato Casagrande, Mauro Mendes, Helder Barbalho, João Azevêdo e Antonio Denarium.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também deixou o cargo para disputar o Senado. No entanto, ele deve concorrer sub judice após decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A corte o tornou inelegível até 2030.
Outros nove governadores optaram por disputar a reeleição. Dessa forma, eles permanecem nos cargos conforme prevê a legislação eleitoral. A regra permite que ocupantes do Executivo tentem um segundo mandato consecutivo sem necessidade de afastamento.
Entre eles estão Tarcísio de Freitas, Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas, Rafael Fonteles, Raquel Lyra, Eduardo Riedel, Jorginho Mello, Clécio Luís e Fábio Mitidieri.
Carlos Brandão, do Maranhão, decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato. Ele não vai disputar outro cargo neste pleito. Assim como ele, outros gestores que já cumpriram dois mandatos consecutivos optaram por não concorrer.
Também permanecem nos cargos Paulo Dantas, Ratinho Junior, Fátima Bezerra, Eduardo Leite, Marcos Rocha e Wanderlei Barbosa.
O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 4 de outubro. Cerca de 155 milhões de eleitores devem escolher presidente, governadores, deputados federais, estaduais e distritais. Caso nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.
Essa regra vale para os cargos de presidente e governador.







