
Após o assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, o governador Flávio Dino vestiu o manto de defensor da causa indígena. A atual postura do governador comunista contrasta com o passado do governador, quando membros de sua gestão eram acusados por várias tribos de negligenciar suporte na educação e extorquir várias índios do Maranhão.
Em 2015 o jornalista Diego Emir denunciou a tentativa de uma assessora do governo de tentar extorquir comunidades indígenas. Segundo documentos e prints de conversas em aplicativos de mensagem, a assessora exigia pagamento de propina para a liberação de verbas destinadas à educação indígena.
O escândalo forçou o governo a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) na presença do Ministério Público Federal (MPF). Os indígenas reivindicavam a construção de escolas, pagamento dos professores e regularização do transporte escolar. Um ano depois de assinar o documento, os índios voltaram a protestar contra o governador. Segundo eles, o governo descumpriu o TAC.
Em 15 de dezembro de 2016 (Jair Bolsonaro ainda não era presidente), várias tribos indígenas maranhenses fizeram um protesto em frente ao Palácio dos Leões, sede do Governo do Estado. Os índios ficaram às portas da sede do governo por mais de duas semanas e não foram recebidos pelo governador na ocasião.
“Me sinto envergonhado pelo um TAC que realmente foram assinado pelas autoridades competentes do Estado e até hoje não tivemos resposta nenhuma. O silêncio que nós temos é que eles estão vendo como já está no final do ano nenhuma resposta tivemos até hoje”, disse o líder indígena Raimundo Guajajara na época.
Na época dos protestos e do descumprimento do TAC, Flávio Dino não tinha se declarado pré-candidato à Presidência da República.