
MARANHÃO, 29 de agosto de 2025 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu nesta quinta (28) a quebra de sigilo bancário e fiscal da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e de dirigentes afastados da entidade.
A solicitação ocorreu após o relatório inicial da interventora da FMF, a advogada Susan Lucena, que identificou irregularidades na administração do presidente afastado Antônio Américo.
Segundo o MP, há indícios de má gestão, confusão patrimonial, desvio de finalidade e ausência de transparência. Além do pedido de quebra de sigilo, o órgão solicitou a nomeação de auditor judicial, pesquisas patrimoniais e a transferência do saldo do Instituto Maranhense de Futebol (IMF) para a FMF.
A interventora também foi intimada a apresentar um plano de trabalho detalhado em até cinco dias úteis.
MAC APONTA PREJUÍZOS
O presidente do Maranhão Atlético Clube (MAC), Carlos Eduardo, afirmou que a intervenção trouxe dificuldades financeiras, já que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não tem feito os repasses referentes à arbitragem. O dirigente explicou que o clube paga os custos das partidas, e a entidade nacional deveria ressarcir os valores.
Ele destacou que apenas a arbitragem com uso do VAR contra o Central custou R$ 26 mil, e que a expectativa era utilizar o ressarcimento para quitar despesas futuras. No entanto, segundo o dirigente, os repasses não têm sido feitos dentro do prazo, o que compromete o planejamento do time.
CBF TENTOU REVOGAR INTERVENÇÃO
A Confederação Brasileira de Futebol tentou impedir a continuidade do processo de intervenção neste mês. Porém, o juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, manteve a decisão judicial que autorizou a interventora Susan Lucena e sua equipe a seguir no comando provisório da federação.
Lucena assumiu a gestão da FMF após decisão judicial atender pedido do Ministério Público, afastando a diretoria da entidade sob suspeita de irregularidades. A medida também envolveu o presidente da FMF, Antônio Américo, e outros dirigentes.
O Ministério Público ingressou com Ação Civil Pública contra a Federação Maranhense de Futebol (FMF) e o Instituto Maranhense de Futebol (IMF), acusando irregularidades na gestão e possível desvio de finalidade institucional. A denúncia envolve 17 dirigentes, incluindo Antônio Américo e o presidente do IMF, Sílvio Arley Brito Fonseca.
A ação, que tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, tem valor de causa fixado em R$ 2 milhões. O pedido também resultou no afastamento dos gestores e na nomeação de administradores provisórios para a federação.
Em nota, a FMF declarou ter recebido com incredulidade a decisão que afastou sua diretoria, destacando que sempre colaborou com as autoridades.
Já o Ministério Público informou que as investigações começaram após representação formal, apontando que a federação teria convocado assembleias em janeiro sem oferecer acesso a documentos como balanços financeiros, atas e estatuto atualizado.







